ampliação do atendimento
Maluf destaca ação do TJMT e do Governo do Estado para avanço em políticas públicas para idosos
O vice-presidente do TCE-MT, conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou o papel das Instituições de Longa Permanência para Idosos.
Política
O vice-presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Guilherme Antonio Maluf, destacou o papel das Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) na ampliação do atendimento às pessoas com mais de 60 anos no estado, durante a sessão ordinária desta terça-feira (8). Ao detalhar a contribuição do órgão no avanço de políticas públicas para esta população, o conselheiro adiantou que cinco municípios deverão ofertar 250 vagas nestas unidades a partir do ano que vem.
Maluf parabenizou o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que, em iniciativa liderada pelo desembargador Orlando Perri, garantiu a destinação de R$ 22 milhões para a construção das ILPis. Também chamou a atenção para a atuação do Governo do Estado, que complementará o valor e garantirá a execução das políticas públicas para o segmento. “Isso é uma política sensacional, porque a necessidade é imediata, mas, ano após ano, o envelhecimento da população avança.”
De acordo com o conselheiro, que preside a Comissão Permanente de Saúde, Previdência e Assistência Social do TCE-MT (COPSPAS), o estado tem urgência desse tipo de iniciativa, motivo pelo qual o conselheiro-presidente, Sérgio Ricardo, já colocou o Tribunal de Contas à disposição para contribuir com a ação. “Fiquei muito satisfeito em saber que o desembargador Orlando Perri lidera a consolidação dessa política junto ao Governo para construir as unidades. Também não posso deixar de registrar a existência de uma emenda parlamentar da falecida deputada Amália na ordem de R$ 25 milhões. O restante será alocado pelo governador.”
Os projetos da ILPIs serão desenvolvidos pela Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) e, depois de construídas, as Instituições serão custeadas pelos municípios. Neste contexto, o funcionamento adequado dos Conselhos e Fundos Municipais da Pessoa Idosa nos municípios será fundamental para a execução da proposta.
Nesta semana, o TCE-MT apresentou levantamento mostrando que 44 dos 132 Conselhos e Fundos Municipais de Mato Grosso não tiverem atividades em 2024, o que demanda a fiscalização do órgão, que também vai capacitar os gestores. “Há mais de R$ 1 milhão nesses fundos, mas a maioria dos gestores não sabe o que fazer com os recursos. Então, como já orientado pelo presidente, o Tribunal passará a considerar as aplicações na análise das contas de governo e, sobretudo, ofertará capacitação a eles.”
Sobre as ILPIs, vale destacar que as unidades têm caráter residencial e são destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar, garantindo sua liberdade, dignidade e cidadania. Os espaços acolhem pessoas em situação de vulnerabilidade social, com diferentes necessidades e graus de dependência, oferecendo, além de acolhimento integral, a possibilidade de que os idosos sejam atendidos ao longo do dia e retornem à noite para suas famílias.
Além da alta nos índices de envelhecimento no Brasil, onde há 55,2 pessoas com 65 anos ou mais para cada 100 crianças, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), outro fator preocupante é o empobrecimento desta população. “Os índices mostram que a população envelhece mais e está empobrecida, sem um plano de saúde, sem a família ter condições de propiciar um final de vida decente. Então acredito que uma política humanizada como esta é digna dos nossos cumprimentos”, concluiu Maluf.
Criação da Renadi-MT
Representando o conselheiro-presidente, conselheiro Sérgio Ricardo, Maluf participou de reunião no TJMT, na segunda-feira (7), para assinatura do termo de anuência para expedição do decreto que instituiu a Rede Nacional de Proteção e Defesa da Pessoa Idosa (Renadi-MT), oportunidade em que apresentou os dados do levantamento realizado pelo TCE-MT.
