AVANÇO NA EDUCAÇÃO
Governo de MT atende pedido da comunidade e amplia número de escolas cívico-militares no Estado
Meta é transformar 30 unidades escolares para modelo de gestão compartilhada em 2025
Política
O governador Mauro Mendes e o secretário de Estado de Educação (Seduc), Alan Porto, anunciaram, nesta quinta-feira (19.09), a indicação de 30 escolas estaduais para o modelo cívico-militar em Mato Grosso em 2025.
“Vamos fazer um edital para transformar 30 escolas em Mato Grosso, em 16 municípios, em escolas cívico-militares. Com isso, queremos melhorar ainda mais a disciplina, o respeito, a educação e a qualidade pedagógica de todas essas escolas. Gradativamente, vamos atingir a meta de 100 escolas cívico-militares no Estado”, anunciou Mauro Mendes.
As 30 escolas indicadas estão nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Nobres, Santo Antônio do Leverger, Cáceres, Barra do Garças, Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Poxoréu, Juína, Tangará da Serra e Lucas do Rio Verde – confira as unidades indicadas no documento em anexo.
Mauro destacou o desempenho das escolas cívico-militares no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2023 para ampliar o número desta modalidade de gestão escolar no Estado. Entre as dez unidades escolares com melhores notas na avaliação, sete eram geridas pela Seduc em parceria com a Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros.
No início do ano, o Governo sancionou a Lei nº 12.388/2024, que criou o Programa Escolas Cívico-Militares no Estado de Mato Grosso para as instituições de ensino da rede estadual de educação, com o objetivo de promover a melhoria na qualidade da educação no ensino fundamental e no ensino médio.
Segundo o secretário Alan Porto, além das escolas cívico-militares, há mais duas modalidades de parceria com instituições militares – as escolas Tiradentes e Dom Pedro, que têm parcerias com a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, respectivamente.
Atualmente, há 23 escolas estaduais sob a gestão da Polícia Militar e outras quatro pelo Corpo de Bombeiros, além de uma unidade cívico-militar efetivada em 2021, em Cáceres.
No modelo cívico-militar, a Seduc continua mantendo a responsabilidade sobre o currículo escolar, enquanto os militares da reserva aprovados em exame seletivo participam de atividades extracurriculares e na gestão educacional. Isso inclui estabelecer normas de convivência e desenvolvimento de atividades que envolvam a comunidade escolar.
Os professores e demais funcionários que já atuam nas escolas que serão transformadas, continuarão com as suas atribuições normais de ensino ou na gestão escolar. A novidade é que cada unidade contará com três novos contratos para cumprir funções específicas dentro da doutrina cívico-militar.
Critérios
Para a escolha das 16 escolas que serão transformadas em cívico-militar, a Seduc seguiu os critérios de vulnerabilidade socioeconômica e a violência do bairro onde está a unidade escolar, além da evasão dos seus estudantes e do baixo índice de aprendizado.
“As 30 escolas desses 16 municípios se enquadram nesses critérios. Com certeza, os nossos resultados de aprendizado e de ensino desses estudantes vão melhorar significativamente. Serão 29 mil vagas que estarão nessa nova modalidade. Então, o Governo de Mato Grosso tomou mais uma decisão acertada com o objetivo de melhorar o ensino e a qualidade do aprendizado dos nossos estudantes mato-grossenses”, disse Alan Porto.
O secretário apontou que, após a escola aceitar a indicação e o edital ser publicado, haverá a consulta dos pais dos alunos.
“Eles vão ter que ir até a unidade escolar e votar se concordam que a escola seja transformada em cívico-militar. Casa haja apoio, nós iniciamos os trâmites de conversão das unidades escolares. E, caso não haja, vamos abrir a oportunidade para outras escolas”, contou.
Alan ressaltou que os novos Colégios Estaduais Integrados (CEIs) já passaram para o modelo cívico-militar. Em junho, o Governo entregou o CEI Ilza Therezinha Picolli na região do CPA. Outros dois serão entregues no bairro Pedra 90 e Dr. Fábio.
