Política
Projeto muda critérios de cálculo do BPC para manter proteção social
Política
O Senado vai analisar o projeto de lei que aprimora os critérios de cálculo da renda familiar do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O texto, a ser distribuído para análise das comissões temáticas, também assegura proteção social em casos de mudanças na renda e incentiva a inclusão de beneficiários e de seus grupos familiares no mercado de trabalho.
O PL 1.812/2026 estabelece que o beneficiário do BPC que passar a receber pagamento por um novo trabalho não terá o benefício interrompido automaticamente, nos casos em que a situação de vulnerabilidade social continuar. De acordo com o texto, a regra também vale para o grupo familiar.
Para medir a renda familiar, será desconsiderada, para o cálculo da renda per capita, o valor proveniente de novo vínculo de trabalho do beneficiário do BPC até o limite de um salário mínimo, conforme regulamento.
Nos casos de aumento de renda decorrente de vínculo formal de trabalho, poderá ser assegurada a manutenção do benefício por período de transição de até 12 meses, com reavaliação social ao final do período.
O projeto estabelece ainda que, na avaliação da renda familiar, deverão ser consideradas as variações temporárias de renda. Nesse caso, poderá ser utilizada a média dos rendimentos auferidos nos últimos 12 meses, quando essa metodologia melhor refletir a condição socioeconômica do grupo familiar.
De acordo com o projeto, serão deduzidos da renda familiar os gastos contínuos e comprovados com:
- tratamentos médicos
- terapias especializadas
- medicamentos
- alimentação especial
- tecnologias assistivas
- demais despesas indispensáveis ao beneficiário do BPC, quando não disponibilizados pelo Sistema Único de Saúde ou pela rede pública de assistência social.
Por fim, o projeto prevê que a avaliação da renda deverá observar os princípios da dignidade da pessoa humana, da proteção social continuada e da promoção da inclusão produtiva, vedada a cessação automática do benefício exclusivamente em razão de alteração pontual de renda.
Proteção social
O PL 1.812/2026 foi apresentado pela senadora Roberta Acioly (Republicanos-RR). Segundo ela, a proposta aprimora a proteção social assegurada pelo BPC e confere maior segurança jurídica aos critérios de aferição da renda familiar, além de evitar a cessação automática do benefício em situações de variação temporária de renda.
“O projeto parte do reconhecimento de uma realidade social amplamente constatada: muitas famílias beneficiárias do BPC permanecem em situação de vulnerabilidade mesmo quando há aumento pontual da renda familiar, especialmente em decorrência do ingresso recente ou temporário de membros do grupo familiar no mercado de trabalho”, ressalta a autora do texto.
De acordo com a senadora, o modelo atual pode, em determinadas situações, gerar um efeito indesejado de desestímulo à inserção produtiva. O receio da perda imediata do benefício pode levar famílias a evitar oportunidades de trabalho formal, ainda que tais oportunidades não representem superação efetiva da condição de vulnerabilidade social, argumenta a senadora.
A autora do PL observa que a proposta também dialoga com recentes aprimoramentos normativos implementados no âmbito administrativo, que já reconhecem a necessidade de considerar variações temporárias de renda e a realidade dinâmica das famílias em situação de vulnerabilidade.
Roberta Acioly enfatiza ainda que o projeto não cria novos benefícios nem amplia despesas obrigatórias. Segundo ela, o texto limita-se a aprimorar critérios de avaliação já existentes, promove maior racionalidade na aplicação da política assistencial e reduz potenciais conflitos administrativos e judiciais.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política
Tião da Zaeli defende Coronel Assis para disputar Prefeitura de Várzea Grande
O presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso (Fecomércio-MT) e ex-vice-prefeito de Várzea Grande, Tião da Zaeli, apontou o deputado federal Coronel Assis (PL) como uma possível alternativa do partido para disputar a Prefeitura do município nas eleições de 2028.
Na avaliação de Tião, o parlamentar reúne características que o colocam entre os nomes que podem entrar na discussão sobre a sucessão municipal, principalmente pela ligação com Várzea Grande, onde nasceu e mantém sua base eleitoral.
“O Coronel Assis se firmou como uma grande liderança estadual. Como ele tem Várzea Grande como sua base eleitoral, é várzea-grandense, é um nome importante”, declarou.
Apesar de demonstrar apoio à possibilidade, Tião ressaltou que ainda não há definição sobre uma eventual candidatura. Segundo ele, a escolha dependerá das conversas dentro do Partido Liberal (PL) e da disposição do próprio deputado em concorrer ao Executivo municipal.
“A discussão ainda é prematura, passa por uma discussão interna do partido, um convencimento com o próprio candidato”, ponderou.
Durante a mesma entrevista, Tião da Zaeli também fez críticas à administração da prefeita Flávia Moretti (PL). O dirigente questionou a composição política do primeiro escalão e afirmou que representantes ligados à direita bolsonarista não teriam recebido espaço equivalente na estrutura do governo municipal.
“Ela apoiou vários políticos de esquerda. Boa parte do seu primeiro escalão são pessoas ligadas à esquerda. O bolsonarista não teve vez no quadro da gestão da prefeita”, afirmou.
Tião também questionou a presença de uma secretária de Educação associada ao PT em uma administração comandada por uma prefeita eleita pelo PL. Na avaliação dele, essa composição provoca insatisfação entre integrantes da direita e evidencia divergências políticas dentro do grupo.
As declarações indicam um distanciamento entre Tião da Zaeli e a atual gestão municipal, ao mesmo tempo em que colocam Coronel Assis no debate sobre possíveis candidaturas à Prefeitura de Várzea Grande em 2028.
Até o momento, não há confirmação de que o deputado tenha decidido disputar o cargo. A definição dependerá das articulações partidárias e das movimentações políticas nos próximos anos.
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