3 E 10 DE NOVEMBRO
Sesp mobiliza mais de 870 policiais militares para segurança do Enem 2024
Provas serão realizadas em 57 municípios, com 188 locais de aplicação; o Estado registrou 67.640 inscritos
Polícia
A Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) irá mobilizar mais de 870 policiais militares para a segurança do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2024, que ocorrerá nos dias 3 e 10 de novembro.
Esses profissionais atuarão na escolta dos malotes de provas junto aos Correios, segurança dos candidatos e controle do trânsito nas vias.
A operação começou na última quinta-feira (31.10), com a escolta das provas para o interior do Estado, em dez rotas pré-estabelecidas no planejamento estratégico, e o emprego de 60 agentes, em parceria com os Correios. No dia da prova, 60 policiais militares também farão a distribuição das provas para municípios vizinhos.
Nos dias 3 e 10 de novembro, 752 policiais militares estarão envolvidos, totalizando 872 agentes mobilizados para a realização do Enem 2024, além dos servidores da segurança pública que já atuam em escala de plantão.
As provas serão aplicadas em 57 municípios, com 188 locais de aplicação. Em Mato Grosso, 67.640 pessoas estão inscritas para a prova.
De acordo com o secretário adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel PM Fernando Carneiro Tinoco, em Cuiabá será instalado o Centro Integrado de Comando e Controle, na sede da Sesp, reunindo representantes de instituições de segurança pública das esferas federal, estadual e municipal, além de setores da iniciativa privada que prestam serviços de energia, telefonia, entre outros, para assegurar o bom funcionamento das operações.
“Esse monitoramento em tempo real é fundamental para garantirmos a aplicação das provas sem intercorrências. Com a participação de todos os órgãos em um só local, podemos discutir as demandas e buscar soluções imediatas caso ocorra algum problema nas escolas ou em seu entorno”, afirmou o secretário adjunto.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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