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Operação conjunta combate furto de energia e conduz 19 pessoas em Cuiabá

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Uma operação conjunta com foco no combate aos crimes de furto de energia foi deflagrada pelas forças de segurança em parceria com a Energisa, entre os dias 28 a 30 de janeiro, resultando em 19 pessoas conduzidas em Cuiabá.

A operação Energia Limpa teve como alvo 33 pontos, identificados pela concessionária responsável pela distribuição de energia e previamente mapeados na capital. A iniciativa reuniu mais de 200 profissionais da Polícia Civil, Polícia Militar, Politec e Energisa.

A operação já havia sido realizada na capital em 2025 e foi retomada neste ano como parte de uma estratégia permanente de enfrentamento ao crime. Ao longo dos meses, a força-tarefa também realiza diversas ações em todo o estado.

O foco da operação é identificar, interromper e responsabilizar esquemas de ligações clandestinas, fraudes em medidores e outras práticas ilegais que caracterizam o furto de energia. Além de ser crime previsto em lei, esse tipo de irregularidade compromete a segurança da população, sobrecarrega a rede elétrica e provoca prejuízos que recaem sobre toda a sociedade.

Durante os três dias de atuação, equipes técnicas e policiais trabalharam de forma integrada, cruzando dados, realizando inspeções em imóveis e efetuando prisões em flagrante. As áreas escolhidas concentram histórico de irregularidades e foram definidas a partir de levantamentos prévios.

Somente no mês de janeiro de 2026, 27 pessoas foram conduzidas por suspeitas de envolvimento em furtos de energia.

Segundo Luciano Lima, gerente de combate a perdas da Energisa, o furto de energia é um crime que coloca vidas em risco e prejudica toda a sociedade. “A operação mostra que o trabalho integrado está cada vez mais eficiente. Não se trata apenas de recuperar energia, mas de garantir segurança, qualidade no fornecimento e justiça para quem paga corretamente. E esse trabalho vai continuar ao longo de todo o ano”, afirmou.

Riscos

As ligações clandestinas aumentam o risco de incêndios, choques elétricos e interrupções no fornecimento, além de impactarem diretamente o custo da energia para os consumidores regulares.

Em janeiro, a Operação Energia Limpa prendeu 27 criminosos, e novas etapas já estão programadas para ocorrer ao longo do ano. A população pode denunciar irregularidades de forma anônima pelos canais oficiais das forças de segurança e da concessionária de energia.

Energia Limpa

A operação Energia Limpa encerrou 2025 com um balanço de 124 pessoas presas, número 113,8% maior que o registrado em 2024, quando 58 detenções haviam sido contabilizadas.

Fonte: Governo MT – MT



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Superendividamento compromete dignidade e exige busca precoce por ajuda, alerta juiz em podcast

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Arte com fundo verde traz a foto de um homem sorrindo, de cabelos curtos escuros, vestindo toga de juiz sobre camisa branca e gravata escura, identificado como O avanço do endividamento das famílias brasileiras tem transformado o superendividamento em um dos principais desafios sociais da atualidade. Para orientar a população sobre os direitos previstos na legislação e os caminhos disponíveis para a reorganização financeira, o tema foi destaque da mais recente edição do podcast Explicando Direito, produzido pela Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), em parceria com a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Durante a entrevista, o juiz substituto Danilo Marques Ribeiro Alves explicou que o superendividamento ocorre quando o consumidor perde a capacidade de quitar suas dívidas sem comprometer despesas essenciais para a própria sobrevivência e a de sua família. Segundo o magistrado, o superendividamento consiste na impossibilidade manifesta de o consumidor, pessoa natural e de boa-fé, pagar a totalidade de suas dívidas de consumo.

Essa situação vai além do simples endividamento e passa a existir quando as obrigações financeiras afetam diretamente o chamado mínimo existencial, ou seja, o conjunto de despesas indispensáveis para uma vida digna. “O superendividamento se verifica naquelas hipóteses em que a pessoa acumula tanta dívida que ela não consegue quitá-las, comprometendo o mínimo existencial. São os valores necessários para garantir a própria sobrevivência digna da pessoa e de sua família, como alimentação, conta de luz e conta de água”, ressaltou.

Durante a conversa com a jornalista Elaine Coimbra, da Rádio TJ, o magistrado destacou que a legislação não estabelece um percentual fixo da renda para caracterizar o superendividamento. A avaliação deve considerar a realidade econômica de cada consumidor e o impacto efetivo das dívidas no orçamento familiar.

Outro ponto abordado no episódio foi a relação entre as plataformas de apostas on-line e o crescimento das situações de superendividamento. Para o magistrado, as chamadas ‘bets’ representam um fator de risco por estimularem comportamentos que favorecem a repetição das apostas e o comprometimento progressivo da renda. Alves explicou que as próprias plataformas possuem mecanismos que estimulam a repetição das apostas, e esse ciclo leva ao superendividamento.

Ao orientar consumidores que enfrentam dificuldades financeiras, o juiz ressaltou a importância de verificar, inicialmente, se as dívidas se enquadram nos critérios previstos pela legislação. Ele lembrou que determinadas modalidades, como crédito com garantia real, financiamento

imobiliário, crédito rural e dívidas relacionadas a bens de luxo, não estão abrangidas pelas regras do superendividamento. Para os casos contemplados pela lei, a principal recomendação é a busca pelos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), que atuam na construção de acordos entre consumidores e credores. “O Cejusc é uma boa medida, porque é um meio conciliatório que evita a judicialização e busca reorganizar as finanças”, afirmou.

Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail [email protected] ou pelos telefones (65) 3617-3844 / 99943-1576.

Autor: Lígia Saito

Fotografo:

Departamento: Assessoria de Comunicação da Esmagis – MT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT



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