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Sinop participa do AdaptaCidades e reforça compromisso com planejamento sustentável e resiliência climática

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A Prefeitura de Sinop, representada pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, participou da Oficina AdaptaCidades Mato Grosso, realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), em Cuiabá. A iniciativa integra o programa AdaptaCidades, voltado ao fortalecimento da capacidade dos municípios para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.

O encontro reuniu representantes de municípios mato-grossenses selecionados para participar da iniciativa, que busca oferecer apoio técnico e capacitação para o desenvolvimento de estratégias e planos municipais de adaptação climática. Sinop foi uma dos oito municípios selecionados para o evento, que teve como objetivo preparar as cidades para responder de forma mais eficiente aos impactos causados por eventos extremos, como períodos de seca, enchentes, queimadas e ondas de calor.

A participação de Sinop no programa reafirma o compromisso da gestão municipal com a construção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade, à proteção da população e à preservação dos recursos naturais. A bióloga da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Sinop, Aline Magioni, destacou a relevância da participação do município na iniciativa e os benefícios do programa para o planejamento estratégico da cidade.

“Participar da Oficina AdaptaCidades Mato Grosso representa um passo importante para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à sustentabilidade e à preparação do nosso município para os desafios impostos pelas mudanças climáticas”, destacou.

Ela ressalta que os efeitos das mudanças climáticas já impactam diretamente a rotina das cidades, tornando fundamental o planejamento de ações preventivas e estruturantes. “Sabemos que eventos como períodos de seca, chuvas intensas e ondas de calor têm impactos cada vez maiores na vida das pessoas. Por isso, é fundamental que estejamos preparados, planejando hoje as ações que vão garantir mais segurança, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável para a nossa população”, afirmou.

Segundo Aline, a participação no programa também fortalece a troca de experiências entre municípios e amplia a capacidade técnica para a construção de soluções eficazes. “Participar de iniciativas como o AdaptaCidades nos permite ampliar o conhecimento técnico, trocar experiências com outros municípios e construir estratégias mais eficientes para tornar Sinop uma cidade cada vez mais resiliente. Nosso compromisso é seguir investindo em planejamento, prevenção e preservação dos nossos recursos naturais, pensando não apenas no presente, mas também nas futuras gerações”, completou.

Promovida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema-MT), a oficina teve como principal objetivo orientar tecnicamente os municípios na estruturação da governança necessária para a elaboração dos planos municipais de adaptação à mudança do clima, fortalecendo a articulação entre secretarias, conselhos e demais órgãos locais.

O AdaptaCidades integra o programa Cidades Verdes Resilientes, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, com apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e do Ministério das Cidades.



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Estudo do BNDES mapeia 187 projetos para melhorar o transporte público

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O Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU), lançado nesta quarta-feira (1º) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), recomenda 187 projetos estruturantes que poderão aumentar em mais de 3 mil quilômetros o transporte público das 21 regiões metropolitanas mais populosas do país.

O valor total do investimento nos projetos foi estimado entre R$ 400 bilhões e R$ 430 bilhões. 

Realizado entre 2024 e 2026 em parceria com o Ministério das Cidades, o estudo estruturou uma carteira de projetos, avaliados com base em projeções populacionais e de demanda para um horizonte de 30 anos.

Os projetos objetivam não só melhorar a infraestrutura e a qualidade de vida dos usuários do sistema de transporte, mas também dar maior segurança no trânsito, gerar renda para a população e reduzir as emissões de gás carbônico (CO₂ ) na atmosfera.

Os investimentos previstos envolvem projetos na expansão de metrô, trem urbano, BRT, VLT e corredores de transporte. O primeiro projeto já contratado com o BNDES visa à expansão da atual rede básica de transporte de Belo Horizonte (MG) de 84,2 quilômetros (km) para uma rede futura de 314,1 km, com aumento de 229,9 km e investimentos de R$ 35,6 bilhões.

As 21 regiões contempladas pelo estudo abrangem as cidades de Belém, Belo Horizonte, Campinas, Curitiba, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, João Pessoa, Maceió, Manaus, Natal, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Luís, São Paulo, Teresina e Vitória, além do Distrito Federal. 

O BNDES poderá financiar os projetos por meio do Fundo Clima, uma linha de financiamento destinada a apoiar projetos de investimento relacionados à redução de emissões de gases do efeito estufa e à adaptação às mudanças do clima e aos seus efeitos.

Segundo o diretor de Planejamento e Relações Institucionais do Banco, Nelson Barbosa, os projetos mapeados vão orientar as ações na área do transporte do governo federal, por meio do Ministério das Cidades, e também dos prefeitos e governadores. 

O ministro das Cidades, Vladimir Lima, avaliou que o estudo resultante da parceria com o BNDES vai impactar positivamente as cidades no Brasil. “Será um verdadeiro (programa) Minha Casa Minha Vida para a mobilidade urbana”, comparou.  

Segundo ele, o ponto central do estudo é reconhecer que as soluções têm de ter uma vertente social, oferecendo segurança, conforto, previsibilidade, além das questões climáticas e econômicas. “Melhorar a mobilidade é devolver tempo para as pessoas estudarem, trabalharem e ficarem com suas famílias”.

Para o Ministério das Cidades, o estudo representa uma ferramenta estratégica para fortalecer a política nacional de mobilidade urbana e apoiar estados e municípios na estruturação de projetos.

Ciclo vicioso

De acordo com a superintendente da Área de Soluções para as Cidades do BNDES, Luciene Machado, o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana visa interromper o ciclo vicioso no qual o montante de receita disponível é progressivamente menor do que as necessidades, o que significa maior dificuldade de fazer investimentos. 

Atualmente, os investimentos em mobilidade urbana equivalem a 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), mas podem chegar a 0,25% do PIB, representando investimentos de R$ 20 bilhões por ano.

Luciene Machado elencou entre os principais benefícios dos projetos reunidos no estudo a redução de 15% do tempo gasto em deslocamento, o aumento do número de embarques diários, a taxa de retorno econômico e a diminuição do custo operacional por viagem de 11%. Ela estimou que em cerca de 15 anos será possível realizar os 187 projetos. “São exequíveis”.

Outras vantagens incluem evitar emissões de CO₂  de 3 milhões de toneladas por ano, aumentar em 30% a acessibilidade e evitar mais de 27 mil vítimas por ano em sinistros.

No período de implantação, serão mobilizados mais de 1,3 milhão de empregos diretos e indiretos por ano e demandados até 6,6 mil ônibus elétricos, 2,4 mil carros metroferroviários e 600 composições de VLT.

Oitenta por cento dos investimentos para a realização dos 187 projetos virão de investimentos públicos e o restante de contratos de parceria com a iniciativa privada. A estruturação dos projetos vai buscar rede de transporte com bilhetagem e integração tarifária.



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