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Polícia Civil prende homem suspeito de abuso sexual contra ex-enteada adolescente

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A Polícia Civil prendeu, nesta quarta-feira (6.5), em Várzea Grande, um homem, de 47 anos, investigado por abuso sexual contra sua ex-enteada, à época com 11 anos.

O crime ocorreu em 2018, mas foi denunciado apenas em 2019. O suspeito era casado com a mãe da vítima. Em janeiro de 2019, o pai da vítima procurou a delegacia para registrar um boletim de ocorrência relatando que a filha havia sido abusada pelo padrasto.

Por medo do padrasto, que a ameaçava e lesionava, a menina não relatou sobre o crime para a mãe. Porém, ela contou a uma prima, que relatou à irmã e só então o pai soube do ocorrido e procurou a polícia.

Em escuta especializada, a vítima relatou que o crime havia começado a ser cometido quando a ela residia em Nobres e tido continuidade em Várzea Grande. As investigações apontaram que o suspeito se valeu da condição de padrasto para cometer os crimes.

À época da investigação, o suspeito não foi localizado para ser citado. Diante disso, a autoridade policial representou pela prisão preventiva do investigado, que foi deferida pela Justiça de Nobres.

Nesta quarta-feira (6.5), ele foi localizado pela equipe da Delegacia de Nobres no bairro Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, e teve o mandado de prisão cumprido.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Após veto de Toffoli, YouTube e Instagram derrubam contas de Renan Santos no Brasil

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A campanha presidencial de Renan Santos (Missão) sofreu um novo impacto nesta segunda-feira (31). Horas depois de o ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinar restrições à candidatura, as contas do candidato no YouTube e no Instagram foram derrubadas no Brasil.

A suspensão dos perfis ocorre no mesmo dia em que Toffoli decidiu interromper parte das atividades da campanha de Renan, proibindo a realização de propaganda eleitoral digital, a participação em debates e entrevistas e também suspendendo o recebimento e uso de recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC).

A decisão do ministro está relacionada à forma como os perfis utilizados pela candidatura foram informados à Justiça Eleitoral. Segundo Toffoli, Renan e seu candidato a vice, Aroldo Medina, comunicaram inicialmente apenas parte dos canais utilizados na campanha e outros perfis foram incluídos posteriormente, fora do prazo previsto.

Para o ministro, a situação pode ter comprometido a igualdade entre os candidatos, já que as regras eleitorais estabelecem restrições à recomendação algorítmica de conteúdos de perfis oficiais durante o período de campanha. A suspeita é de que contas não registradas tenham continuado a alcançar usuários enquanto outros candidatos estavam sujeitos às limitações impostas pelas plataformas.

Com a decisão, Renan ficou impedido de utilizar os canais digitais abrangidos pela determinação judicial para propaganda eleitoral. A medida também o proibiu temporariamente de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação, além de bloquear o acesso aos recursos do Fundo Eleitoral.

Na noite de segunda-feira, a situação ganhou um novo capítulo. A própria equipe do candidato informou que o canal de Renan no YouTube e seu perfil no Instagram passaram a ficar indisponíveis para acesso no Brasil. Ao tentar acessar as páginas, usuários passaram a encontrar mensagens indicando que os conteúdos não estavam disponíveis.

O episódio representa um duro golpe para uma candidatura cuja estratégia é fortemente baseada justamente na presença digital. O partido Missão é uma legenda de estrutura reduzida e não possui grande espaço nos meios tradicionais de campanha, fazendo das redes sociais uma das principais ferramentas de comunicação com o eleitorado.

Renan reagiu à decisão de Toffoli e classificou a medida como um “absurdo jurídico”. O candidato afirma que pretende recorrer e sustenta que houve problemas no sistema de cadastro dos perfis junto à Justiça Eleitoral.

Enquanto o recurso não é analisado, a candidatura de Renan enfrenta um cenário inédito: com restrições à propaganda digital, sem acesso ao Fundo Eleitoral e fora dos debates, o candidato vê justamente suas principais formas de exposição política ficarem temporariamente bloqueadas.



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