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Polícia Civil prende comerciante em operação de combate ao contrabando em Sorriso

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A Polícia Civil, realizou na manhã desta sexta-feira (6.2), a Operação Venda Oculta, para apurar crimes de contrabando e lavagem de dinheiro em Sorriso. Um comerciante, de 25 anos, também suspeito de tráfico de drogas foi preso em flagrante.

As equipes da Delegacia de Sorriso cumpriram quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em residências (duas em Sorriso e uma em Sinop) e um em estabelecimento comercial.

A operação contou com o apoio de uma equipe da Vigilância Sanitária Municipal no estabelecimento comercial, que colaborou na fiscalização e apreensão de produtos irregulares.

A ação resultou na apreensão de cigarros eletrônicos, dinheiro em espécie (incluindo dólares) e outros bens, cujo valor será apurado. Além disso, foram bloqueadas contas bancárias do suspeito e sequestrados veículos automotores.

O comerciante preso em flagrante em Sorriso é suspeito de envolvimento em diversos crimes, já vinha sendo monitorado pela polícia e é acusado de vender bebida alcoólica para menores, fornecer mercadoria imprópria para consumo e envolvimento com facção criminosa.

De acordo com as investigações, a movimentação mensal do suspeito com produtos ilícitos girava em torno de R$ 200 mil, o que demonstra a dimensão do esquema criminoso. A polícia apura se os valores efetivamente movimentados podem ter sido ainda maiores.

Outros dois homens foram presos em flagrante durante o cumprimento dos mandados em Sinop, também suspeitos de contrabando e lavagem de dinheiro, e uma menor foi apreendida.

“A operação é mais um golpe contra o crime organizado na região e demonstra o compromisso da polícia em combater a ilegalidade e proteger a sociedade. Os suspeitos serão apresentados à justiça e responderão pelos crimes cometidos”, afirmou o delegado Thiago Meira.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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