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CMN regulamenta programa de renovação de ônibus e de caminhões

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou novas regras para ampliar o acesso a crédito destinado à renovação de veículos de transporte no país. A medida regulamenta a segunda etapa do Move Brasil, lançada na semana passada, que busca facilitar a compra de caminhões, ônibus e outros veículos por profissionais e empresas do setor.

O programa funciona como uma linha de financiamento com juros reduzidos e condições especiais para quem precisa trocar ou modernizar a frota de veículos profissionais.

Quem pode participar

O programa atende diferentes perfis do setor de transporte:

  • Transportadores autônomos (motoristas de carga ou passageiros);
  • Profissionais ligados a cooperativas;
  • Pequenos empresários individuais;
  • Empresas de transporte rodoviário e urbano.

Como funciona o crédito

O financiamento será oferecido por bancos e instituições financeiras autorizadas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também coordena o programa. Essas instituições são responsáveis por conceder o crédito e avaliar cada operação.

O objetivo é permitir que os profissionais adquiram veículos novos ou seminovos com condições mais acessíveis.

Juros mais baixos

O CMN regulamentou os juros cobrados pelos os fundos que fornecem recursos para o Move Brasil. As taxas variam conforme o tipo de comprador e o impacto ambiental da operação. Quanto mais sustentável for a troca do veículo, menor tende a ser o juro.

Veja como funciona:

  • 1% ao ano: autônomos que trocarem veículo antigo por novo/seminovo com sucateamento;
  • 2% ao ano: autônomos sem contrapartida ambiental;
  • 3% ao ano: empresas com troca de veículo antigo por novo;
  • 5,5% ao ano: empresas sem exigência ambiental.

Além disso, os agentes operadores aplicam suas taxas, que podem chegar a:

  • Até 8,8% ao ano para autônomos;
  • Até 3% ao ano para empresas;
  • Até 1,25% ao ano para o BNDES.

No lançamento do programa, na semana passada, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, informou que os juros médios para os tomadores do Move Brasil caíram de 14% para 11,3% ao ano.

Prazo para pagar

Outro ponto importante é o tempo para quitar o financiamento:

  • Até 120 meses (10 anos) para autônomos, com até 12 meses de carência;
  • Até 60 meses (5 anos) para empresas, com até 6 meses de carência.

O valor máximo por financiamento é de até R$ 50 milhões por cliente.

Incentivo à sustentabilidade

O programa também busca reduzir a poluição. Para ter acesso às melhores condições, será necessário comprovar a retirada de veículos antigos de circulação, além de atender a regras de emissão de poluentes.

Os veículos financiados também deverão seguir padrões ambientais definidos pelo Programa de Controle de Emissões Veiculares (Proconve).

Impacto esperado

A expectativa do governo é que a medida ajude a:

  • Modernizar a frota de transporte no Brasil;
  • Reduzir custos operacionais para motoristas e empresas;
  • Diminuir a emissão de poluentes;
  • Melhorar a eficiência logística no país.

O Move Brasil integra a estratégia federal de fortalecer o setor de transporte, considerado essencial para a economia, e ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores e empresas.



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Dólar cai a R$ 4,91 e fecha no menor valor em 27 meses

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O dólar fechou em forte queda, e a bolsa de valores avançou nesta terça-feira (5), em um dia marcado por maior apetite global por risco, apesar das tensões no Oriente Médio. A moeda norte-americana atingiu o menor nível em mais de dois anos, enquanto a bolsa brasileira foi impulsionada por resultados corporativos e pelo ambiente externo.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira vendido a R$ 4,912, com recuo de R$ 0,056 (-1,12%). A cotação caiu durante toda a sessão. Na mínima do dia, por volta das 15h30, chegou a R$ 4,90.

A moeda estadunidense está no menor valor desde 26 de janeiro de 2024. No acumulado de 2026, a moeda registra recuo de 10,51% frente ao real.

O movimento ocorreu em meio à busca por ativos de maior risco no cenário internacional, favorecendo moedas de países emergentes. Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, a manutenção de um cessar-fogo parcial entre Estados Unidos e Irã contribuiu para reduzir a aversão ao risco.

No Brasil, a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) indicou preocupação com impactos inflacionários do cenário externo, reforçando a expectativa de juros elevados por mais tempo. Taxas altas tendem a sustentar a entrada de capital estrangeiro no país, pressionando o dólar para baixo.

Bolsa em alta

O mercado de ações teve um dia de ganhos. O índice Ibovespa, da B3, subiu 0,62%, aos 186.753 pontos.

O mercado também reagiu ao cenário internacional e à política monetária doméstica, após a redução da taxa Selic para 14,50% ao ano na última reunião do Copom.

Nos Estados Unidos, o índice S&P 500, das 500 maiores empresas, avançou 0,81%, acompanhando o movimento positivo global.

Petróleo recua

Os preços do petróleo fecharam em queda, pressionados por sinais de manutenção do cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã, apesar de episódios recentes de tensão na região do Golfo.

O barril do tipo Brent, referência nas negociações internacionais, caiu 3,99%, a US$ 109,87. O barril WTI, do Texas, recuou 3,90%, a US$ 102,27.

Mesmo com a queda, os preços seguem acima de US$ 100 o barril, refletindo o cenário ainda incerto no Oriente Médio, especialmente em relação ao controle do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

*Com informações da Reuters



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