Mato Grosso
Estado capacita profissionais para manejo dos casos de dengue, zika e chikungunya
Mato Grosso
A Escola de Saúde Pública de Mato Grosso (ESP-MT), a Superintendência de Atenção à Saúde do Estado e o Ministério da Saúde capacitaram gestores e profissionais de saúde para o controle e manejo clínico de casos de arboviroses. A oficina “Estratégias integradas para formação de multiplicadores na organização da rede de atenção e manejo clínico das arboviroses” ocorreu nos dias 27 e 28 de fevereiro e contou com a participação de 192 profissionais.
A agenda também foi realizada em parceria com a Superintendência de Vigilância em Saúde da SES, a Regulação do Estado, o Escritório Regional de Saúde da Baixada Cuiabana, o Lacen, e as Secretarias e Municipais de Saúde.
Além de fortalecer uma estratégia coordenada entre os gestores e profissionais da saúde, a oficina buscou qualificar a assistência em saúde e facilitar o acesso de orientações frente às arboviroses, à proteção e ao cuidado do paciente.
“Por meio das capacitações ofertadas pela Escola de Saúde Pública, o Estado busca qualificar os gestores e os profissionais de saúde para atuarem mais fortemente contra as arboviroses em Mato Grosso. Esse é um assunto que merece o nosso esforço e atenção, sobretudo neste momento em que há o aumento no número de casos de dengue e chikungunya, situação que demanda a qualificação de gestores e profissionais”, ressaltou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo.
O curso contou com uma metodologia híbrida para o planejamento, com práticas ativas e expositivas, proporcionando a interação entre os participantes e a troca de experiências.
As atividades foram realizadas em 2 eixos: organização da rede de serviços e manejo clínico. Foram abordados os seguintes temas:
- Construindo pontes ou criando barreiras? Reflexões sobre a integração entre a vigilância, assistência e território no enfrentamento das arboviroses;
- Superando a fragmentação: boas práticas de integração entre vigilância e assistência em saúde;
- Rumo à solução: Eixo Organização da rede assistencial (público: gestores) e Eixo Manejo Clinico (público: médicos e enfermeiros das APS e RUE).
A superintendente da Escola de Saúde Pública de Mato Grosso, Silvia Tomaz, reforçou como a criação de estratégias coordenadas promovem um atendimento de mais qualidade à população de Mato Grosso.
“Os 192 gestores e profissionais da saúde inscritos nesta oficina foram habilitados para agir de forma estratégica, organizada e coordenada. A capacitação é uma resposta ao panorama atual de casos por arboviroses que ocorre no Estado, a fim de proporcionar um melhor atendimento para a população mato-grossenses. Além disso, a oficina também buscou capacitar os gestores dos municípios, trabalhando estratégias para organizar a rede de saúde na atuação contra as arboviroses, resultando em profissionais mais qualificados”, ressaltou.
A coordenadora de Atenção Primária da SES, Regina de Paula Oliveira, comentou sobre a necessidade de organização da rede de atenção e a importância da capacitação dos profissionais da saúde dos municípios.
“Esse evento foi pensado exatamente para reunirmos gestores e profissionais da saúde, responsáveis pelo cuidado das pessoas considerando todo esse cenário epidemiológico que a gente está vivendo com as arboviroses na nossa região, especialmente a chikungunya e dengue. Precisamos melhorar o cuidado, o acolhimento das pessoas que chegam com sintomas, e qualificar nossos profissionais de saúde para fazer o manejo adequado”, ressaltou.
O médico de Saúde da Família, Giacomo Tonial, comentou que a qualificação de profissionais da saúde para atuarem contra as arboviroses é indispensável no atual cenário.
“Eu acho que a principal importância em fazer esse curso de atualização é otimizar o tempo de atendimento aos casos de arboviroses que são moderados e graves. Participando do curso, capacitando enfermeiros, médicos, farmacêuticos, a equipe toda de atendimento, a gente consegue classificar e otimizar o atendimento dessas pessoas”, avaliou o médico.
*Supervisionada por Ana Lazarini
Fonte: Governo MT – MT
Mato Grosso
TJMT organiza participação de magistrados nos eixos do Plano Pena Justa
O Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (GMF/TJMT) realizou, na manhã desta terça-feira (21), uma reunião de alinhamento para apresentar aos magistrados a estrutura do Plano Pena Justa e definir a atuação do grupo nas Câmaras Temáticas responsáveis pela implementação da política pública no estado.O encontro teve como objetivo organizar a participação dos juízes nas frentes de trabalho do Plano Pena Justa, iniciativa coordenada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), visando a enfrentar as violações estruturais do sistema prisional brasileiro reconhecidas pelo Supremo Tribunal Federal na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 347.
