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Sema reintegra filhote órfão de macaco-prego à vida livre em área de soltura

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Filhote de macaco-prego resgatado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) foi reinserido à vida livre na última quinta-feira (19.2), em uma área de soltura localizada em Sorriso, após passar 43 dias sob cuidados veterinários em clínica conveniada ao órgão ambiental.

O animal havia sido resgatado ainda agarrado ao corpo da mãe, que morreu após atropelamento em área urbana de Alta Floresta.

Com idade estimada entre 15 e 20 dias no momento do resgate, o filhote não apresentava um estado crítico de saúde. Ainda assim, foram realizados exames de rotina e estabelecida uma dieta adequada na mamadeira.

Durante o período de internação, também foi realizada a aproximação com outro filhote da mesma espécie, resgatado em Colíder, que recebia tratamento semelhante na mesma clínica.

Após o período de adaptação alimentar e a alta médica, os dois filhotes foram encaminhados para uma área de soltura em Sorriso, que conta com infraestrutura apropriada para que possam crescer em segurança.

Nos primeiros dias, a adaptação foi acompanhada pela médica veterinária Lilian Medeiros, responsável pelo tratamento dos animais.

Dez dias após a transferência, os filhotes já demonstraram estar adaptados ao novo ambiente, onde poderão viver livremente e desenvolver os hábitos naturais da espécie. Eles também foram aceitos no bando formado por macacos-pregos, todos filhotes resgatados órfãos, que já viviam no local.

“Introduzir um filhote de Macaco-prego em um grupo é devolver a ele aquilo que a vida interrompeu cedo demais: o sentimento de pertencimento. Órfão, ele perdeu mais do que a mãe, perdeu o colo, a proteção e o aprendizado que só o convívio em grupo pode oferecer. Participar desse processo e acompanhar os filhotes serem acolhidos nos dá a certeza de que existe uma nova chance”, comemorou a veterinária Lilian Medeiros.

Orientações

A Sema orienta que, ao se deparar com animais silvestres que necessitem de resgate, a população deve acionar a Polícia Militar pelo 190 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193. O procedimento é importante para evitar riscos desnecessários tanto à saúde do animal quanto à do cidadão.

Já os crimes contra animais silvestres podem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Sema, pelos números (65) 3613-7398 e (65) 98153-0255 (telefone e WhatsApp), ou pelo e-mail [email protected], ou ainda em uma das unidades regionais.

Veja vídeos dos macaquinhos reintegrados à natureza: https://www.youtube.com/shorts/83FjkRMdkiI

https://www.youtube.com/shorts/DgJ3lK7aGv0

https://www.youtube.com/shorts/W733tF8P_Qs

*Com supervisão de Renata Prata

Fonte: Governo MT – MT



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Nova série da TV Assembleia estreia sábado (7) e revela curiosidades da natureza e da história de Mato Grosso

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A TV Assembleia de Mato Grosso (TVAL) estreia neste sábado (7), às 20h, a série inédita “Só Tem Aqui”, que apresenta descobertas científicas e curiosidades sobre a fauna e a história do estado. Dividida em quatro episódios, a produção aborda desde o comportamento de animais do Pantanal até pesquisas arqueológicas que levantam novas questões sobre a ocupação humana no continente americano.

O primeiro episódio será dedicado aos besouros conhecidos como rola-bostas, que desempenham funções importantes para o equilíbrio ambiental e apresentam comportamentos curiosos, como a capacidade de se orientar pela Via Láctea. Os demais programas serão exibidos nos sábados seguintes, sempre às 20h, com reprises ao longo da programação da emissora.

A ideia da série surgiu de uma inquietação do jornalista Anderson Sartori, que buscava novas formas de tornar a programação da TV pública mais atraente, sem deixar de lado seu papel educativo. Inicialmente voltado à história, o projeto ganhou novos caminhos quando ele percebeu o potencial das pesquisas sobre a natureza mato-grossense.

“Foi um insight que eu tive em casa, pensando em como melhorar o nosso trabalho, tornar o nosso trabalho como TV pública mais atraente e também cumprir o papel de TV pública”, conta Sartori, idealizador e apresentador da série.

A construção dos episódios exigiu contato com pesquisadores e instituições de ensino superior. Segundo o jornalista, algumas conversas se estenderam por três meses até que as informações científicas fossem organizadas em uma narrativa adequada à televisão. Entre a elaboração da proposta e as gravações, o projeto levou aproximadamente dois anos.

Foto: ANGELO VARELA / ALMT

A preocupação em alcançar diferentes públicos também orientou a linguagem adotada. “A ideia é que seja um conteúdo profundo, mas ao mesmo tempo leve e, em alguns momentos, até engraçado e divertido, para que a gente consiga alcançar mais pessoas”, explica Sartori.

Além das entrevistas com especialistas, a série conta com a participação da repórter Priscila Almeida, que conversa com estudantes do ensino fundamental sobre os assuntos apresentados.

“Isso enriquece o projeto porque as crianças têm uma forma diferente de enxergar o mundo e frequentemente nos surpreendem com suas observações. Além disso, esse formato gera identificação com o público mais jovem e desperta interesse pela fauna, pela flora e pela ciência”, destaca Priscila.

Próximos episódios – No dia 14 de novembro, a série mostra pesquisas sobre onças-pintadas do norte do Pantanal que passaram a apresentar comportamentos cooperativos. Em 21 de novembro, o destaque será uma espécie de cobra-d’água que ainda desafia pesquisadores.

O encerramento, em 28 de novembro, abordará descobertas arqueológicas realizadas em Jangada, onde foram encontrados vestígios de aproximadamente 26 mil anos associados à presença humana e à megafauna. Para apresentar esse período histórico, a produção utiliza recursos de inteligência artificial na reconstrução de cenários, com trabalho de pós-produção do editor Marcos Okamura.

A série será exibida pela TV Assembleia nos canais abertos 30.1, em Cuiabá, e 9.2, no interior do estado. Além das reprises na programação, cada episódio ficará disponível no YouTube da emissora (@TVAssembleiaMT) após a estreia.

Fonte: ALMT – MT



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