Economia
Boletim Focus: mercado projeta leve aumento do PIB e da inflação
Em relação a essa meta, a partir do ano que vem, passa a valer a chamada meta contínua. Na prática, o Conselho Monetário Nacional não vai mais precisar definir uma meta de inflação por ano.
Economia
Aumento na previsão da inflação e do crescimento do país. É o que prevê o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Banco Central. O Focus traz a pesquisa que o Banco Central divulgada semanalmente baseando-se expectativa de especialistas do mercado para alguns índices da economia.
Pelo boletim, a expectativa para o IPCA, em 2024,é que o índice de Preços ao Consumidor Amplo, subiu de 4,05%, na semana passada, para 4,10%. A previsão do IPCA para este ano está acima da meta de inflação do Conselho Monetário Nacional, que é de 3% para 2024. Mas fica dentro do limite de tolerância, que é de um ponto e meio percentual para cima ou para baixo.
Em relação a essa meta, a partir do ano que vem, passa a valer a chamada meta contínua. Na prática, o Conselho Monetário Nacional não vai mais precisar definir uma meta de inflação por ano.
O Focus traz também o aumento na expectativa de crescimento da economia brasileira. A projeção do PIB, Produto Interno Bruto, subiu de 2,15% para 2,19%, este ano.
Outro dado que o Boletim Focus do Banco Central traz é a taxa básica de juros da economia brasileira, a SELIC. A expectativa do mercado continua em 10,50% ao ano, pela sexta semana seguida, em 2024. Para 2025, a estimativa é que a taxa caia para 9,5% ao ano.
E nesta semana, o Copom, Comitê de Política Monetária do Banco Central, volta a se reunir para definir, na quarta, a SELIC, que está em 10,5% atualmente. O corte na taxa de juros vinha ocorrendo há sete reuniões seguidas, mas em junho, o Comitê decidiu manter os 10,5%. Segundo o colegiado, o corte foi interrompido por causa da alta recente do dólar e o aumento das incertezas econômicas.
Fonte: Samia Mendes / Eliane Gonçalves – https://agenciabrasil.ebc.com.br/radioagencia-nacional/economia/audio/2024-07/boletim-focus-mercado-projeta-leve-aumento-do-pib-e-da-inflacao
Economia
Conab estima safra de grãos de 360,8 milhões de toneladas em 2025/26
A produção brasileira de grãos na safra 2025/26 deve alcançar 360,8 milhões de toneladas, volume 2,4% superior ao colhido na temporada anterior. A estimativa consta do 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (13) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Segundo a estatal, o crescimento corresponde a um acréscimo de 8,5 milhões de toneladas em relação ao ciclo 2024/25. O resultado é influenciado pela expansão de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares.
A produtividade média das lavouras está prevista em 4.322 quilos por hectare, desempenho próximo ao registrado na safra passada, segundo a Conab.
Soja e milho
A soja continua sendo o principal produto agrícola do país e deve atingir produção de 180,5 milhões de toneladas. A produção do milho deve chegar a 143 milhões de toneladas.
A Conab destaca que condições climáticas registradas desde junho afetaram negativamente o desenvolvimento das lavouras de milho cultivadas no Nordeste, especialmente no nordeste da Bahia, em Sergipe e parte de Alagoas.
Algodão, feijão e arroz
Entre as demais culturas, a produção de algodão em caroço está estimada em 5,8 milhões de toneladas, equivalentes a 4,1 milhões de toneladas de pluma.
A produção de feijão, considerando as três safras, deve ficar em 3 milhões de toneladas – volume 3,2% abaixo do obtido no ciclo anterior. Apesar da queda, a Conab avalia que a oferta é suficiente para garantir o abastecimento do mercado interno.
Para o arroz, a estimativa é de 11,1 milhões de toneladas. A redução da produção é atribuída à diminuição da área cultivada. Segundo a companhia, o plantio ocorreu em área 14% menor que a registrada no ciclo anterior. Ainda assim, a colheita prevista atende à demanda doméstica.
Trigo
Entre as culturas de inverno, o destaque é o trigo, que tem produção estimada em 5,8 milhões de toneladas.
A previsão representa queda de 26,2%, na comparação com a safra de 2025. De acordo com a Conab, a redução está relacionada à retração de 20,4% na área destinada ao cultivo do cereal.
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