Durante a reunião, foi apresentada uma metodologia que organiza o plano a partir do chamado Ciclo Penal, dividindo as ações em quatro eixos estruturantes: Porta de entrada, Permanência, Porta de saída e Não repetição, este último de caráter transversal, voltado à governança, produção de dados e enfrentamento ao racismo institucional. A proposta facilita a compreensão das 141 medidas, 307 metas e 366 indicadores previstos no Plano Pena Justa.
O coordenador do GMF, juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, explicou que a nova organização permitirá integrar de forma mais eficiente o trabalho desenvolvido pelo Grupo de Monitoramento com as Câmaras Temáticas do Comitê Estadual de Políticas Penais.
“Precisamos trabalhar em equipe e sistematizar nossas ações. Cada magistrado terá uma atuação vinculada a um eixo do ciclo penal e à respectiva Câmara Temática. Nosso objetivo é registrar, acompanhar e fortalecer esse trabalho para que o GMF volte a ser uma referência nacional”, afirmou.
Segundo o magistrado, a proposta é que os juízes deixem de atuar apenas como participantes das câmaras e passem a exercer papel de liderança técnica na construção das políticas públicas.
“Queremos juízes participando das Câmaras Temáticas, impulsionando os trabalhos. É fundamental que cada magistrado estude sua área, dialogue com o Executivo e com a sociedade civil e conduza as discussões de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo CNJ”, destacou.
Geraldo Fidelis também ressaltou a importância da documentação permanente das atividades desenvolvidas pelos magistrados, com reuniões periódicas, registros fotográficos e produção de relatórios, fortalecendo a governança e permitindo o acompanhamento dos resultados.
“Mais do que visitas às unidades prisionais, precisamos construir políticas públicas. As reuniões devem ser registradas, documentadas e compartilhadas. Esse trabalho coletivo é que dará sustentação à implementação do Plano Pena Justa em Mato Grosso”, enfatizou.
Organização pelo ciclo penal
Durante a apresentação, foi demonstrado que as Câmaras Temáticas acompanharão toda a jornada da pessoa no sistema penal.
Na Porta de entrada, estão concentradas ações relacionadas à regulação de vagas, alternativas penais e monitoração eletrônica, buscando reduzir o encarceramento desnecessário e controlar a ocupação das unidades prisionais.
O eixo da Permanência reúne temas como prevenção à tortura, cidadania no sistema prisional, saúde, segurança alimentar, habitabilidade e atenção às pessoas em situação de vulnerabilidade.
Já a Porta de saída concentra políticas de reintegração social e atendimento à pessoa egressa, enquanto o eixo de Não repetição reúne ações transversais voltadas ao fortalecimento da governança, produção de dados, justiça racial e cumprimento dos compromissos assumidos pelo Brasil perante o Sistema Interamericano de Direitos Humanos.
Também foi explicado que, em Mato Grosso, a atuação do GMF se integra ao Comitê Estadual de Políticas Penais, instância interinstitucional responsável por coordenar a implementação do Plano Pena Justa, cabendo aos magistrados levar ao debate a perspectiva do Poder Judiciário nas diferentes Câmaras Temáticas.
Trabalho articulado
O supervisor do GMF, desembargador Orlando Perri destacou que o fortalecimento das políticas penais depende da atuação integrada entre o Poder Judiciário, Executivo e demais instituições parceiras, reforçando o compromisso do Tribunal de Justiça com a implementação efetiva do Plano Pena Justa em Mato Grosso.Segundo o desembargador, o trabalho desenvolvido pelo GMF busca garantir que a atuação judicial vá além da fiscalização do sistema prisional, contribuindo também para a construção de políticas públicas capazes de enfrentar a superlotação, ampliar a ressocialização e reduzir a reincidência criminal.
Ao final da reunião, ficou definido que os magistrados passarão a atuar diretamente nas Câmaras Temáticas correspondentes às suas áreas de atribuição, participando das reuniões presenciais e virtuais e contribuindo para a elaboração, acompanhamento e monitoramento das ações previstas no Plano Pena Justa. A próxima reunião com os coordenadores das câmaras foi agendada para esta quinta-feira, quando serão apresentados os novos integrantes e iniciada a organização dos trabalhos.
O Plano Pena Justa articula ações entre o Judiciário, o Executivo e a sociedade civil para reduzir a superlotação, melhorar as condições de permanência nas unidades, ampliar as alternativas penais, fortalecer a atenção às pessoas egressas e prevenir a reincidência. Estruturado em quatro eixos, reúne 141 medidas, 307 metas e 366 indicadores, que acompanham toda a trajetória da pessoa no sistema penal, desde a entrada até a reintegração social.
Autor: Ana Assumpção
Fotografo:
Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT
Email: [email protected]
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