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RUBENS DE OLIVEIRA JÚNIOR, EX-PRESIDENTE DA UNIMED FOI PRESO PELA POLÍCIA FEDERAL EM MINAS GERAIS

A operação deflagrada pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso e a Polícia Federal, investiga possíveis irregularidades na gestão da Unimed Cuiabá no período de 2019 a 2023

Publicado em

Política

Foto: Reprodução PF-MT

Atualização 30/10/2024 10h05

A Polícia Federal deflagrou uma operação contra fraudes na Unimed Cuiabá, investigando possíveis irregularidades na gestão da operadora de saúde entre 2019 e 2023. A operação, chamada “Bilanz”, visa esclarecer suspeitas de má administração financeira e contábil, com a apresentação de documentos falsos à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que ocultavam um déficit de cerca de R$ 400 milhões no balanço patrimonial de 2022, entre os envolvidos está o ex-CEO da Unimed Cuiabá, Eroaldo Oliveira.

 Os investigadores suspeitam de crimes como falsidade ideológica, estelionato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Foram expedidos seis mandados de prisão temporária contra ex-gestores e colaboradores da Unimed Cuiabá, além de mandados de busca e apreensão, quebra de sigilos financeiro, fiscal e telemático, e sequestro de bens dos envolvidos.

A operação é resultado de uma parceria entre o Ministério Público Federal em Mato Grosso e a Polícia Federal, com o objetivo de combater crimes econômicos organizados e promover a transparência na administração de operadoras de saúde.

Esquema na mira

A Unimed Cuiabá – que é a operadora de saúde suplementar de maior abrangência do Estado, com 220 mil usuários, possuindo 60% de market share e tendo 1.381 médicos cooperados – descobriu um prejuízo contábil de R$ 400 milhões.

Em março de 2023, após uma disputa eleitoral histórica na qual os cooperados elegeram o médico urologista Carlos Bouret para presidir a Unimed Cuiabá, deu-se início à descoberta de uma série de anormalidades que estavam sendo cometidas pela gestão anterior, que tinha como presidente o médico Rubens de Oliveira.

Além de Rubens, a ex-gestão era composta pelo ex-CEO, Eroaldo Oliveira, e o ex-presidente do Conselho de Administração, João Bosco Duarte.

Em 27 de junho, os cooperados reunidos em Assembleia Geral Extraordinária (AGE) tiveram conhecimento dos resultados apresentados pela auditoria, PP&C Auditores Independentes, quanto ao balanço revisado. Conforme relatório, existia uma perda de aproximadamente R$ 400 milhões no balanço fiscal de 2022, contrapondo os R$ 371,8 mil positivos que haviam sido apresentados pela gestão anterior.

As irregularidades apontadas pela auditoria contratada evidenciaram uma administração incorreta, que comprometeu a saúde financeira da Unimed Cuiabá. Dentre pontos críticos estavam a construção de dois empreendimentos – a sede do hospital próprio e um espaço de cuidados terapêuticos – que custaram R$ 95 milhões e não foram entregues em sua totalidade.

Fraudes contábeis atingem o setor de saúde

As fraudes financeiras na Unimed Cuiabá abalam a confiança no setor de saúde, atingindo diretamente a sustentabilidade dos serviços de assistência médica. Além disso, a ocultação de um rombo multimilionário na cooperativa comprometeu tanto a transparência quanto a viabilidade financeira da instituição. Contudo, esse escândalo coloca em risco a confiança dos cooperados e beneficiários nos serviços oferecidos.

Por fim a ANS, responsável pela fiscalização de operadoras de saúde, investiga o caso com preocupação. O impacto de um déficit de R$ 400 milhões pode ter sérias consequências para a cooperativa. Com essa exposição financeira, os cooperados podem sofrer reajustes nas mensalidades. Em um cenário mais grave, a continuidade dos serviços fica comprometida.

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Bebê recém-nascida é encontrada sem vida em lixeira de condomínio em VG

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A ocorrência registrada na manhã desta quinta-feira (23), no bairro Nova Várzea Grande, ganhou novos desdobramentos. O feto encontrado dentro de uma lixeira é de uma menina e, segundo as equipes que atuam no atendimento da ocorrência, estava totalmente formado, com cabelos e o cordão umbilical ainda preso ao corpo.

Os coletores de lixo que localizaram o feto ficaram profundamente abalados com a situação e acionaram a Polícia Militar. Conforme as primeiras avaliações realizadas no local, existem indícios de que o descarte tenha ocorrido poucas horas antes da localização.

De acordo com informações preliminares repassadas pelas equipes que acompanham a ocorrência, o corpo ainda apresentava sangue e características compatíveis com um parto muito recente. Esses indícios, no entanto, deverão ser confirmados ou descartados por meio dos exames periciais realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

O local permanece isolado para os trabalhos de investigação. Equipes da Polícia Militar, da Politec e da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) realizam os levantamentos periciais e a coleta de informações que possam esclarecer as circunstâncias do caso.

A Polícia Civil também trabalha para obter imagens de câmeras de segurança da região e reunir outros elementos que permitam identificar quem abandonou o feto na lixeira.

A ocorrência segue em andamento e, até o momento, a identidade da mãe e as circunstâncias que levaram ao abandono do corpo ainda não foram esclarecidas. O caso será investigado pela Polícia Civil, que aguarda os laudos periciais para definir a dinâmica dos fatos e as eventuais responsabilidades criminais.



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