dia dos finados
CDL Cuiabá critica fechamento do comércio no dia de Finados
O presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam, lamentou a decisão e destaca que a medida penaliza o município, além de trabalhadores e empresários.
Economia
A Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL Cuiabá) reitera que os estabelecimentos comerciais da capital não estarão autorizados a funcionar neste sábado (2 de novembro), feriado de Finados. Como em 2024 o feriado religioso cai em um sábado, dia de maior movimentação para a maioria dos empreendimentos, os sindicatos laborais e patronais já tinham chegado a um acordo para que as empresas pudessem abrir as portas normalmente, desde que a Prefeitura de Cuiabá autorizasse a abertura.
Em Várzea Grande a Prefeitura autorizou o funcionamento dos estabelecimentos comerciais
O presidente da CDL Cuiabá, Junior Macagnam, lamentou a decisão e destaca que a medida penaliza o município, além de trabalhadores e empresários.
O combinado entre empregadores e funcionários previa o cumprimento de termos vigentes na Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) de Cuiabá e Várzea Grande para feriados, como pagamento dobrado aos colaboradores, bem como comissões de vendas efetuadas no dia.
“Respeitamos a liberdade e a fé de todos, mas vale ressaltar que o comércio fechado representa economia estagnada, menores ganhos e comissões para os colaboradores e perda no potencial de arrecadação de impostos para o poder público. É lamentável que a prefeitura interfira dessa forma contra o progresso da capital”, complementa o presidente da CDL.
Economia
Pivetta confronta Wellington sobre incentivos fiscais e cobra promessa de renúncia
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), candidato à reeleição, voltou a confrontar Wellington Fagundes (PL) sobre incentivos fiscais durante o debate promovido pela TV Centro América na noite desta terça-feira (29). O embate ganhou força depois que Pivetta apresentou documentos relacionados a benefícios tributários concedidos a empresas ligadas à família do senador e cobrou o cumprimento de uma promessa feita anteriormente pelo adversário.
Wellington havia declarado que renunciaria à candidatura ao Governo de Mato Grosso caso fosse comprovado que sua esposa ou seus filhos receberam incentivos fiscais. Durante o debate, porém, o senador afirmou que nunca recebeu benefício dessa natureza e sustentou que as empresas atualmente administradas pelos filhos não foram beneficiadas por sua atuação política.
Na ocasião, Pivetta levou ao estúdio uma pasta com documentos e questionou diretamente o adversário sobre a promessa de deixar a disputa. “Vai renunciar ou não?”, perguntou o governador durante o confronto.
Dados de registros tributários citados nas reportagens apontam que a Zootec Indústria e Comércio de Produtos Agropecuários, administrada por João Antonio Fagundes Neto, filho do senador, aparece com aproximadamente R$ 1,08 milhão em renúncias de ICMS entre 2019 e 2025. O cadastro da Receita Federal consultado em 28 de setembro identifica o filho de Wellington como administrador da empresa.
O episódio, entretanto, envolve uma distinção entre o benefício concedido à empresa e um eventual recebimento direto por parte de Wellington ou de seus familiares. Os registros citados nas reportagens correspondem a renúncias tributárias vinculadas à empresa, e não a um pagamento realizado pelo Estado diretamente ao senador ou ao filho.
Durante o debate, Wellington também afirmou que a renúncia fiscal relacionada às empresas de sua família teria sido de cerca de R$ 3 milhões ao longo de sua trajetória empresarial. Ele argumentou que incentivos tributários são mecanismos utilizados por empresas de diferentes setores e negou ter buscado pessoalmente qualquer benefício.
Disputa sobre os incentivos
A discussão faz parte de um embate que vem sendo travado entre os dois candidatos desde o início da campanha. Wellington tem questionado os valores de incentivos concedidos pelo Governo de Mato Grosso e já citou uma empresa ligada a Pivetta como exemplo de beneficiária.
Em setembro, a Justiça Eleitoral manteve no ar uma propaganda de Wellington que mencionava cerca de R$ 498 milhões em benefícios fiscais relacionados a uma empresa ligada ao governador. Na decisão liminar, o TRE-MT entendeu que havia elementos para considerar existente o benefício fiscal, embora tenha feito ressalvas sobre a forma como o valor era apresentado na propaganda.
Pivetta, por sua vez, defende o modelo estadual de incentivos e afirma que os programas têm como finalidade estimular investimentos, industrialização, geração de empregos e agregação de valor à produção. Segundo ele, as regras atuais permitem que empresas interessadas solicitem os benefícios por meio de critérios definidos pelo Estado.
O confronto sobre o tema voltou a dominar diferentes momentos do debate da TV Centro América, com os candidatos apresentando versões distintas sobre os benefícios tributários concedidos a empresas relacionadas a seus grupos familiares e políticos.
A promessa de renúncia feita anteriormente por Wellington passou, assim, a ocupar parte central da discussão. O senador manteve a negativa de que tenha recebido incentivos fiscais, enquanto Pivetta sustentou que os documentos apresentados demonstram que empresas ligadas à família foram contempladas.
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