Esporte
Nova série de vídeos da Prefeitura de Sinop vai ensinar técnicas de modalidades esportivas
Esporte
Da Redação.
Prefeitura de Sinop lança uma nova série de vídeos com dicas e instruções para praticar atividades físicas em casa. Dessa vez os vídeos serão direcionados para a prática da modalidades esportivas atualmente trabalhadas pela Gerência de Esportes.
Serão vídeos curtos que podem ser compartilhados via WhatsApp ou redes sociais com ensinamentos de fundamentos táticos e regras de cinco modalidades esportivas, bem como preparo físico para os atletas. “A prefeita Rosana nos pediu para atender as escolinhas do município, as crianças, os atletas que estão fora das atividades por conta da pandemia. Então, nós da Gerência, lançamos novos vídeos com as atividades adaptadas para praticar em casa”, explica o gerente de esportes, Victor Medina.
Como neste momento a orientação é, para quem puder, ficar em casa, objetivando diminuir a curva de contágio por coronavírus, os vídeos são para manter ativas as pessoas, principalmente os idosos ou aquelas incluídas em grupos de risco, proporcionando a elas um dia a dia saudável, que, inclusive, pode contribuir para a imunidade e evitar que contraiam a infecção. “Esta é mais uma ação para contribuir com a qualidade de vida da nossa população. Além de quê, quem está em casa, tem algo mais para se distrair, manter a vida em permanente movimento”, comemorou a prefeita Rosana Martinelli.
Os vídeos, produzidos pelos professores da Gerência de Esportes, irão abranger as modalidades de vôlei, basquete, handebol, futsal e futebol de campo. “Todas as atividades são adaptadas para praticar em casa, usando o que se tem em casa, como paredes, garrafas, corda, cadeira, tudo para facilitar esse trabalho com nossos alunos e atletas e também qualquer pessoa que quiser acompanhar”, reforça Medina.
Essa é a segunda série de vídeos que a Prefeitura lança em prol da saúde e bem estar da população. A primeira é uma série de exercícios físicos como aeróbica, musculação, alongamento para crianças, adultos e idosos. As duas séries estão disponíveis em todas as plataformas da Prefeitura de Sinop, como site oficial: https://www.sinop.mt.gov.br; Facebook: https://www.facebook.com/prefeituradesinop/; e Instagram: https://instagram.com/prefeituradesinop?igshid=1atrgwlsqm4du. As gravações estão sendo feitas de forma permanente e serão disponibilizadas por etapas.
Foto: Prefeitura Sinop
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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