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Prefeitura de Sinop inicia ciclo de treinamentos para fortalecer atendimento nos CRAS

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A Prefeitura de Sinop, por meio da Escola de Governo, vinculada à Secretaria de Administração e Modernização, iniciou nesta terça-feira (21) um ciclo de treinamentos voltado às equipes dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) do município. A primeira capacitação ocorreu no CRAS Palmeiras e reuniu 11 servidores da unidade para o treinamento “Desenvolvendo Relacionamentos Saudáveis: Compreendendo os Temperamentos e a Arquitetura da Personalidade”.

A iniciativa integra o trabalho desenvolvido pela Escola de Governo para promover a qualificação contínua dos servidores públicos municipais. O treinamento abordou temas relacionados ao gerenciamento das emoções, autoconhecimento, relações interpessoais e desenvolvimento de competências que contribuem para um atendimento mais humanizado à população atendida pelos serviços socioassistenciais.

A psicóloga da Escola de Governo, Dayzi Senn, explicou que a proposta da capacitação é fortalecer o equilíbrio emocional dos servidores e contribuir para relações mais saudáveis no ambiente de trabalho e no atendimento ao público. “Esse treinamento ‘desenvolvendo relacionamentos saudáveis’ traz o olhar para si, porque quando eu começo a me compreender e a entender o que me causa sentimentos ruins em relação às outras pessoas, eu consigo fazer essa autogestão. E como as pessoas aqui, os servidores do CRAS, atendem muito o público, por meio desses treinamentos e dessas rodas de conversa que nós faremos, fica mais fácil fazer a autogestão dessas emoções e desses comportamentos”, explicou.

A psicóloga também destacou que a ação terá continuidade nos próximos meses e contribuirá para o desenvolvimento profissional e pessoal dos servidores. “Agora nós vamos até setembro com rodas de conversa. Hoje eu trouxe esse treinamento que dei para os coordenadores da Assistência Social, e as coordenadoras dos CRAS pediram que eu levasse esse treinamento para a ponta. Esse treinamento foi inserido nessas rodas de conversa e, a partir delas, auxiliará os servidores a saber lidar com a população, mas também com a própria vida”, afirmou.

A coordenadora do CRAS Palmeiras, Mariza Bertoldo, ressaltou que a capacitação fortalece a equipe e reflete diretamente na qualidade do atendimento prestado aos usuários da assistência social. “É muito importante esse treinamento que a Prefeitura de Sinop leva para os CRAS. Nós, aqui do CRAS Palmeiras, estamos com toda a nossa equipe junto com a Escola de Governo. Participam a equipe técnica, o Cadastro Único e todos os profissionais da unidade. Esse treinamento é muito importante para atendermos os nossos usuários cada vez melhor”, afirmou.

Mariza Bertoldo também destacou que o trabalho desenvolvido pela Escola de Governo contribui para que os servidores mantenham o foco no acolhimento da população. “O que a Prefeitura proporciona para nós é a oportunidade de atender os nossos usuários com amor, carinho e dedicação. Às vezes a gente tem problemas em casa, mas deixa tudo isso de lado para focar no nosso trabalho. Os nossos usuários são a razão do nosso atendimento. Eles precisam sair do CRAS melhor do que chegaram. Todo esse trabalho técnico que a Prefeitura oferece fortalece a nossa equipe para prestar um atendimento cada vez mais qualificado”, disse.

A psicóloga do CRAS Palmeiras, Daniele Cadore, participou do treinamento e destacou os benefícios da iniciativa para o cotidiano da equipe. “Esses treinamentos são importantes para a nossa equipe, para que a gente aprenda a lidar melhor com as nossas emoções, com os nossos sentimentos e com os conflitos, e consiga atender melhor o usuário que procura a nossa unidade”, afirmou.

O cronograma de capacitações terá continuidade nas demais unidades do município. O próximo encontro ocorrerá no CRAS Paulista, no dia 24 de julho, seguido pelo CRAS Boa Esperança, no dia 28 de julho. As ações fazem parte do trabalho permanente da Escola de Governo, que atua na formação, capacitação e desenvolvimento de servidores públicos efetivos e contratados, com foco na melhoria dos serviços prestados à população.



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CMN e BC atualizam regras de segurança e transparência do Open Finance

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Banco Central (BC) aprovaram nesta quinta-feira (22) mudanças nas regras de compartilhamento de dados pelo Open Finance, sistema que permite aos clientes autorizar o compartilhamento de informações financeiras entre instituições.

As alterações reforçam a segurança, ampliam a transparência e estabelecem novas exigências para bancos e demais participantes, com atenção especial às necessidades de pessoas jurídicas, como empresas.

Aprovadas em resolução conjunta dos dois órgãos, as novas regras buscam esclarecer as responsabilidades das instituições envolvidas, reduzir divergências de interpretação e dar mais controle aos clientes sobre o uso de suas informações.

Entre as principais mudanças, estão a exigência de consentimento específico para cada empresa parceira, o monitoramento mais rigoroso dessas parcerias e a possibilidade de interromper o compartilhamento de dados diante de riscos à segurança.

A regulamentação também prepara o sistema para permitir que, em determinadas situações, a autorização para compartilhar dados seja concedida em momentos diferentes por cada instituição envolvida. No caso de empresas, isso poderá facilitar processos que dependem da aprovação de diferentes representantes.

