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Artistas querem descentralização de recursos

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Da Redação.

Artistas de Mato Grosso estão preocupados com as consequências da pandemia na sobrevivência de projetos culturais que incluem a dança, artes plásticas, cinema, música, literatura etc. O assunto foi discutido, nesta terça-feira (19.05), com o senador Wellington Fagundes, que confirmou a importância de ajuda emergencial para toda a cadeia produtiva das artes, incluindo iluminadores, sonoplastas etc.

Recentemente, os artistas fizeram uma manifestação pública em favor do projeto de Lei 1075/2020, de autoria da deputada federal Benedita da Silva (RJ) e que cria um auxílio emergencial para os artistas. “Queremos o apoio dos parlamentares nesse projeto”, diz Estela Serigati. Segundo a artista plástica, muitos estão fazendo “lives” para arrecadar dinheiro e conseguir sobreviver.

O escritor Eduardo Mahon lembra que as artes empregam 6% da população brasileira e está entre os setores mais penalizados pela pandemia. Ele aponta o excesso de exigência das instituições financeiras para liberar empréstimos a empresas ligadas ao setor. “Principalmente em relação às garantias exigidas”, conta.

Outra reclamação dos artistas é quanto ao excesso de concentração de recursos para projetos da região Sul e Sudeste do Brasil. “Quase todos os recursos vão para essas regiões. Ficamos de fora”, reclama o cineasta Luiz Marchetti. Além disso, ele diz que a prioridade é dada para grandes projetos, excluindo-se pequenas e médias produções. “Principalmente se for do interior do Brasil. É preciso pulverizar esses recursos”, defende.

Entre as propostas, os artistas pretendem a retomada do prêmio Funarte, programas de apoio para as bibliotecas e editoras de livros e a desburocratização do acesso às linhas de financiamento.

O senador sugeriu uma reunião online com a Ancine e Secretaria Nacional de Cultura e a apresentação, pelos artistas, de projeto para ser discutido com toda a bancada federal de Mato Grosso para a captação de recursos em nível federal.

Participaram da reunião os escritores Eduardo Mahon e Marília Beatriz, o cineasta Luiz Marchetti, o ator de teatro Sandro Lucose, a artista plástica Ruth Albernaz e Ana Cecília e Estela Serigati, da área da música.

Foto: Agência Senado.

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Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.

Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.

“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.

A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica

Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.

Medidas fiscais

Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal. 

“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.

Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país. 

A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.



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