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Turquia surpreende e vence Estados Unidos em jogo de cinco gols

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Mesmo já garantidos na fase de mata-mata da Copa do Mundo, os Estados Unidos sofreram um revés diante da Turquia na madrugada desta sexta-feira. Em um confronto movimentado no SoFi Stadium, em Los Angeles, os europeus venceram por 3 a 2, encerrando a terceira rodada do Grupo D com um resultado inesperado para os anfitriões. Trusty e Berhalter marcaram para o time norte-americano, enquanto Guler, Kokçu e Ayhan garantiram o triunfo turco.

Apesar do tropeço, os Estados Unidos mantiveram a liderança da chave com seis pontos conquistados. O foco da seleção agora se volta para as oitavas de final, onde enfrentarão a Bósnia e Herzegovina na próxima quinta-feira, às 21h (horário de Brasília). Já a Turquia, que entrou em campo sem chances de classificação, se despede do Mundial na quarta posição do grupo, somando três pontos.

O jogo

A partida começou em alta intensidade. Logo aos dois minutos, após cobrança de escanteio de Berhalter e um rebote na área, McKennie parou em defesa de Çakir. No lance seguinte, Trusty aproveitou novo cruzamento de escanteio na segunda trave para finalizar de canhota e abrir o placar. A resposta turca veio aos nove minutos, quando Arda Guler recebeu na entrada da área e bateu de esquerda para empatar.

A partida seguiu aberta, com chances para ambos os lados. Os norte-americanos chegaram a marcar o segundo aos 29 minutos com McKenzie, mas o gol foi invalidado por impedimento. Pouco depois, a Turquia virou o placar: Guler serviu Elmali na linha de fundo, que cruzou para Kokçu completar para as redes. Antes do intervalo, Çakir ainda evitou o empate em um chute potente de McKennie.

No início da etapa final, os donos da casa voltaram pressionando e igualaram o marcador aos três minutos. Após falha da defesa turca, Berhalter acertou um chute de primeira da entrada da área, sem chances para o goleiro. Os Estados Unidos tiveram oportunidades claras para retomar a vantagem com Pulisic e McKennie, mas pararam em grandes defesas de Çakir e em erros de pontaria.

Quando o empate parecia definido, a Turquia alcançou a vitória nos acréscimos. Aos 52 minutos, após cruzamento na pequena área e um desvio parcial da defesa, Ayhan apareceu para empurrar a bola para o gol e decretar o placar final de 3 a 2.

FICHA TÉCNICA
Confronto Turquia 3 x 2 Estados Unidos
Competição Copa do Mundo – 3ª rodada do grupo D
Local SoFi Stadium, em Los Angeles (EUA)
Data e Horário 25 de junho de 2026, às 23h (de Brasília)
Gols (Turquia) Arda Guler (10′ 1ºT), Orkun Kokçu (30′ 1ºT), Kaan Ayhan (52′ 2ºT)
Gols (EUA) Auston Trusty (3′ 1ºT), Sebastian Berhalter (3′ 2ºT)
Cartões Amarelos Berhalter (EUA)
Cartões Vermelhos Nenhum
Árbitro Principal Mustapha Ghorbal (ALG)
Assistentes Mokrane Gourari (ALG) e Abbes Akram Zerhoun (ALG)
VAR Antonio Garcia (EUA)
Turquia Ugurcan Çakir; Zeki Celik (Soyuncu), Ozan Kabak, Abdulkerim Bardakci; Samet Aydin (Muldur), Salih Ozcan, Orkun Kokçu (Ayhan), Eren Elmani, Arda Guler; Baris Yilmaz (Kahveci), Kenan Yildiz (Uzun)
Técnico Turquia Vincenzo Montella
EUA Matt Turner; Joseph Scally (Freeman), Miles Robinson, Mark McKenzie, Auston Trusty; Weston McKennie (Tillman), Sebastian Berhalter, Giovanni Reyna (Dest); Brendan Aaronson (Zendejas), Timothy Weah (Pulisic), Ricardo Pepi
Técnico EUA Mauricio Pochettino

Fonte: Esportes



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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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