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Damares defende projeto para ampliar atendimento a pacientes com LAM

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A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) defendeu, o projeto de lei (PL 5.238/2025), do qual é relatora, que estabelece políticas públicas voltadas às pacientes com linfangioleiomiomatose (LAM), uma doença pulmonar rara e degenerativa que afeta principalmente mulheres. Segundo a parlamentar, a proposta busca ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, aos exames especializados e ao tratamento adequado.

Damares afirmou que a falta de centros especializados e o desconhecimento sobre a doença fazem com que muitas pacientes recebam diagnósticos equivocados e iniciem o tratamento apenas quando o quadro já está avançado. Para ela, a demora na identificação dos casos reduz as chances de controle da doença e aumenta a necessidade de procedimentos mais complexos.

— Esse projeto traz alguns critérios para que a gente estabeleça um mínimo de dignidade para as pacientes com a LAM. É importante destacar que o custo direto com o tratamento de complicações evitáveis da LAM no SUS, como internações de urgência, exames repetidos desnecessariamente e procedimentos invasivos decorrentes do diagnóstico tardio, supera em muito o custo de garantir o acesso regular ao Sirolimo [medicamento] e a exames de alta resolução. É isto que a gente quer no projeto de lei, a gente quer se antecipar — disse.

A senadora ressaltou ainda que junho é dedicado à conscientização sobre a LAM e que a campanha contribui para ampliar o debate sobre a doença e chamar a atenção para a necessidade de políticas públicas voltadas às pacientes.

— O diagnóstico no Brasil está demorando uma eternidade, e o tempo dessas brasileiras está correndo contra elas. O diagnóstico precoce não pode ser um artigo de luxo. Tratar tarde demais significa empurrar essa mulher para uma fila de transplante de pulmão. Quem tem uma doença rara não tem o tempo da burocracia do Estado. A dor não espera o papel ser assinado, a terapia ser incorporada ao SUS. Por isso, deixo aqui mais do que um pedido, um apelo, para que as autoridades da área da saúde tenham uma atenção especial para a LAM.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado



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Tião da Zaeli diz que Flávia Moretti já deixou o PL na prática

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O presidente da Fecomércio-MT e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli (PL), afirmou que a prefeita Flávia Moretti (PL) já se afastou politicamente do Partido Liberal e que, na prática, não integra mais o grupo da legenda. A declaração ocorre em meio ao agravamento do conflito entre a prefeita e a direção estadual do PL, após Moretti sinalizar apoio à candidatura de Otaviano Pivetta (Republicanos) ao Governo de Mato Grosso.

“A Flávia já saiu do PL”, disparou Zaeli em entrevista ao HNT.

Segundo ele, a decisão de Moretti de apoiar um candidato de outra legenda, que está no campo oposto ao projeto oficial do PL para o Governo do Estado, acabou aprofundando o distanciamento entre ela e a direção partidária.

O rompimento político ganhou força depois que Moretti passou a demonstrar apoio a Pivetta, enquanto o PL trabalha com a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás. A direção estadual da sigla já anunciou que prefeitos que apoiarem candidatos adversários poderão perder o comando dos diretórios municipais, além de estarem sujeitos a procedimentos internos por infidelidade partidária.

A crise também teve reflexos diretos no comando do PL em Várzea Grande. Zaeli deixou a presidência municipal da legenda após renunciar ao cargo de vice-prefeito, em março deste ano, em meio ao rompimento com Flávia. Depois disso, o presidente estadual do partido, Ananias Filho, extinguiu a comissão provisória que estava sob comando da prefeita.

Agora, o médico Alencar Farina (PL) foi colocado como nome para assumir a direção do partido no município. Zaeli afirmou que participou da articulação para que Farina ocupasse o espaço e disse considerar que o empresário e médico tem serviços prestados a Várzea Grande.

“Foi uma ideia minha”, revelou Zaeli ao comentar a indicação. Ele afirmou ainda que conversou com Ananias e defendeu o nome de Farina por sua atuação na cidade. “Ele já ajuda Várzea Grande e tem o meu apoio”, declarou.

O ex-vice-prefeito também voltou a fazer críticas à administração de Flávia e afirmou que não pretende retomar o diálogo político com a prefeita. O relacionamento entre os dois, que começaram a gestão como aliados, se deteriorou ao longo do mandato e culminou na renúncia de Zaeli à vice-prefeitura.

A situação coloca Flávia diante de um impasse dentro do próprio partido. Embora continue filiada ao PL e tenha sido eleita pela legenda, a prefeita perdeu espaço na direção municipal e agora enfrenta um procedimento administrativo anunciado pelo comando estadual por suposta infidelidade partidária. O caso ainda deverá seguir os trâmites internos da sigla, com direito de defesa.

O conflito também ganha peso eleitoral porque Flávia é uma das principais prefeitas do PL em Mato Grosso, enquanto Pivetta aparece como adversário direto do projeto eleitoral defendido pela direção liberal. O embate, portanto, ultrapassa a relação pessoal entre Moretti e Zaeli e passa a representar mais um capítulo da disputa interna do partido para 2026.



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