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Caixa paga Bolsa Família a beneficiários com NIS com final 2

Neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,48 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,8 bilhões

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Economia

Foto: Lyon Santos/ MDS

A Caixa Econômica Federal paga nesta terça-feira (21) a parcela de janeiro do novo Bolsa Família aos beneficiários com Número de Inscrição Social (NIS) de final 2.

O valor mínimo corresponde a R$ 600, mas com o novo adicional o valor médio do benefício sobe para R$ 673,62. Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, neste mês o programa de transferência de renda do Governo Federal alcançará 20,48 milhões de famílias, com gasto de R$ 13,8 bilhões.

Além do benefício mínimo, há o pagamento de três adicionais. O Benefício Variável Familiar Nutriz paga seis parcelas de R$ 50 a mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança. O Bolsa Família também paga um acréscimo de R$ 50 a famílias com gestantes e filhos de 7 a 18 anos e outro, de R$ 150, a famílias com crianças de até 6 anos.

No modelo tradicional do Bolsa Família, o pagamento ocorre nos últimos dez dias úteis de cada mês. O beneficiário poderá consultar informações sobre as datas de pagamento, o valor do benefício e a composição das parcelas no aplicativo Caixa Tem, usado para acompanhar as contas poupança digitais do banco.

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Vendas no comércio crescem 0,5% em junho e sobem 1,9% no 1º semestre

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As vendas no comércio brasileiros cresceram 0,5% na passagem de maio para junho e fecharam o primeiro semestre com expansão de 1,9%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

Na comparação com junho de 2025, a alta é de 2,9%. No acumulado de 12 meses, o comércio tem variação positiva de 1,6%. No segundo trimestre, houve recuo de 0,4% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada na manhã desta quinta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O desempenho recente deixa o setor 0,8% abaixo do maior nível já registrado, atingido em março de 2026.

O analista da pesquisa, Cristiano Santos, frisa que é “o segundo patamar mais alto da série, iniciada em janeiro de 2000”.

Santos acrescenta que há um efeito estatístico. “Quando se está no ponto mais alto da série, é mais difícil continuar crescendo.”

Na comparação com meses imediatamente seguidos, apenas um mês de 2026 apresentou recuo de vendas:

  • Janeiro: 0,5%
  • Fevereiro: 0,8%
  • Março: 0,8%
  • Abril: -1,5%
  • Maio: 0,3%
  • Junho: 0,5%

Inflação perde força e ajuda

O analista do IBGE explica que um dos fatores que impulsionaram as vendas de junho foi a desaceleração da inflação (0,16% em junho contra 0,58% em maio). Outro elemento foi o aumento no número de pessoas trabalhando (alta de 1,1% entre os meses).

Metade dos oito grupos de atividades pesquisadas pelo IBGE apresentou alta na passagem de maio para junho:

  • Combustíveis e lubrificantes: -1,7%
  • Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,1%
  • Tecidos, vestuário e calçados: -2,6%
  • Móveis e eletrodomésticos: 0,4%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e perfumaria: 0,2%
  • Livros, jornais, revista e papelaria: -9,9%
  • Equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação: -1,3%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,4%

Atacado

No comércio varejista ampliado, que inclui atividades de atacado ─ veículos, motos, partes e peças; material de construção; e produtos alimentícios, bebidas e fumo ─ o indicador recuou 1% de maio para junho e marca avanço de 1,9% no acumulado do semestre. Ao longo de um ano, há variação positiva de 0,8%.

Em junho, o varejo ampliado figurava 2,1% abaixo do ponto mais alto já registrado, alcançado em fevereiro de 2026.

Conjunto da economia

A Pesquisa Mensal de Comércio é a terceira de três levantamentos conjunturais divulgados mensalmente pelo IBGE. Nos últimos dias o instituto revelou que a produção da indústria recuou 1,8% de maio para junho e avança 1,5% no primeiro semestre, comparado ao mesmo período de 2025. 

O setor de serviços ficou estável em junho (0%) e cresceu 2% no primeiro semestre. 



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