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Polícia Civil prende membro de facção criminosa envolvido em homicídio em Sorriso
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A Polícia Civil de Mato Grosso prendeu, neste sábado (24.1), um homem de 30 anos, investigado por diversos crimes na região de Sorriso, principalmente pelo homicídio de Renan Eidt, de 37 anos. Conhecido na região como DJ Dudinha, a vítima foi morta a tiros na tabacaria de sua propriedade, localizada na zona leste do município.
Conforme o delegado Bruno França, responsável pela condução das investigações, o suspeito é considerado de alta periculosidade, possui ampla passagem policial e estava vivendo em Goiás antes de voltar à cidade de Sorriso, onde acabou preso. Além da morte do DJ Dudinha, o criminoso estaria envolvido em outros casos investigados pela Delegacia de Sorriso.
A ação policial, que teve como finalidade reprimir a guerra entre facções criminosas na região, contou com a participação de uma equipe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil. A prisão foi realizada no bairro São Domingos. Na ocasião, o investigado foi detido na posse de uma arma de fogo de uso restrito.
“Essa prisão representa um avanço na nossa política de enfrentamento às facções criminosas, mais especificamente aos crimes de homicídios ocorridos na nossa região. Nossas investigações apontam que a atuação desse indivíduo, aqui em Sorriso, é o principal motivo para o aumento de homicídios, que estão diretamente ligados a essa ‘guerra’ entre duas facções. Esse trabalho foi uma ação pontual para frear esse aumento”, enfatizou o delegado Bruno.
Além dos processos judiciais pelos quais responde, o investigado deve responder pelo flagrante de porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e por receptação.
Morte do “DJ Dudinha”
O crime de homicídio que vitimou Renan Eidt, conhecido como “DJ Dudinha”, de 37 anos, ocorreu em 22 de junho de 2020, dentro de sua tabacaria, no bairro São Mateus, em Sorriso. A vítima teria sido morta por disparos de arma de fogo. Na época, o caso gerou repercussão na região de Sorriso e, desde então, a Polícia Civil vinha investigando o caso.
Fonte: Policia Civil MT – MT
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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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