Polícia

Agosto Dourado leva informação, acolhimento e carinho às mães da Maternidade Francisco Lustosa

Publicado em

Polícia


Mais do que alimentar, amamentar é criar vínculo, oferecer proteção e fortalecer uma relação que começa ainda nos primeiros momentos de vida. Foi com esse olhar de cuidado e acolhimento que a Maternidade Francisco Lustosa, conhecida como Rede Cegonha, realizou na quinta-feira (20) uma programação especial em alusão ao Agosto Dourado, mês dedicado à conscientização e à promoção do aleitamento materno.

O momento foi preparado especialmente para as mamães que estão vivendo os primeiros dias com seus bebês e contou com a participação da equipe médica e multiprofissional da unidade. Para tornar a experiência ainda mais especial, a programação teve a apresentação de um saxofonista da Banda Municipal, levando música e emoção para o ambiente da maternidade.

A programação também foi marcada por momentos de educação em saúde. A enfermeira da Casa de Parto de Várzea Grande, Tamyris Helen Kleindinst S. Penso, conversou com as mães sobre temas fundamentais para uma amamentação tranquila e segura, como a pega correta, os benefícios do leite materno para o bebê e para a mãe, os possíveis impactos do uso de bicos artificiais e fórmulas, além da importância da participação da família como rede de apoio durante o período de amamentação.

“A amamentação é um processo de aprendizado tanto para a mãe quanto para o bebê. Por isso, é tão importante que essa mulher receba orientação, seja acolhida e tenha alguém ao lado para ajudá-la nesse momento. Uma pega adequada, por exemplo, pode fazer toda a diferença para que a amamentação aconteça de forma mais tranquila e prazerosa”, explicou Tamyris.

A enfermeira da Maternidade Rede Cegonha, Bethânia Thamirys Taques, também participou da atividade e abordou a importância da chamada “hora ouro” da amamentação, período logo após o nascimento considerado fundamental para o fortalecimento do vínculo entre mãe e bebê e para o início da amamentação.

“A hora ouro é um momento muito especial. É quando conseguimos favorecer o contato pele a pele, fortalecer o vínculo e estimular o início da amamentação. Cada minuto desse primeiro contato tem um significado muito importante para a mãe e para o bebê”, explicou Bethânia.

A ação faz parte de uma estratégia de fortalecimento das práticas de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, envolvendo desde o pré-natal até o puerpério e o momento da alta hospitalar. Além da orientação às mães, o Agosto Dourado também busca sensibilizar e capacitar os profissionais de saúde para que possam oferecer assistência qualificada durante toda essa trajetória.

Para a subsecretária municipal de Saúde, Ângela Sabóia, que também é mãe, a amamentação carrega um significado ainda mais especial. Ela conta que esperou sete anos para conseguir engravidar e que, por isso, vivenciou a maternidade e a amamentação como momentos profundamente marcados pelo amor e pela gratidão.

“A amamentação, para mim, representa um ato de amor. Depois de esperar sete anos para conseguir engravidar, cada momento da maternidade teve um significado muito especial. Amamentar é muito mais do que nutrir; é cuidar, proteger, criar vínculo e viver uma conexão única com o nosso bebê. É importante que essas mães se sintam acolhidas e tenham informação para viver esse momento com segurança e tranquilidade”, destacou Ângela.

A assistente social da Atenção Terciária, Cristiany Gonçalves, também reforçou a importância do acolhimento às mães e da construção de uma rede de apoio, especialmente nos primeiros dias após o nascimento, quando a mulher passa por uma série de mudanças físicas e emocionais.

Ao final da atividade, as mamães receberam um mimo em celebração ao Agosto Dourado, como forma de carinho e reconhecimento por esse momento tão especial.

Fonte: Prefeitura de Várzea Grande – MT



COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Polícia

CPI da Saúde questiona ex-secretário sobre R$ 1,1 bilhão em indenizatórios

Publicados

em


A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ouviu nesta quarta-feira (14), o ex-secretário de Estado de Saúde (SES), Gilberto Figueiredo, na condição de investigado, para esclarecer questões relacionadas aos contratos firmados pela pasta entre 2019 e 2025. Durante a oitiva, conduzida pelo presidente da comissão, deputado estadual Wilson Santos (PSD), foram feitas cerca de 70 perguntas. O depoente, que estava acompanhado de advogado, abriu mão do direito ao silêncio para apresentar a sua defesa.

Ao ser questionado sobre a participação nas contratações, nos reconhecimentos de dívidas e nos pagamentos realizados pela Secretaria de Estado de Saúde, Gilberto explicou que as decisões não dependiam exclusivamente de sua autorização e que os processos passavam por diferentes departamentos e recebiam pareceres e observações de integrantes das nove secretarias adjuntas da pasta e que o seu papel era tomar a decisão final sobre os processos previamente analisados.

