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BOTELHO: NÃO HOUVE INTERFERÊNCIAS DO GOVERNO NA FORMAÇÃO DA MESA DA ASSEMBLEIA

Botelho disse que evitou fazer prognóstico da nova diretoria do parlamento,

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Política

Foto JLSiqueira AL-MT

O presidente da Assembleia Legislativa (ALMT), deputado Eduardo Botelho (União), negou veementemente interferências do governador Mauro Mendes (União) no processo de formação da chapa de consenso para a próxima Mesa Diretora.
Botelho declarou em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (7), que até evitou fazer prognóstico da nova diretoria do parlamento, alegando que não participou das discussões sobre o tema por estar focado em sua candidatura a prefeito de Cuiabá.
O parlamentar destacou que se “intrometeu” apenas para ajudar na disputa que havia se formado em torno do cargo de primeiro-secretário.
“Quem tem que falar é o deputado Max [Russi], é doutor João que está na chapa, não participei das articulações, nunca aceitei conversar com ninguém, sempre fiz a chapa aqui. Eu sempre digo para os deputados, conversem aqui com seus colegas, com seus pares, é aqui que é formado, é aqui que é que tem o sentimento de cada um”, explicou.
“Nunca aceitei interferência e não acredito que teve, se teve não foi comigo, porque nunca aceitei fazer discussões sobre a mesa a não ser com os deputados”, acrescentou.
Nos bastidores, existem comentários de que o governador tentou emplacar seu vice-líder, Beto Dois a Um (União), na vaga que tinha como preferida a deputada Janaina Riva (MDB). Depois de muitas reuniões e idas e vindas, o posicionamento do pai de Janaina, ex-deputado José Riva, de que ela poderia se tornar oposição se não fosse eleita ao cargo, optaram por escolher Dr João, que não tinha desejo pelo cargo e foi pego de surpresa com a decisão.

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Medida provisória abre novo crédito orçamentário para ressarcir descontos indevidos em benefícios do INSS

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O Congresso Nacional analisa medida provisória (MP 1378/26) que abre crédito extraordinário de R$ 547 milhões no Orçamento para ressarcir aposentados e pensionistas do INSS que sofreram descontos associativos irregulares.

O governo já havia editado uma MP com crédito de R$ 3,3 bilhões para esse pagamento em julho de 2025, após entendimento firmado com o Supremo Tribunal Federal (STF).

Depois disso, no entanto, a Corte decidiu que, nos casos em que segurados contestarem as respostas das entidades associativas, o pagamento deverá ser realizado mesmo que não sejam cumpridas etapas prévias previstas no acordo.

O STF também assegurou que a adesão ao acordo não impede o ajuizamento de ações judiciais contra a União e o INSS quando o pagamento não ocorrer administrativamente.

O prazo para a adesão ao ressarcimento administrativo acabou no dia 20 de junho de 2026.

Próximos passos
A MP 1378/26 tem validade imediata, mas precisa ser aprovada no Congresso Nacional para virar lei.

O texto será analisado pela Comissão Mista de Orçamento (CMO) e, em seguida, pelos plenários da Câmara e do Senado.

Reportagem – Silvia Mugnatto
Edição – Marcelo Oliveira



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