O que é Open Finance?

O Open Finance, ou sistema financeiro aberto, permite que clientes autorizem o compartilhamento de seus dados financeiros entre instituições participantes. O objetivo é facilitar o acesso a serviços e estimular a concorrência entre bancos, fintechs e outras empresas do setor.

Na prática, uma pessoa ou empresa pode autorizar uma instituição a consultar informações mantidas em outra, conforme as permissões concedidas. Isso pode ajudar na oferta de serviços financeiros mais adequados ao perfil do cliente.

Num exemplo prático, uma empresa que mantém conta em um banco pode autorizar outra instituição a consultar determinadas informações financeiras para avaliar uma proposta de crédito, sem precisar depender exclusivamente dos dados disponíveis na instituição que fará a oferta.

O compartilhamento depende de autorização e deve seguir as regras de segurança e privacidade aplicáveis.

O que muda?

As alterações aprovadas pelo CMN e pelo BC abrangem cinco pontos principais:

  • Consentimento específico: o cliente deverá autorizar o compartilhamento com cada entidade parceira envolvida, aumentando a clareza sobre quem poderá acessar seus dados;
  • Mais fiscalização: as instituições participantes terão de reforçar o acompanhamento das empresas parceiras, verificando se elas cumprem as regras e protegem adequadamente as informações recebidas;
  • Mais transparência: os clientes terão acesso a informações mais amplas sobre as parcerias e sobre o compartilhamento de seus dados;
  • Interrupção por segurança: a regulamentação prevê mecanismos para suspender o compartilhamento quando houver situações que representem riscos à segurança das informações;
  • Prevenção de uso indevido: serão aplicadas restrições adicionais para evitar que os dados compartilhados sejam utilizados de maneira inadequada.

O conjunto de medidas procura deixar mais claro quem pode acessar os dados, em quais condições isso pode ocorrer e quais responsabilidades cabem a cada participante.

Responsabilidade

As mudanças também reforçam o papel da alta administração das instituições financeiras na supervisão do Open Finance.

Diretorias e conselhos de administração deverão ter responsabilidades mais claras em relação ao monitoramento das parcerias, ao cumprimento das normas e à adoção de medidas para prevenir ou corrigir irregularidades.

Na prática, a segurança do sistema não deverá ficar restrita às equipes técnicas. A governança das instituições também deverá acompanhar os riscos relacionados ao compartilhamento de informações.

Caso sejam identificados problemas, as instituições deverão adotar providências preventivas ou corretivas, conforme as exigências regulatórias aplicáveis.

Pessoas jurídicas

Uma das principais novidades é a preparação para jornadas de consentimento mais flexíveis, especialmente para clientes pessoas jurídicas.

Atualmente, o compartilhamento de dados envolve instituições que transmitem as informações e instituições que as recebem. As mudanças abrem caminho para que as autorizações necessárias sejam concedidas em momentos diferentes em cada uma delas.

No caso de empresas, quando aplicável, os consentimentos também poderão ser dados por usuários distintos, de acordo com os processos internos de representação e aprovação.

Exemplo:

1.    A empresa inicia o processo: um representante pede um serviço financeiro em uma instituição que deseja consultar dados mantidos em outro banco;

2.    As autorizações são organizadas: os consentimentos necessários podem ser concedidos em momentos diferentes nas instituições envolvidas;

3.    Outros responsáveis participam: quando aplicável, outro usuário autorizado pela empresa poderá realizar uma das etapas de aprovação;

4.    O compartilhamento ocorre: os dados poderão ser compartilhados conforme as autorizações concedidas e as regras de segurança do sistema.

Esse modelo pode facilitar a utilização do Open Finance por empresas que exigem aprovação de mais de um responsável para movimentações ou decisões financeiras.

O que muda para o cliente?

Para pessoas físicas e jurídicas, o principal efeito esperado é o aumento do controle e da transparência sobre o compartilhamento de informações.

As mudanças também buscam tornar os processos mais claros e previsíveis, sem comprometer a segurança dos dados.

Em resumo, os clientes poderão se beneficiar de:

  • Maior clareza sobre as entidades autorizadas a receber seus dados;
  • Regras mais rigorosas para proteger as informações compartilhadas;
  • Mais mecanismos para interromper o compartilhamento em situações de risco;
  • Processos de autorização potencialmente mais flexíveis para empresas;
  • Maior responsabilização das instituições envolvidas.

Objetivo das mudanças

Segundo a proposta regulatória, os aperfeiçoamentos buscam permitir que o Open Finance continue evoluindo sem enfraquecer a proteção dos usuários.

Ao esclarecer as regras e reforçar a governança, o CMN e o Banco Central pretendem estimular a inovação, ampliar a confiança no compartilhamento de dados e favorecer a concorrência entre instituições financeiras.

A expectativa é que um ambiente com regras mais claras e mecanismos de segurança mais robustos contribua para modernizar o Sistema Financeiro Nacional e facilitar o desenvolvimento de serviços financeiros, especialmente aqueles voltados às necessidades das empresas.

Embora o presidente do BC, Gabriel Galípolo, também componha o CMN, as regras foram aprovadas em resolução conjunta dos dois órgãos.



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