filha deputado assassinada

CATTANI: NÃO TEVE CORAGEM DE FAZER ELE MESMO, SOBRE O EX-GENRO TER MANDADO MATAR SUA FILHA

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Foto Reprodução olhardireto

Atualizada às 09h13 – O deputado estadual Gilberto Cattani (PL) lamentou profundamente a morte de sua filha, a produtora rural Raquel Cattani, de 26 anos, e afirmou que o ex-marido dela, Romero Xavier, agiu de forma covarde ao premeditar a execução da jovem empreendedora. O crime teve também a participação direta do seu irmão, Rodrigo Xavier.
O parlamentar afirmou em recente entrevista na manhã desta quinta-feira (25), que os familiares se sentem mais ‘aliviados’ com a prisão de Romero. Disse ainda que as forças de segurança deram uma resposta justa à atrocidade.
“Nós recebemos como uma resposta justa a essa atrocidade que foi feita, pegando esses monstros e colocando atrás das grades. Não vou dizer que conforta porque nada pode confortar a gente nesse momento, mas ajuda a ter um pouco mais de confiança nas nossas forças de segurança”, disse o parlamentar.
Questionado sobre ter defendido o ex-genro nas redes sociais, Cattani afirmou que a família sempre suspeitou do envolvimento dele no crime, mas que precisava deixar as investigações correrem para que a Polícia Civil conseguisse comprovar a participação.
No dia da morte de Raquel, 18 de julho, Romero chamou algumas pessoas com quem não tinha muita convivência para beber e assar carne. No período da noite, foi a três boates em Tapurah para reforçar o álibi de que estaria da cidade e, assim, não seria considerado o principal suspeito.
“Na verdade a gente sempre teve um pé atrás porque a polícia também fez o que tinha que ter feito. A gente tinha que deixar as investigações correrem para que a gente pudesse ter êxito. O álibi que ele tinha era muito forte, tanto que ele não estava aqui. Não teve a capacidade se quer de fazer ele mesmo, de tão covarde que foi. Então ele não poderia estar em dois lugares ao mesmo tempo, então por isso a polícia o liberou preliminarmente, mas nós tínhamos que manter ele por perto”, ressaltou.
O corpo de Raquel foi encontrado no dia seguinte, pelos familiares dela. O corpo da produtora rural, atingido com 34 facadas no corpo. Romero e o irmão dele, Rodrigo Xavier, foram presos pela Polícia Civil na noite de quarta-feira (24).

Foto Reprodução primeirapagina

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Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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