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AUMENTO DOS JUROS DO INSS NÃO LEVA RETORNO PARA O POSITIVO

Elevação de 1,66% para 1,80% ao mês no teto de juros do crédito consignado para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS)

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Economia

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Na quinta-feira (9) teve aumento na taxa de juro do teto do crédito consignado para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), de 1,66% para 1,80%, é uma melhora na direção certa, mas não tem a magnitude necessária para trazer a rentabilidade do produto para o positivo, avalia o Citi. Por isso, os bancos vão seguir cautelosos no segmento.

Em uma simulação do analista e sua equipe, com a Selic atual de 12,25%, esse novo teto ainda geraria um retorno (ROE, na sigla em inglês) negativo de 7,3% para os bancos.

Em uma simulação para o restante de 2025, com uma Selic média de 14,88%, o ROE esperado do consignado para o INSS ficaria negativo em 5,9%. Isso mesmo levando em conta a taxa elevada para 1,80%. A taxa teria que ser elevada para ao menos 2,15% para ter um retorno em linha com os custos patrimoniais do banco.

Por conta da manutenção do teto do consignado enquanto a Selic subia, ou seja, o custo de captação aumentava, o consignado para pensionistas do INSS deixou de ser rentável e muitos bancos, como Bradesco e Banco do Brasil, deixaram de ofertar esse tipo de empréstimo.

“Achamos que os bancos vão continuar ofertando o produto de forma limitada, com potencial de afetar o crescimento dessa linha de crédito daqui para a frente”, escreve Gustavo Schroden, analista do Citi, em relatório.

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) então aprovou em reunião extraordinária, a elevação de 1,66% para 1,80% ao mês no teto de juros do crédito consignado para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

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Arrecadação federal cresce 5,62% em setembro e soma R$ 239,4 bilhões

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A arrecadação das receitas federais somou R$ 239,4 bilhões em setembro, informou nesta quinta-feira (22) a Receita Federal. O valor representa crescimento real de 5,62%, descontada a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na comparação com setembro de 2025.

De janeiro a setembro, a arrecadação alcançou R$ 2,351 trilhões, com alta real de 6,97% em relação ao mesmo período do ano passado.

As receitas administradas pela Receita Federal totalizaram R$ 231,4 bilhões em setembro, com crescimento real de 5,03%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação dessas receitas chegou a R$ 2,25 trilhões, alta real de 6,89%.

Segundo a Receita, o resultado foi impulsionado principalmente pelo aumento da arrecadação da contribuição previdenciária, do PIS/Cofins, do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e do recolhimento de Imposto sobre a Renda das Pessoas Jurídicas (IRPJ) e Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). O órgão também destacou a arrecadação do Imposto de Exportação sobre óleo bruto.

Previdência

A arrecadação previdenciária somou R$ 64,6 bilhões em setembro, com alta real de 6,18%. O resultado refletiu os aumentos reais observados de 1,72% da massa salarial em agosto de 2026 (na comparação com o mesmo mês do ano anterior), bem como de 7,42% na arrecadação do Simples Nacional previdenciário em setembro de 2026 em relação a setembro de 2025.

Deve-se ainda ao crescimento de 14,88% no montante das compensações tributárias com débitos de receita previdenciária em relação a setembro de 2025.

“Houve, também, a reoneração escalonada da contribuição patronal dos municípios e da folha de pagamentos”, complementou a Receita.

Importações e rendimentos de capital

Os tributos incidentes sobre as importações arrecadaram R$ 13,3 bilhões no mês, com alta real de 21,07%, influenciados pelo crescimento das importações e pelo aumento das alíquotas efetivas de tributos e com o decréscimo de 4,15% na taxa média de câmbio.

O IRRF sobre rendimentos de capital somou R$ 12,06 bilhões em setembro, com alta real de 9,68%, impulsionado pelo aumento da arrecadação sobre aplicações de renda fixa e pela tributação de dividendos.

Acumulado do ano

No acumulado do ano, a arrecadação da Previdência alcançou R$ 575,9 bilhões, com alta real de 5,16%. Já o IRPJ e a CSLL arrecadaram R$ 444,2 bilhões, com alta de 5,76%.

O IRRF sobre rendimentos de capital arrecadou R$ 131,15 bilhões entre janeiro e setembro, com alta real de 17,57%. No mesmo período, o PIS/Pasep e a Cofins somaram R$ 466,55 bilhões – aumento real de 4,1%.



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