diretor preso
Juiz mantém preso diretor de escola flagrado com HDs e celulares com pornografia infantil
Com a prisão mantida, Elson foi encaminhado para o Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas.
Polícia
O do Núcleo de Audiências de Custódia de Cuiabà, Juiz Geraldo, converteu para preventiva a prisão do diretor da Escola Estadual Padre João Panarotto, no CPA 4, em Cuiabá, Elson Bosco Ojeda que foi flagrado com HDs e celulares com conteúdo de pornografia infantil. A decisão foi ontem (31).
O diretor foi preso em pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo contra uma suposta rede criminosa envolvida na produção, no armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantil.
Em sua decisão, o magistrado argumentou que, caso Elson fosse solto, a ordem pública seria abalada, “uma vez que a periculosidade concreta demonstrada pelo modus operandi empregado na prática delituosa revela a gravidade dos fatos”, diz trecho.
Além disso, o juiz também citou o fato de o diretor ter sido flagrado com HD’s externos, celulares, CPU e afins, contendo grande material de cunho de pedofilia.
“A gravidade dos fatos se revela através do crime cometido, eis que se trata, em tese, da divulgação de cenas de abuso sexual contra menores de idade, bem como, a distribuição das imagens em chats de conversas, inclusive, em plataformas de jogos em que os usuários são crianças”.
Com a prisão mantida, Elson foi encaminhado para o Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) informa que o referido diretor já foi afastado das atividades.
Segundo o Ministério Público de Mato Grosso (MPE), foram cumpridos 94 mandados de busca e um de prisão em 20 estados do Brasil e do Distrito Federal.
As investigações foram realizadas pelo Gaeco de São José do Rio Preto e a Polícia Civil do Estado de São Paulo, por meio do Deinter 5. Trata-se de uma força tarefa criada entre as instituições e que contou com o apoio da Agência de Investigação Interna (Homeland Security Investigations – HSI) e da Embaixada dos Estados Unidos, com foco no combate à exploração sexual infantil na internet.
Polícia
Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento
O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.
De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.
Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.
Defesa contesta autuação
A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.
Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.
A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.
O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.
A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.
Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.
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