Não aderiram ao programa

SECRETÁRIO DE SEGURANÇA: CUIABÁ É A RESPONSÁVEL NA DEMORA DE LOCALIZAR ASSASSINOS

O gestor afirmou que teve reunião na data no dia 25 com seus adjuntos e membros da Polícia Federal para discutir ambos os casos.

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Foto SESP-MT

O secretário de Segurança Pública de Mato Grosso, Coronel da PM César Roveri, declarou abertamente que a demora na localização e captura dos assassinos do Sargento Odenil Alves e do advogado Renato Nery, exclusivamente à falta de câmeras do Vigia Mais MT em Cuiabá devido à resistência da prefeitura. O gestor afirma que foram disponibilizadas para a capital 4.800 câmeras e para Várzea Grande, porém, cerca de 1790 ainda não ‘foram’ utilizadas.

“Acontece que essas duas prefeituras até hoje não aderiram ao programa Vigia, diferente de muitas cidades do interior que já instalaram e estão solicitando mais. Se Cuiabá tivesse aderido e feito seu papel como município, nós estaríamos com muito mais câmeras. Muito mais dados para inibição de crimes e, principalmente, para elucidação”, acusou em entrevista recente o secretário César Roveri.

O secretário acrescentou ainda que, apesar de ter imagens do assassino do sargento Odenil, os registros foram feitos por câmeras de monitoramento de uso particular e não imagens públicas. A morte do sargento Odenil completa neste dia 28 de julho dois meses e a de Renato Nery 3 semanas, ambos sem atirador preso.

Roveri revelou que existe um avanço muito grande nos rumos da investigação de ambos os casos, mas não fará exposição das informações para não atrapalhar o serviço realizado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Entretanto, garantiu que em breve haverá “boas novidades” do caso tanto para imprensa quanto para família.

O gestor afirmou que teve reunião na data no dia 25 com seus adjuntos e membros da Polícia Federal para discutir ambos os casos. De acordo com ele, a PF tem feito parceria nas investigações de busca pelo assassino do sargento, já que existe a possibilidade de que o assassino esteja fora do estado.

O advogado Renato Nery, 72, foi baleado em plena luz do dia em frente ao seu escritório na avenida Fernando Côrrea, em 5 de julho, e faleceu no hospital no dia seguinte. O executor não foi localizado ou identificado até o momento.

No caso do sargento Odenil Alves, assassinado no dia 28 de maio em frente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Morada do Ouro, o criminoso foi identificado como Raffael Amorim, contudo sua captura ainda não foi realizada. O secretário justificou que Mato Grosso é muito grande e existe a possibilidade dele ter fugido para fora do estado e estar recebendo apoio de facção.

Um dia após o crime, a Polícia Civil identificou o autor com base na análise de imagens de câmeras de monitoramento e outras diligências investigativas. Secretário pontuou que as câmeras que permitiram a identificação do autor do crime eram de uso particular e não do Vigia Mais MT.

 

 

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Projeto permite que cooperativas de energia ampliem área de atuação

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O Projeto de Lei 367/26 permite que cooperativas que atuem como autorizadas na distribuição de energia elétrica solicitem à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a mudança para a categoria de permissionárias de serviço público. A alteração poderá ampliar a área e o tipo de consumidores atendidos por essas cooperativas. A proposta está em análise na Câmara dos Deputados.

Hoje, as cooperativas sob o regime de autorizadas atendem consumidores em áreas rurais e não podem expandir sua atuação para áreas urbanas, mesmo quando essas regiões crescem e passam por mudanças econômicas e populacionais.

O autor do projeto, deputado Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), afirma que as restrições atuais de operação “não condizem com a realidade das regiões atendidas”, pois impedem que as cooperativas acompanhem o crescimento de sua área de atuação e comprometem a sustentabilidade do modelo cooperativista.

Segundo o deputado, a mudança também permitirá tratamento regulatório mais equilibrado entre cooperativas que exercem funções semelhantes no setor elétrico, mantendo a competência da Aneel para avaliar cada pedido.

Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Minas e Energia; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Roberto Seabra



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