Economia
Banco do Brasil lança conta digital para uso em Portugal
Economia
Os clientes do Banco do Brasil podem abrir uma conta digital internacional em Portugal sem sair do Brasil. A novidade, chamada de Conta Digital do BB Portugal, pode ser acessada diretamente pelo aplicativo do banco ou até pelo WhatsApp (61 4004-0001).

Na prática, o serviço facilita a vida de quem precisa movimentar dinheiro no exterior, seja para morar, investir ou fazer negócios na Europa.
Como funciona a conta internacional
A nova conta é aberta de forma totalmente online. O cliente passa por etapas de segurança semelhantes às de abertura de contas no Brasil, como:
- validação de dados pessoais;
- biometria facial;
- envio de documentos;
- assinatura digital do contrato.
Tudo isso segue regras exigidas pela legislação europeia. Depois de aberta, a conta permite movimentar dinheiro em diferentes moedas, principalmente euro e dólar.
O que o cliente pode fazer
Com a conta internacional, será possível:
- fazer transferências dentro da Europa (via sistema SEPA);
- enviar e receber dinheiro em várias moedas;
- investir em produtos no exterior;
- usar cartão de débito em euro fora do Brasil.
Além disso, o cliente poderá acompanhar, em um único aplicativo, o dinheiro que tem no Brasil e no exterior, o que facilita o controle financeiro.
Para quem é a novidade
Neste primeiro momento, a conta está disponível apenas para clientes de alta renda do banco, como os segmentos Private e Estilo. Em breve, a Conta Digital do BB Portugal também estará disponível para não clientes do BB no Brasil.
O público-alvo inclui pessoas que:
- têm dupla cidadania;
- moram ou pretendem morar na Europa;
- possuem negócios fora do país;
- querem diversificar investimentos em moeda estrangeira.
Segundo o banco, a expectativa é ampliar o serviço futuramente para mais clientes.
Atendimento e suporte
Um dos diferenciais da conta é o suporte de um gerente, que ajuda o cliente a administrar os recursos e investimentos fora do país.
De acordo com o vice-presidente do banco, Francisco Lassalvia, a iniciativa reforça a estratégia internacional da instituição e atende à crescente demanda de brasileiros com interesses no exterior.
Presença em Portugal
O Banco do Brasil atua em Portugal desde 1972, por meio de sua subsidiária europeia. O país é considerado estratégico por concentrar uma grande comunidade brasileira e manter forte relação econômica com o Brasil.
Com a nova conta digital, o banco amplia sua atuação internacional e oferece uma alternativa mais simples para quem precisa acessar serviços financeiros fora do país, sem a burocracia tradicional de abrir conta no exterior presencialmente.
Economia
Entidades consideram insuficiente redução da taxa Selic
A redução de 0,25% ponto percentual na taxa básica de juros da economia, a Selic, foi considerada insuficiente por entidades como a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT). 

Para as representações da indústria e dos trabalhadores, o corte nos juros é incapaz de reverter “o quadro de estagnação dos investimentos” e não atende “às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro”.
A decisão de reduzir a Selic de 14,50% para 14,25% ao ano foi anunciada nesta quarta-feira (17) pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC).
Para a CNI, a redução não contribui para a reversão da asfixia financeira das empresas e das famílias.
“Enquanto os juros reais continuarem tão elevados, beneficiando diretamente o capital especulativo, o custo do crédito vai seguir inviabilizando os planos de produção e expansão da indústria. Da mesma forma, a medida se mostra ineficaz em aliviar o orçamento das famílias, das empresas e do próprio governo, que seguirão estrangulados pelo serviço da dívida, adiando a retomada do consumo e do investimento e a superação do fantasma da inadimplência”, disse o presidente da CNI, Ricardo Alban.
A CNI avalia que, diante do acordo entre Estados Unidos e Irã para o fim da guerra, haveria espaço para o Banco Central intensificar o ciclo de cortes da Selic na próxima reunião.
“O provável fim do conflito já impacta na queda do preço do petróleo — elemento que vinha pressionando os custos das cadeias produtivas globais. Ao retirar o principal componente de pressão sobre a expectativa de preços e juros, há um ambiente mais favorável para uma flexibilização monetária”, completou Alban.
Redução tímida
Para a CUT, principal central sindical do país, a redução é tímida e não atende às necessidades urgentes do país e do povo brasileiro. Segundo a entidade, a política monetária do BC ignora os sinais positivos da economia brasileira e de alívio no cenário internacional, como a recente queda no preço do petróleo.
“Manter os juros nesse patamar absurdo continua sufocando o setor produtivo, encarecendo o crédito e penalizando diretamente a classe trabalhadora, que segue pagando a conta da lógica do rentismo”, diz comunicado da central.
A CUT disse ainda que a redução de apenas 0,25% pontos na taxa de juros expõe os limites e os perigos do atual modelo de autonomia do Banco Central, que mantém o país refém da especulação financeira .
“Taxas de juros reais tão elevadas drenam recursos públicos que deveriam financiar a saúde, a educação e a infraestrutura, destinando-os para o pagamento da dívida com os grandes detentores de capital. O desenvolvimento nacional e a geração de empregos de qualidade exigem um corte contundente da taxa de juros, e não mais uma concessão ao mercado”, disse a CUT.
Continuidade
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) considera positiva a redução da taxa Selic, mas diz que é necessário que o movimento tenha continuidade.
Segundo a entidade, o nível dos juros ainda impõe desafios relevantes à atividade econômica e à retomada dos investimentos.
“A continuidade do processo de flexibilização monetária é uma sinalização positiva para a economia. No entanto, a Selic ainda permanece em um patamar restritivo, o que encarece o crédito, adia decisões de investimento e dificulta um crescimento econômico mais consistente”, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos.
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