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Projeto prioriza assentamentos e áreas rurais em programas de apoio a estradas vicinais

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O Projeto de Lei 6245/25 estabelece nova diretriz para que programas federais de apoio a estradas vicinais dos municípios priorizem regiões com assentamentos da reforma agrária e comunidades rurais. A proposta altera a Lei do Sistema Nacional de Viação (SNV).

O texto foi apresentado à Câmara dos Deputados pela deputada Ana Pimentel (PT-MG).

O objetivo é assegurar que os recursos federais para a construção, manutenção e recuperação dessas vias sejam destinados a áreas carentes de infraestrutura para o escoamento da produção, garantindo também o acesso ao transporte escolar e a serviços públicos essenciais, como saúde.

Papel estratégico
Ana Pimentel destaca que a trafegabilidade adequada é uma condição fundamental para o sustento de famílias no campo. “As estradas vicinais desempenham papel estratégico na integração territorial e no desenvolvimento econômico e social das áreas rurais do Brasil”, observa.

A deputada ressalta, ainda, que a falta de estradas de qualidade gera perdas econômicas e isolamento social.

“Para os assentamentos da reforma agrária e comunidades rurais, a existência de vias em condições adequadas de trafegabilidade é condição essencial para a viabilização da produção agropecuária familiar, representando elo fundamental entre a porteira da propriedade e os mercados consumidores”, completa.

Eficiência
De acordo com Ana Pimentel, a criação de um critério de priorização transparente vai aumentar a eficiência na alocação de recursos públicos.

A parlamentar esclarece que a nova diretriz não exclui outras regiões do acesso aos programas federais, mas busca orientar a execução de políticas públicas para locais onde o impacto socioeconômico seja mais significativo.

Próximos passos
O projeto será analisado, em caráter conclusivo, pelas comissões de Viação e Transportes; de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, precisa ser aprovado pelos deputados e pelos senadores e sancionado pelo presidente da República.

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Marcia Becker



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PSD injeta R$ 4,5 milhões na campanha de Natasha; Pivetta recebe R$ 1 milhão do fundão e Wellington segue com R$ 4,8 milhões

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A disputa pelo Governo de Mato Grosso ganhou novos números financeiros. A candidata Natasha Slhessarenko (PSD) recebeu R$ 4,5 milhões do diretório nacional do partido para reforçar sua campanha, tornando-se uma das principais apostas da legenda na corrida pelo Palácio Paiaguás. Além dos recursos partidários, a médica declarou outros R$ 52 mil em autofinanciamento.

O principal adversário na disputa, o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos), recebeu R$ 1 milhão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o chamado fundão eleitoral. Somados aos R$ 500 mil investidos pelo próprio candidato e às doações de apoiadores, a campanha de Pivetta acumula, até o momento, cerca de R$ 1,7 milhão em receitas.

Entre os doadores da campanha do governador estão Osmar Ribeiro Mello e Adecrescio Pedro de Aguiar, que contribuíram com R$ 100 mil cada. O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Marino Franz, também aparece entre os apoiadores, com uma doação de R$ 50 mil.

Já o senador Wellington Fagundes (PL) segue com o maior volume total de recursos declarados entre os candidatos ao Governo. A Executiva Nacional do PL destinou R$ 4,8 milhões para sua campanha, enquanto o diretório estadual repassou outros R$ 240 mil. Com outras receitas, Wellington já soma aproximadamente R$ 5,4 milhões em recursos disponíveis.

Os números mostram que a disputa pelo Palácio Paiaguás também começa a ganhar força no campo financeiro. Enquanto o PSD fez um aporte milionário para turbinar a campanha de Natasha, Wellington mantém o maior caixa entre os concorrentes e Pivetta, mesmo com um volume menor de recursos declarados até agora, recebeu R$ 1 milhão do fundão para reforçar a busca pela reeleição.

O limite de gastos estabelecido para cada candidato ao Governo de Mato Grosso no primeiro turno é de R$ 7,1 milhões.



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