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Podemos elege 6 deputados e terá maior bancada da Assembleia em 2027

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O Podemos será o partido com maior número de cadeiras na Assembleia Legislativa de Mato Grosso a partir de 2027. A legenda elegeu seis dos 24 deputados estaduais que vão compor a nova legislatura, resultado que coloca a sigla à frente de PL e Republicanos, que conquistaram quatro vagas cada.

A bancada do Podemos será formada por Max Russi, Ulysses Moraes, Beto Dois a Um, Alessandra Ferreira, Fabinho Tardin e Adelcino Lopo. Presidente da Assembleia, Max Russi também foi o deputado estadual mais votado da eleição, com 86.934 votos.

O PL terá Samantha Íris, Faissal Calil, Gilberto Cattani e Alcino Barcelos. Já o Republicanos, partido do governador reeleito Otaviano Pivetta, contará com Diego Guimarães, Valmir Moretto, Dr. Eugênio e Nininho.

O MDB elegeu três parlamentares: Dr. João, Thiago Silva e Leo Bortolin. As federações PSDB-Cidadania e União Progressista, formada por União Brasil e Progressistas, ficaram com duas cadeiras cada.

Na oposição mais definida ao governo estadual, a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, terá dois representantes: Lúdio Cabral e Valdir Barranco. O PSD terá uma cadeira, ocupada por Wilson Santos.

Nova correlação de forças

A composição eleita aponta para um cenário de maior presença de partidos que estiveram próximos da atual administração estadual. Considerando as bancadas do Podemos, Republicanos e PL, são 14 deputados, número suficiente para formar maioria simples na Assembleia.

O cenário pode ser ampliado com parlamentares de outras legendas. No MDB, por exemplo, Dr. João e Thiago Silva integram a nova bancada, enquanto União Brasil e PSDB-Cidadania também terão representantes na Casa. A classificação individual de cada deputado, porém, dependerá das posições adotadas ao longo da próxima legislatura.

A nova Assembleia terá 18 deputados reeleitos ou integrantes que já tiveram passagem pelo Legislativo e seis estreantes, segundo levantamento do RDNews. A renovação ficou em pouco mais de 25% das cadeiras.

A legislatura 2027-2030 começa oficialmente em fevereiro do próximo ano e terá como um dos primeiros movimentos a definição da nova Mesa Diretora da Assembleia, além da formação dos blocos e da composição das comissões permanentes.



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Após 32 anos, família Riva fica sem nenhum representante eleito em MT

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As eleições deste domingo (4) encerraram um ciclo de 32 anos de presença da família Riva na política de Mato Grosso. Com as derrotas de Janaina Riva (MDB), na disputa por uma vaga no Senado, e de Jéssica Riva (MDB), candidata à Assembleia Legislativa, a família ficará sem nenhum integrante com mandato eletivo no Estado a partir de 2027.

A trajetória política dos Riva começou em 1994, quando José Geraldo Riva foi eleito pela primeira vez deputado estadual. Ao longo de mais de duas décadas, ele construiu uma das carreiras mais duradouras da Assembleia Legislativa, ocupando cargos de destaque na Mesa Diretora e chegando à presidência da Casa em diferentes períodos.

Com a saída de José Riva da disputa eleitoral, a continuidade da família no Legislativo estadual passou para Janaina. Eleita deputada estadual pela primeira vez em 2014, ela conquistou ainda dois mandatos consecutivos e se tornou uma das principais lideranças do MDB em Mato Grosso.

Em 2026, porém, Janaina decidiu deixar a disputa pela Assembleia e concorrer ao Senado. A aposta não se confirmou nas urnas. Ela terminou a disputa em terceiro lugar, atrás de Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL), eleitos para as duas vagas de Mato Grosso.

A tentativa de manter o sobrenome Riva no Legislativo estadual ficou com Jéssica, que disputou pela primeira vez uma eleição para deputada estadual. Apesar da candidatura, ela não alcançou votação suficiente para ficar entre os 24 eleitos para a Assembleia Legislativa.

Com os dois resultados, Janaina cumprirá seu atual mandato até janeiro de 2027, mas não terá uma nova cadeira a partir da próxima legislatura. Jéssica, por sua vez, não assumirá mandato. Assim, pela primeira vez desde 1994, nenhum integrante da família Riva terá cargo eletivo em Mato Grosso.

Um ciclo de mais de três décadas

A presença dos Riva atravessou diferentes governos e composições políticas no Estado, tendo a Assembleia Legislativa como principal espaço de atuação. José Riva deixou a política eleitoral em 2014, e Janaina assumiu o protagonismo familiar no Legislativo a partir de 2015.

A eleição de 2026, portanto, representa uma mudança no cenário político estadual: depois de mais de três décadas com pelo menos um integrante eleito, a família inicia, a partir de 2027, um período sem representação direta por meio de mandato eletivo em Mato Grosso.

O resultado não significa necessariamente o desaparecimento do grupo da política, mas encerra a sequência ininterrupta de mandatos iniciada com José Riva em 1994.



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