PONTO FINAL
Agente da Polícia Civil atira em inocente durante cumprimento de mandado em VG
Segundo as informações preliminares, o homem teria reagido à abordagem e avançado em direção a um dos agentes
Polícia
Durante a operação Ponto Final, deflagrada na manhã desta quarta-feira (13), a Polícia Civil de Mato Grosso acabou atingindo um morador que não era alvo da ação. A operação tinha como objetivo cumprir mandados judiciais contra integrantes de uma organização criminosa envolvida com tráfico de drogas, comércio de armas e homicídios em Cuiabá e região.
Segundo a Polícia Civil, agentes foram até o bairro Nova Várzea Grande, em Várzea Grande, para cumprir um mandado de prisão e busca e apreensão em um apartamento. No entanto, ao chegarem ao local, foram recebidos por um morador que não constava na lista de suspeitos.
Segundo as informações preliminares, o homem teria reagido à abordagem e avançado em direção a um dos agentes, que disparou sua arma, acertando a perna da vítima.
Após o incidente, o homem foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde, onde recebeu atendimento médico e não corre risco de vida.
Logo após, as equipes localizaram o verdadeiro alvo da operação no mesmo prédio, onde apreenderam drogas e uma arma de fogo. O suspeito foi preso em flagrante por tráfico de drogas e também em cumprimento a um mandado de prisão.
Por meio de uma nota, a instituição reiterou seu compromisso com a “transparência e a legalidade” e informou que o incidente será devidamente analisado internamente.
Operação
A operação “Ponto Final” é coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Nova Mutum (Derf) e tem como objetivo desarticular uma organização criminosa envolvida em crimes graves na região. A ação prevê o cumprimento de 37 mandados judiciais, incluindo prisões e apreensões, para combater atividades ilícitas como tráfico de drogas, roubo, furto e outros delitos.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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