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Presidente do TCE denuncia crise na saúde de Cuiabá e solicita recursos urgentes do Estado

Em reunião com deputados estaduais nesta semana, ele ressaltou a urgência de medidas emergenciais para evitar um colapso ainda maior nos próximos meses

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Foto: Reprodução/omatogrosso.com

Sérgio Ricardo, presidente do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), afirmou que a Saúde de Cuiabá enfrenta um “caos total”, com pacientes morrendo devido à falta de atendimento adequado.

Em reunião com deputados estaduais nesta semana, ele ressaltou a urgência de medidas emergenciais para evitar um colapso ainda maior nos próximos meses.

“Estamos vivendo um caos há muitos meses e agora chegamos ao caos total. Médicos não estão atendendo, empresas contratadas não prestam serviço, e em breve teremos ainda mais dificuldades com as férias dos profissionais. Há 600 leitos ocupadíssimos e uma fila de pacientes sem resolutividade. Pessoas estão morrendo por falta de medicamentos ou especialistas”, afirmou Sérgio.

Sérgio Ricardo, sugeriu que o Governo do Estado libere recursos para a Prefeitura de Cuiabá, mas com um monitoramento rigoroso para assegurar a correta aplicação. Ele destacou que a prioridade da nova gestão municipal, sob o comando de Abilio Brunini (PL), a partir de janeiro, deve ser a Saúde.

“A prioridade número um é a Saúde. Ninguém morre se as aulas não começarem ou se uma obra atrasar, mas vidas são perdidas sem médicos e medicamentos nos hospitais”, acrescentou.

O desembargador Orlando Perri, do Tribunal de Justiça, foi indicado como intermediador das negociações entre o Governo do Estado e os deputados para viabilizar os recursos necessários.

“Tenho certeza de que haverá boa vontade para solucionar o problema, desde que haja transparência na aplicação dos valores destinados”, concluiu o conselheiro.

O Tribunal de Justiça designou o desembargador Orlando Perri como intermediador nas negociações entre o Governo do Estado e os deputados para viabilizar os recursos necessários.

 

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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