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Nova lei cria política nacional para estudantes com altas habilidades
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Foi sancionada, com vetos, a Lei 15.436/26, que institui a Política Nacional para Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação e viabiliza um cadastro nacional para acompanhar esse público.
O objetivo é assegurar a identificação precoce, o desenvolvimento integral e a inclusão plena de alunos com altas habilidades no sistema educacional brasileiro.
A norma teve origem no Projeto de Lei 1049/26, da deputada Soraya Santos (PL-RJ), aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Conceitos
A nova lei define altas habilidades ou superdotação (AH/SD) como a “condição do neurodesenvolvimento caracterizada, entre outros fatores, por potencial intelectual elevado, intensa curiosidade e elevada capacidade de aprendizagem, bem como profundo envolvimento em temas de interesse, frequentemente acompanhada de alta sensibilidade e intensidade emocional”.
O texto também estabelece regras para que se institua, efetivamente, um cadastro nacional dos estudantes com altas habilidades ou superdotação matriculados na educação básica e na educação superior. A criação do cadastro está prevista desde 2015 (na Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB), mas nunca ocorreu.
Além disso, a política também abrange as pessoas com “dupla excepcionalidade (DE)”: aquelas que, além de apresentar altas habilidades ou superdotação, possuem também um transtorno ou uma deficiência.
Atendimento especializado
A lei determina que os sistemas de ensino ofereçam atendimento especializado, por meio de ações complementares à escolarização regular (como programas de enriquecimento curricular, aceleração de estudos e agrupamento de estudantes por áreas de interesse).
Também prevê a possibilidade de progressão educacional flexível (permitindo avanços por disciplina ou área do conhecimento) e de aceleração integral da trajetória escolar. Devem ser considerados o ritmo de aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo e socioemocional de cada estudante.
Cadastro nacional
O Cadastro Nacional de Estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação ficará sob a responsabilidade do Ministério da Educação e será usado para mapear e acompanhar a trajetória educacional desses alunos e para subsidiar políticas públicas.
Esse banco de dados será alimentado com informações de censos educacionais e outras bases oficiais, respeitando a legislação de proteção de dados.
Apoio da União
A adesão à política será voluntária para estados, Distrito Federal e municípios (mediante formalização com o governo federal).
A União poderá oferecer apoio técnico e financeiro para as ações, conforme disponibilidade orçamentária. E o financiamento das iniciativas poderá incluir fontes como fundos da educação e programas de investimento público.
Vetos presidenciais
Alguns trechos do projeto que deu origem à Lei 15.436/26 foram vetados pela Presidência da República.
Parte desses vetos trata de dispositivos relacionados à triagem educacional anual em massa e à identificação precoce. Segundo o Executivo, há incompatibilidade desses itens com o atual fluxo pedagógico de identificação contínua, o que poderia atrasar burocraticamente o Atendimento Educacional Especializado.
Além disso, há vetos de dispositivos que, segundo o governo, condicionavam a formalização da identificação do estudante com altas habilidades ou superdotação à realização de uma avaliação multidimensional especializada e multidisciplinar. Isso, de acordo com o Executivo, criaria barreiras burocráticas ao atendimento especializado.
Outro trecho rejeitado previa a criação de um centro de referência em cada unidade da Federação. O governo argumentou que essa medida não foi aceita porque o projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional sem uma estimativa de seu impacto orçamentário e financeiro.
Os vetos presidenciais serão analisados pelo Congresso em data a ser marcada.
Da Agência Senado – MO
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Prefeita Flávia Moretti recebe integrantes do terceiro setor e destaca importância das entidades nas políticas públicas
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, recebeu representantes de organizações do terceiro setor e o convite para participar da Caravana do Terceiro Setor, evento que será realizado no município nesta quinta-feira (24.09), às 8h.
O encontro também foi marcado pelo diálogo sobre a importância das entidades da sociedade civil na implantação e no fortalecimento de políticas públicas.
Participaram da reunião representantes da Faosc (DF), Acamis (MT), Ecomamor (GO), CEPAI (DF) e Maná do Céu (MS), que apresentaram iniciativas e trataram da atuação do terceiro setor em diferentes áreas.
Durante o encontro, Flávia Moretti ressaltou que as organizações do terceiro setor desempenham papel importante na construção de ações voltadas à população, especialmente em áreas como saúde, educação e assistência social.
“Eu tenho o terceiro setor na saúde, na educação e na assistência social. É muito importante essa participação, porque são entidades que estão próximas da população e podem contribuir para a implantação e o fortalecimento das políticas públicas dentro do nosso município”, afirmou a prefeita.
A prefeita também destacou a importância da realização da Caravana do Terceiro Setor em Várzea Grande, que deverá promover a aproximação entre organizações, gestores públicos e sociedade, fortalecendo o diálogo e a troca de experiências.
Representando a Equoterapia Nativo, Larissa Faria, destacou que a integração entre o poder público e as associações é fundamental para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à população.
“Várzea Grande tem sido parceira das associações. A reunião foi maravilhosa. A intenção é que façamos mais projetos em parceria com o poder público. Então, teremos o encontro do Terceiro Setor no Centro Cultural da Orla da Alameda, às 8h, nesta quinta-feira (24)”, pontuou.
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