Esporte
Canadá arranca empate contra a Bósnia na estreia da Copa do Mundo
Esporte
O Canadá estreou na Copa do Mundo com um empate suado diante de sua torcida. Jogando no BMO Field, em Toronto, a seleção canadense saiu atrás no placar, mas buscou a igualdade em 1 a 1 contra a Bósnia e Herzegovina, em duelo válido pela rodada de abertura do Grupo B. Com o resultado, as duas seleções somam um ponto cada e dividem a liderança momentânea da chave, aguardando o confronto entre Catar e Suíça, que acontece neste sábado.
O jogo
O primeiro tempo no BMO Field foi marcado por um início movimentado. O Canadá tentou impor o ritmo como mandante e teve a primeira grande oportunidade com Jonathan David, que finalizou fraco após aproveitar uma sobra na área. A resposta bósnia veio de forma letal aos 20 minutos. Após cobrança de escanteio, Lukic aproveitou um desvio na primeira trave e uma saída imprecisa do goleiro Crepeau para cabecear para o fundo das redes, anotando o primeiro gol de sua seleção no torneio.
Na etapa complementar, os donos da casa voltaram com uma postura mais agressiva. A pressão quase surtiu efeito quando Laryea finalizou após passe de Eustáquio, mas a bola desviou em Kolasinac e carimbou o travessão. Pouco depois, a Bósnia teve a chance de liquidar a partida com Demirovic, que saiu cara a cara com Crepeau, mas desperdiçou a oportunidade de ampliar a vantagem.
A insistência canadense foi recompensada aos 33 minutos do segundo tempo. Larin, que havia saído do banco de reservas para mudar o panorama ofensivo, recebeu passe de Promise David na entrada da área, girou sobre a marcação e bateu para o gol. A bola ainda sofreu um desvio na defesa antes de vencer o goleiro Vasilj e selar o empate. Nos acréscimos, Larin ainda teve a chance da virada em uma jogada individual, mas acabou travado pela defesa adversária no momento do chute.
Próximos jogos
Canadá
Canadá x Catar (Copa do Mundo – 2ª rodada)
Data e horário: 18 de junho de 2026 (quinta-feira) às 19h
Local: BC Place Stadium, em Vancouver.
Bósnia
Suíça x Bósnia (Copa do Mundo – 2ª rodada)
Data e horário: 18 de junho de 2026 (quinta-feira) às 16h
Local: SoFi Stadium, em Los Angeles.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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