Economia
Dólar fecha em queda e Ibovespa em alta após dados de emprego nos EUA
Moeda americana desvalorizou 0,33%, e o dólar encerrou o dia valendo R$ 5,45. Superávit da balança comercial não animou o mercado
Economia
O dólar fechou esta sexta-feira (4/10) em queda de 0,33%, a R$ 5,45. Já o Ibovespa tem leve alta de 0,09%, fechando aos 131.791,55 pontos, após a divulgação dos dados de emprego nos Estados Unidos. Na avaliação de investidores, o fato de a economia americana não estar caminhando para uma recessão deixa o ambiente favorável para ativos de risco. Na semana, o Ibovespa acumulou desvalorização de 0,71%.
No cenário interno, os dados divulgados da balança comercial, que registrou superávit (quando as exportações são maiores do que as importações) de US$ 5,36 bilhões em setembro, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), animou pouco o mercado. No acumulado do ano (de janeiro a setembro), a balança comercial totalizou US$ 59,12 bilhões, representando uma queda de 17,4%. Com isso, o valor ficou abaixo do registrado no mesmo período em 2023, quando atingiu US$ 71,6 bilhões.
Durante o dia, o Santander anunciou ter revisado para cima as suas projeções para a taxa Selic ao fim de 2024 e 2025, bem como a estimativa do tamanho do atual ciclo de corte de juros. O banco espera mais dois aumentos de 0,5 ponto percentual no juro básico pelo Banco Central em novembro e dezembro, levando a taxa ao nível de 11,75% ao fim deste ano. Antes, a projeção do Santander era de Selic a 11,25% em dezembro.
Além disso, o Copom elevará a Selic em mais 0,5 ponto em janeiro e em 0,25 ponto em março, para uma taxa de 12,5% no fim do ciclo de altas, projeta o Santander, que tem a ex-secretária do Tesouro Ana Paula Vescovi como economista-chefe. Para o fim de 2025, o banco aumentou a sua projeção de 9,5% para 10,5%.
Mercado de trabalho americano
Os números sobre o mercado de trabalho americano vieram de forma geral bastante acima das estimativas. A geração de postos registrou a criação de 254 mil vagas. Já o rendimento salarial avançou 0,4% na relação mensal, contra 0,3% de expectativa.
Fonte: Metropoles – https://www.metropoles.com/negocios/dolar-fecha-em-queda-e-ibovespa-em-alta-apos-dados-de-emprego-nos-eua
Economia
Consumidores poderão escolher fornecedores de energia a partir de 2027
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta quarta-feira (12) o decreto que regulamenta o funcionamento do mercado livre de energia, que permite a venda direta a pequenos e médios consumidores de energia elétrica. Na prática, a medida permitirá aos consumidores escolher de quem comprará sua energia, de forma semelhante à que ocorre com a telefonia.

A medida vale para clientes atendidos em baixa tensão (inferior a 2,3 kV). Para consumidores industriais e comerciais, a regra começa a partir de novembro de 2027. Para os demais clientes, incluindo os residenciais, a escolha poderá ser feita a partir de novembro de 2028.
As regras não alteram a produção e transmissão de energia, que têm outras regulamentações.
O decreto também estabelece as regras para a migração ao Ambiente de Contratação Livre (ACL) e prevê ainda o Supridor de Última Instância (SUI), que será responsável por garantir o fornecimento de energia caso o fornecedor escolhido pelo consumidor deixe de prestar o serviço. Essa função ficará com as distribuidoras de energia até o final de 2030, quando poderá ser exercida por outros agentes, abrindo ainda mais o mercado.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneell) fará essa regulamentação e é quem terá a responsabilidade de organizar a transição entre os ambientes regulado (atual) e livre. A ela caberá estabelecer as regras sobre informação e proteção ao consumidor.
Energia Sustentável
Outros três decretos foram assinados no mesmo evento, que regulamentam políticas voltadas ao combustível sustentável de aviação, ao hidrogênio de baixa emissão de carbono e à captura e armazenamento de carbono.
Para a aviação foi criado o Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), com regras para a produção, certificação, comercialização, rastreabilidade e o cumprimento das metas de redução de emissões pelo setor aéreo. A medida estabeleceu um prazo de dez anos, entre 2027 e 2037, para que o setor reduza suas emissões em 10%.
Foram definidas, ainda, as regras para certificação de combustível sustentável de aviação, tanto para importação quanto para produção nacional.
Foram criados também o Programa Nacional do Hidrogênio (PNH2) e o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (PHBC), além do Sistema Brasileiro de Certificação de Hidrogênio (SBCH2).
Na prática foram estabelecidas responsabilidades sobre certificação, determinação de regras e estabelecimento de critérios para avaliar o hidrogênio frente a outros combustíveis sustentáveis, permitindo a entrada do Brasil de maneira definitiva neste mercado.
Quanto à regulamentação da captura e armazenamento de carbono, foi estabelecido o marco regulatório para a atividade, decisiva para o avanço da descarbonização da indústria nacional. Também determina que o Ministério das Minas e Energia (MME) lidere a construção de um plano nacional de infraestrutura para orientar a implantação de áreas de captura, transporte e armazenamento geológico de carbono, com revisão a cada dois anos.
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