Política
Saiba como acompanhar a atuação dos deputados e apresentar suas demandas à ALMT
A participação do cidadão na política não deve terminar quando as eleições acabam. Acompanhar o trabalho dos representantes eleitos durante os quatro anos de mandato parlamentar também faz parte da democracia. Saber o que um deputado estadual pode e não pode fazer, como ele vota projetos de interesse da sociedade e conhecer a atuação dele nos debates sobre assuntos que afetam a vida do povo são alguns dos meios de participar ativamente do processo democrático.
Para que a população possa se informar, cobrar e participar diretamente das decisões políticas no estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) disponibiliza diversos canais oficiais. Site, redes sociais, rádio e televisão reforçam o atual sistema de comunicação pública da instituição, que tem como foco o engajamento do cidadão no acompanhamento dos trabalhos e nos debates parlamentares.
Além de notícias sobre o dia a dia do Parlamento estadual, pelo portal institucional é possível ter acesso a serviços e a informações sobre projetos em tramitação e legislação, publicações do Diário Oficial Eletrônico, Portal Transparência e setores internos, como a Ouvidoria-Geral. No menu Parlamento, ficam disponíveis documentos parlamentares, as pautas de discussão e atas das sessões plenárias e dados sobre as comissões permanentes, câmaras setoriais temáticas e frentes parlamentares.
Para o consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, os meios de comunicação oficiais atualmente disponíveis são a melhor forma de a população se informar e participar das atividades legislativas.
“O melhor meio de acompanhar os trabalhos do parlamentar é pela rede de comunicação da Casa, que tem um cardápio fantástico no site, na TV Assembleia, na Rádio Assembleia e nas redes sociais, onde o cidadão pode seguir o trabalho e cobrar diretamente o deputado”, ressalta.
Com relação ao site, Barros destaca a área da Secretaria de Serviços Legislativos, que reúne todas as informações e documentos sobre o processo legislativo. Por essa ferramenta, é possível conhecer e entender a organização e o funcionamento do Parlamento estadual. Propostas, leis, atas de audiências públicas e de sessões plenárias e publicações como o Guia do Processo Legislativo e o Glossário Legislativo são alguns dos itens que podem ser acessados pelo público.
Outra importante forma de participação popular é acompanhar presencialmente a rotina de trabalho dos deputados. Todas as reuniões de comissões (inclusive CPI), câmaras temáticas, frentes parlamentares e sessões são abertas ao público na sede do Parlamento estadual, em Cuiabá, com datas e horários divulgados previamente na Agenda da ALMT. Muitas sessões e audiências públicas são levadas também para os municípios do interior, geralmente para discutir assuntos que afetam diretamente a comunidade local.
Segundo Barros, entre outros eventos que envolvem diretamente o povo, a audiência pública é muito importante para a população expor aos deputados a sua vontade, o que ela pensa sobre determinado tema.
“A ALMT realiza centenas de audiências públicas por ano, pelas comissões, muitas delas diretamente nos municípios. É a oportunidade de a população se manifestar e apresentar aos seus representantes as suas vontades, os seus problemas, o que ela deseja para melhorar, o que está acontecendo de bom ou ruim. É o momento em que a sociedade pode chegar próximo de seus representantes para esclarecer algumas situações e, de certa maneira, até interferir no processo legislativo”, afirma.
De acordo com o consultor, muitas boas ideias que levam a modificação nas leis surgem desse contato próximo entre o cidadão e seu representante. O parlamentar, segundo ele, pode fazer a conexão entre a vontade popular e a técnica legislativa.
“Parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que é pinçado da sociedade por meio do voto e vai ter a dedicação exclusiva durante quatro anos para poder se debruçar sobre vários temas que o cidadão, por conta do trabalho e de outras funções, não consegue. A democracia representativa é isso, ter essa dedicação para ouvir os técnicos, o governo, o setor empresarial, os trabalhadores, os servidores públicos, e formar um convencimento. O parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que foi eleito para ter essa missão e durante quatro anos poder representar a todos”, conclui Barros.
Fonte: ALMT – MT
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