Ibama e o ICMBIO

MAURO ALERTA PARA RISCO NO PORTÃO DO INFERNO ENQUANTO OBRAS ENFRENTAM RESISTÊNCIA

Apesar das críticas, Mendes afirmou que a obra seguirá, a menos que novos fatos relevantes surjam.

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Foto: Sinfra-MT

O governador Mauro Mendes manifestou grande preocupação nesta quinta-feira,24, em relação à situação crítica do Portão do Inferno, na MT-251, que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

Após examinar imagens da área, Mendes afirmou estar “tecnicamente assustado” com a possibilidade de um colapso iminente da formação rochosa no local.

“Aquele morro vai colapsar mais cedo ou mais tarde. Se as pessoas querem pagar para ver, ok. Eu vi há poucos dias imagens lá que me deixaram assustado”, disse o governador, destacando que uma catástrofe pode ocorrer “em menos de dois segundos”, interrompendo a ligação entre as duas cidades.

O comentário de Mendes surge em meio à controvérsia sobre as obras de retaludamento na rodovia.

O projeto, que visa afastar a pista do precipício para evitar deslizamentos, enfrenta forte resistência, incluindo um abaixo-assinado com mais de 17 mil assinaturas e uma ação judicial movida pelos Ministérios Públicos Estadual e Federal. Moradores, comerciantes, geólogos e arqueólogos também expressaram oposição ao projeto.

Ele também defendeu a extinção do Ibama, acusando o órgão de ineficiência na aprovação de licenciamentos ambientais.

As obras começaram oficialmente em agosto, após meses de burocracia envolvendo o Ibama e o ICMBIO.

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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