Política
Saiba como acompanhar a atuação dos deputados e apresentar suas demandas à ALMT
A participação do cidadão na política não deve terminar quando as eleições acabam. Acompanhar o trabalho dos representantes eleitos durante os quatro anos de mandato parlamentar também faz parte da democracia. Saber o que um deputado estadual pode e não pode fazer, como ele vota projetos de interesse da sociedade e conhecer a atuação dele nos debates sobre assuntos que afetam a vida do povo são alguns dos meios de participar ativamente do processo democrático.
Para que a população possa se informar, cobrar e participar diretamente das decisões políticas no estado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) disponibiliza diversos canais oficiais. Site, redes sociais, rádio e televisão reforçam o atual sistema de comunicação pública da instituição, que tem como foco o engajamento do cidadão no acompanhamento dos trabalhos e nos debates parlamentares.
Além de notícias sobre o dia a dia do Parlamento estadual, pelo portal institucional é possível ter acesso a serviços e a informações sobre projetos em tramitação e legislação, publicações do Diário Oficial Eletrônico, Portal Transparência e setores internos, como a Ouvidoria-Geral. No menu Parlamento, ficam disponíveis documentos parlamentares, as pautas de discussão e atas das sessões plenárias e dados sobre as comissões permanentes, câmaras setoriais temáticas e frentes parlamentares.
Para o consultor de serviços legislativos da ALMT, Gabriel Lucas Scardini Barros, os meios de comunicação oficiais atualmente disponíveis são a melhor forma de a população se informar e participar das atividades legislativas.
“O melhor meio de acompanhar os trabalhos do parlamentar é pela rede de comunicação da Casa, que tem um cardápio fantástico no site, na TV Assembleia, na Rádio Assembleia e nas redes sociais, onde o cidadão pode seguir o trabalho e cobrar diretamente o deputado”, ressalta.
Com relação ao site, Barros destaca a área da Secretaria de Serviços Legislativos, que reúne todas as informações e documentos sobre o processo legislativo. Por essa ferramenta, é possível conhecer e entender a organização e o funcionamento do Parlamento estadual. Propostas, leis, atas de audiências públicas e de sessões plenárias e publicações como o Guia do Processo Legislativo e o Glossário Legislativo são alguns dos itens que podem ser acessados pelo público.
Outra importante forma de participação popular é acompanhar presencialmente a rotina de trabalho dos deputados. Todas as reuniões de comissões (inclusive CPI), câmaras temáticas, frentes parlamentares e sessões são abertas ao público na sede do Parlamento estadual, em Cuiabá, com datas e horários divulgados previamente na Agenda da ALMT. Muitas sessões e audiências públicas são levadas também para os municípios do interior, geralmente para discutir assuntos que afetam diretamente a comunidade local.
Segundo Barros, entre outros eventos que envolvem diretamente o povo, a audiência pública é muito importante para a população expor aos deputados a sua vontade, o que ela pensa sobre determinado tema.
“A ALMT realiza centenas de audiências públicas por ano, pelas comissões, muitas delas diretamente nos municípios. É a oportunidade de a população se manifestar e apresentar aos seus representantes as suas vontades, os seus problemas, o que ela deseja para melhorar, o que está acontecendo de bom ou ruim. É o momento em que a sociedade pode chegar próximo de seus representantes para esclarecer algumas situações e, de certa maneira, até interferir no processo legislativo”, afirma.
De acordo com o consultor, muitas boas ideias que levam a modificação nas leis surgem desse contato próximo entre o cidadão e seu representante. O parlamentar, segundo ele, pode fazer a conexão entre a vontade popular e a técnica legislativa.
“Parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que é pinçado da sociedade por meio do voto e vai ter a dedicação exclusiva durante quatro anos para poder se debruçar sobre vários temas que o cidadão, por conta do trabalho e de outras funções, não consegue. A democracia representativa é isso, ter essa dedicação para ouvir os técnicos, o governo, o setor empresarial, os trabalhadores, os servidores públicos, e formar um convencimento. O parlamentar é um cidadão como qualquer um de nós, que foi eleito para ter essa missão e durante quatro anos poder representar a todos”, conclui Barros.
Fonte: ALMT – MT
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