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Metodologia colaborativa do Escuta Cidadã marca construção do novo planejamento do TJMT

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Grupo de sete pessoas sentadas ao redor de uma mesa redonda com toalha amarela, escrevendo em papéis. O ambiente sugere uma oficina ou reunião colaborativa em uma sala iluminada.O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) encerrou na sexta-feira (8) uma etapa importante da construção do Planejamento Estratégico para o ciclo 2027-2032. Durante três dias, as Oficinas Escuta Cidadã reuniram representantes de diferentes instituições, grupos sociais e setores da sociedade para discutir temas ligados ao presente e ao futuro da Justiça mato-grossense.

A metodologia utilizada nas oficinas foi desenvolvida de forma colaborativa entre a Coordenadoria de Planejamento (Coplan) e o Laboratório de Inovação do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (InovaJusMT). O modelo apostou em encontros mais próximos, dinâmicos e imersivos, permitindo uma participação mais ativa dos convidados e criando um ambiente de escuta qualificada.

Foto do servidor Thomas Augusto Caetano. Ele está sorrindo e olhando levemente para o lado. Tem cabelos curtos e escuros, veste uma camiseta roxa sob um paletó preto. Gestor de projetos de inovação do InovaJusMT, Thomás Augusto Caetano explicou que o principal objetivo foi aproximar o Judiciário das pessoas em um espaço de maior empatia e confiança. Segundo ele, o formato escolhido ajudou os participantes a se sentirem mais seguros para compartilhar experiências e percepções que serão úteis para a melhoria na prestação de serviços.

“Um futuro melhor passa pela percepção de diferentes pontos de vista, aproximação com o nosso cliente e também com outras instituições do ecossistema judiciário. Para isso, veiculamos bastante a campanha para inscrição no evento por meio de canais como o Justiça Comunitária e as nossas comissões”, contou Thomás.

A proposta também buscou ampliar a participação de públicos que, muitas vezes, têm mais dificuldade de ocupar espaços tradicionais de debate, como grandes audiências públicas. Nas oficinas, estiveram presentes representantes de minorias, comunidades quilombolas, população cigana, vítimas de violência doméstica, integrantes do sistema de justiça e da sociedade civil organizada.

Thomás lembrou ainda que o processo exigiu preparação e construção conjunta entre diferentes setores do Judiciário. “Foi um trabalho feito em parceria com várias pessoas da Coplan. Era algo novo para nós essa aproximação mais íntima com públicos diferentes por mais de duas horas de conversa, mas estamos muito satisfeitos com o resultado”, afirmou.

Homem jovem de camiseta clara fala ao microfone diante de uma tela de projeção com as palavras Para André Tamura, diretor da WeGov e facilitador das oficinas, a metodologia fortalece a construção de um planejamento mais próximo da realidade vivida pela população. Segundo ele, abrir espaço para escuta faz com que as pessoas se sintam pertencentes ao processo e enxerguem, no futuro, que suas contribuições ajudaram a construir melhorias concretas no Judiciário.

“Essa construção ativa do planejamento é muito mais poderosa porque os participantes se sentem pertencentes dessa construção. Quando o cidadão perceber uma melhoria no serviço, ele poderá identificar que aquilo também foi pensado a partir da escuta dele”, apontou Tamura.

Retrato em primeiro plano de uma mulher sorridente com longos cabelos pretos e lisos. Ela veste uma blusa preta. O fundo está levemente desfocado, mostrando uma janela com luz natural.A gestora do Centro Judiciário de Solução de Conflitos (Cejusc) dos Juizados Especiais Estadual, Raniele Silva Farias, que participou de uma das oficinas, destacou que o modelo baseado no diálogo permitiu compartilhar experiências reais do dia a dia. Para ela, esse tipo de construção coletiva ajuda a pensar em soluções mais acessíveis, humanas e eficientes para a população.

“Nós que trabalhamos com conciliação priorizamos sempre o diálogo. Portanto, esse modelo de conversar, de dialogar, de trocar experiências, de trazer a rotina do dia a dia como um fator de discussão em uma oficina é uma forma muito positiva. É a partir disso que saem as ideias, novas propostas de melhoria de atendimento, de uma justiça mais justa, próxima e acessível”, pontuou.

Autor: Bruno Vicente

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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Inscrições para webinário sobre perspectiva de gênero terminam nesta terça-feira (12)

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Termina nesta terça-feira (12 de maio) o prazo para os interessados se inscreverem no webinário “Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero: Direitos das Mulheres são Direitos Humanos”. O evento gratuito visa capacitar o sistema de Justiça para a aplicação da Resolução n. 492/2023 do Conselho Nacional de Justiça.

Realizado pela Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT) em parceria com o Comitê de Equidade de Gênero entre Homens e Mulheres do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o webinário será realizado na próxima quarta-feira (13 de maio). A atividade será transmitida via Microsoft Teams das 8h às 11h (horário de Cuiabá).

A capacitação tem como objetivo central fomentar o debate qualificado sobre a incorporação da perspectiva de gênero na atividade jurisdicional. A iniciativa é um instrumento essencial para a promoção da igualdade material e a proteção dos direitos humanos das mulheres, buscando decisões judiciais mais sensíveis às desigualdades estruturais.

Com carga horária de três horas-aula e certificação, o evento é voltado a magistrados(as), assessores(as), servidores(as) do Poder Judiciário e operadores do Direito em geral. O formato será expositivo-dialogado, permitindo que os participantes interajam e esclareçam dúvidas sobre os fundamentos normativos e práticos do protocolo.

Referência no assunto

A palestra principal será ministrada pela desembargadora Adriana Ramos de Mello (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro), doutora em Direito Público e Filosofia Jurídico-Política pela Universidade Autônoma de Barcelona. A magistrada atua como presidente do Fórum Permanente de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero da Escola da Magistratura do Rio de Janeiro (EMERJ) e coordena a pós-graduação lato sensu em Gênero e Direito da mesma instituição.

Adriana também lidera o Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Gênero, Direitos Humanos e Acesso à Justiça da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam) e é coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJRJ.

A abertura contará com a presença da desembargadora Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo, presidente do Comitê de Equidade de Gênero do Judiciário de Mato Grosso.

Inscrições

Clique neste link para efetuar sua inscrição.

https://evento.tjmt.jus.br/inscricao-evento/07000000-0aa4-0a58-8e1f-08dea08c6997

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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