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Polícia Civil prende foragido por tentativa de homicídio contra funcionários de fazenda

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Um homem envolvido em uma tentativa de homicídio contra trabalhadores de uma fazenda, há 25 anos, em São José do Xingu, teve o mandado de prisão cumprido pela Polícia Civil, neste sábado (22.2), após ser localizado em investigação conjunta da Delegacia de Alto Boa Vista e Delegacia Regional de Vila Rica.

Considerado foragido da Justiça, o suspeito de 64 anos estava com a ordem de prisão preventiva decretada pela Segunda Vara Criminal de Vila Rica pelo crime de tentativa de homicídio, desde julho de 2024.

O crime, em que quatro vítimas foram torturadas e quase mortas pelos seguranças da fazenda, ocorreu em dezembro de 1999. Na ocasião, durante a madrugada, o gerente da fazenda acordou os funcionários, relatando que iria levar embora quem estive insatisfeito com o serviço e quisesse deixar a propriedade.

No caminho para o caminhão, os seguranças ordenaram que os quatro funcionários que decidiram deixar o local deitassem no chão, iniciando uma série de agressões. As vítimas foram espancadas, chutadas, agredidas com coronhadas e golpes de facão. Uma das vítimas tentou correr, momento em que um dos seguranças efetuou um disparo de arma de fogo em sua direção.

Outra vítima, que havia vindo do estado de Mato Grosso do Sul para trabalhar no local, conseguiu fugir pela mata, mas no outro dia foi localizada pelos suspeitos e novamente agredida, torturada, chegando a ser amarrada com correntes para servir de exemplo para os demais funcionários.

As investigações apontaram ainda que as vítimas não recebiam salários prometidos e viviam em condições desumanas na propriedade.

Os suspeitos foram identificados e respondem a processo criminal na Justiça pelo grave crime praticado.

Com o conhecimento da ordem de prisão em aberto, os policiais da Delegacia de Alto Boa Vista e da Delegacia Regional de Vila Rica conseguiram identificar o paradeiro do procurado, dando efetivo cumprimento ao mandado de prisão.

Ele foi localizado na zona rural de Alto Boa Vista e conduzido à delegacia do município para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.

Fonte: Policia Civil MT – MT



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Dia Nacional da MPB resgata história de resistência e inovação da música brasileira

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O Brasil celebra, neste sábado, o Dia Nacional da Música Popular Brasileira, instituído por meio da lei federal 12.624, de 2012. A data escolhida, 17 de outubro, é em alusão ao nascimento da compositora e Chiquinha Gonzaga, mulher vanguardista que, em 1899 compôs a canção que conhecemos como primeira marchinha: Ô, Abre Alas.

A MPB, que conhecemos como gênero musical, não é filha diretamente da produção de marchinhas ou choros, grandes composições de Chiquinha Gonzaga. Nasceu em meados da década de 1960, como evolução da bossa nova. O grande marco é a música Arrastão, com letra de Vinicius de Moraes e música de Edu Lobo, composta em 1965 e vencedora do 1º Festival da Música Popular Brasileira da TV Excelsior, na voz de Elis Regina.

Quem conta à Rádio Assembleia o contexto do surgimento da MPB é a professora Doutora do curso de Música da UFMT, Teresinha Prada.

E o diferencial desse gênero que surge pós bossa nova era propor experimentações de misturas de sonoridade que demonstram a pluralidade cultural brasileira. Buscava também o pertencimento nacional, privilegiando o violão, em detrimento da guitarra elétrica. Que também não ficou fora da MPB por muito tempo, pois foi incorporada ao gênero musical pelos tropicalistas, como Gilberto Gil e Caetano Veloso.

O surgimento da MPB, durante a ditadura militar brasileira, também é uma resposta poética e de contestação ao regime.

Dessa maneira, a sigla MPB passa a incorporar literalmente toda produção musical popular no Brasil, sendo reconhecida por artistas como Chico Buarque, Nara Leão e Geraldo Vandré, que privilegiam o violão, incorpora o choro e o samba, que são gêneros musicais anteriores à MPB, agrega mais instrumentos sonoros e abraça nomes como Rita Lee, Clara Nunes, Alceu Valença, Djavan, Tim Maia, Belchior e tantos outros, que experimentam o rock, o samba de terreiro, o baião, o soul e toda a riqueza cultural brasileira.

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Para Karola Nunes, fazer MPB em Mato Grosso também é um ato de resistência

Foto: Helder Faria

Mato Grosso também contribui para a produção da Música Popular Brasileira, trazendo as identidades próprias do Estado, adicionando regionalismos e compondo a grande diversidade sonora do país, que chamamos de brasilidades.

Amor e Casa é um dos lançamentos mais recentes da cantora e compositora mato-grossense Lorena Ly, que também conversou com a Rádio Assembleia e destaca elementos regionais na composição de sua música.

Karola Nunes é também um dos grandes nomes da MPB produzida em Mato Grosso, seja na carreira solo, seja em grupos e bandas, como o grupo de samba Sasminina e a banda Calorosa.

Ao som de Malemá Tentiano, da Banda Calorosa, convidamos você, ouvinte da Rádio Assembleia, para continuar sintonizado, que aqui você vai ouvir a grande diversidade da MPB e o melhor da música mato-grossense.

Priscila Mendes, para a Rádio Assembleia

Fonte: ALMT – MT



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