Em relação aos pagamentos indenizatórios que somaram R$ 1,1 bilhão ao longo de sete anos, com base no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) nº 01/2019, ele confirmou o montante e afirmou que, durante o período em que esteve à frente da SES, o orçamento da pasta ultrapassou R$ 31 bilhões. “Os pagamentos indenizatórios não nascem na sala de um secretário e, sim, por uma atividade que foi realizada, contratada ou adquirida e que depois o Estado está obrigado a pagá-la por questão de não ter risco de enriquecimento ilícito”, justificou.

Wilson Santos contestou a explicação e observou que a pandemia da Covid-19 foi uma situação excepcional, durante a qual houve flexibilização da legislação, mas que o pagamento por indenização parece ter se tornado uma prática mantida mesmo após o período emergencial. Ele acrescentou que houve um crescimento de quase 500% no número de pagamentos indenizatórios no período pós-pandemia.

Em resposta, Gilberto afirmou que não houve acomodação da gestão diante da situação e defendeu a existência de procedimentos para comprovar os serviços prestados. “Nós tomamos as decisões e reformulamos a estrutura da SES. Não acostumei. Vou querer aprofundar sobre essa situação (indenizatórios). Não existe pagamento que não esteja com um robusto processo de comprovação de serviços realizados”, declarou.

O ex-secretário também esclareceu que o TAC teria sido firmado inicialmente com duração de dois anos e afirmou que o instrumento permanecia vigente. O presidente da CPI, por sua vez, contrapôs a informação, alegando que o prazo havia se encerrado em 31 de agosto de 2026. Logo, Gilberto confirmou que a atual gestão da SES prorrogou o acordo por mais 60 dias. “Eu mesmo fui autor do comunicado ao Ministério Público Estadual que era o TAC nº 01/2019. O objetivo primeiro era não paralisar e não colapsar o serviço de saúde. No TAC existe o compromisso elaborado tanto na questão da gestão de pessoal como também na contratação de serviço”, explicou.

Diante das informações apresentadas, a CPI vai requisitar novos esclarecimentos sobre a tramitação do TAC para a Secretaria de Estado de Saúde. Outras indagações feitas ao ex-secretário foram referentes aos motivos pelos quais a pasta não teria atendido a alertas de órgãos de controle, como a Controladoria-Geral do Estado (CGE) e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), que identificaram irregularidades e recomendaram a suspensão ou a correção de determinados procedimentos.

Gilberto Figueiredo esclareceu que interromper a prestação de um serviço de saúde poderia colocar vidas em risco e que, diante dessas situações, cabia ao gestor avaliar os pareceres e tomar decisões. “O gestor, sim, ele é assessorado por parecer, mas ele está sentado no cargo para tomar a decisão. Eu nunca fui omisso, nunca abri mão de tomar uma decisão por causa de alerta para não deixar o paciente morrer. Eu tive o coração de correr os riscos. E estou sujeito a eles. Vou passar pelos escrutínios”, afirmou o investigado.

Outro ponto abordado durante a oitiva foi a contratação de empresas sem processo licitatório e a ocorrência de irregularidades envolvendo prestadoras de serviços. O depoente afirmou que é difícil para a administração pública acompanhar mudanças na composição societária, na razão social ou no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) das empresas.

“Tem empresas que têm mais de 100 sócios. Eu apurei e fui buscar. Como um gestor vai conseguir controlar isso? Tomei conhecimento, sim, fiz demanda junto da PGE de como poder evitar isso. Infelizmente, tem empresas que não cumprem contrato e no outro dia nasce com um outro nome ou outro CNPJ e o governo não tem como impedir”, declarou.

A CPI também questionou o ex-secretário sobre a pessoa mencionada em autos de processos investigatórios relacionados à Operação Espelho como a “Mulher da SES”, apontada no contexto das investigações sobre contratos e licitações. Gilberto contestou a referência e afirmou que não existia uma pessoa identificada dessa forma, mas um quadro de aproximadamente 6,5 mil servidores na Secretaria, dos quais 4.194 seriam mulheres. Diante da resposta, Wilson Santos informou que apresentará requerimento para convocar, na condição de testemunha, a atual secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset. “Eu não vou ficar dando nomes às pessoas que estão legalmente investidas nos cargos publicados em Diário Oficial”, disse o ex-secretário.

Ao final da oitiva, Gilberto solicitou que um exemplar de seu livro “Sem tempo para respirar”, fosse incluído nos autos da CPI da Saúde. Segundo ele, a obra apresenta detalhes da atuação da SES durante a pandemia e das medidas adotadas para salvar vidas. “Não fico feliz com os óbitos que ocorreram, mas fico feliz, se muitos de nós estamos aqui hoje, é porque trabalhamos muito para que isso acontecesse. Criamos o maior centro de triagem de Covid-19 e atendemos milhares de pessoas”, declarou.

Também participaram da reunião o relator da CPI, deputado estadual Beto Dois a Um (União), e os membros Dilmar Dal Bosco (União) e Chico Guarnieri (PSDB).

Fonte: ALMT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA