Saúde

Saúde vai investir cerca de R$ 1,6 milhão em pesquisa sobre sequelas da covid-19 em MG

Os resultados auxiliarão no entendimento da relação entre a infecção causada pelo coronavírus e suas sequelas e serão utilizados como subsídio para elaboração de condutas de diagnóstico, tratamento e vigilância em saúde das condições pós-covid.

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Foto: Walterson Rosa/MS

O Ministério da Saúde, por meio das secretarias de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) e de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics), vai financiar uma pesquisa conduzida pela Fiocruz Minas, intitulada “Monitoramento Vita”, para acompanhar pessoas, residentes em Belo Horizonte, afetadas pelas condições pós-covid. A pasta investiu R$ 1.559.843,00 no estudo, que tem como objetivo de caracterizar o perfil imunológico, hematológico e de danos teciduais de pacientes com sequelas provocadas pela doença. 

A iniciativa também contribuirá para que estes pacientes tenham acesso ao tratamento específico multiprofissional junto à Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte e sejam monitorados durante e após o tratamento. 

Atualmente, a pesquisa encontra-se na fase de recrutamento de participantes com idade superior a 5 anos de idade. Para participar, os interessados devem inicialmente responder a um formulário on-line. Após o envio do formulário preenchido, a equipe da Fiocruz entrará em contato com os participantes para informar sobre as próximas etapas. 

O monitoramento irá acompanhar os participantes durante 18 meses, com cinco visitas presenciais nesse período. Serão registradas informações sobre infecção e reinfecção pelo SARS-CoV-2, vacinação e doses recebidas, comorbidade e evolução no tratamento. Os resultados auxiliarão no entendimento da relação entre a infecção causada pelo coronavírus e suas sequelas e serão utilizados como subsídio para elaboração de condutas de diagnóstico, tratamento e vigilância em saúde das condições pós-covid.

Contribuições 

“A pesquisa trará benefício direto e imediato aos participantes, que terão avaliação clínica, diagnóstico e direcionamento imediato ao tratamento com multiprofissionais. Além disso, os resultados poderão ajudar no esclarecimento de informações ainda pouco conhecidas, contribuindo com a definição de protocolos bem definidos com base nos tipos de sequelas”, destaca a secretária da SVSA, Ethel Maciel. 

As condições pós-covid são caracterizadas por sinais ou sintomas que continuam ou se desenvolvem quatro semanas ou mais após a infecção inicial pelo vírus, e não podem ser justificadas por um diagnóstico alternativo. Sintomas neurológicos, cardiovasculares, pulmonares e hematológicos estão entre os mais descritos e incluem demência, problemas de memória e concentração e fadiga, entre outras consequências.

Ministério da Saúde

 

 

Fonte: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2024/julho/saude-vai-investir-cerca-de-r-1-6-milhao-em-pesquisa-sobre-sequelas-da-covid-19-em-mg

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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