Caso Zampieri

FAZENDEIRO É INDICIADO COMO MANDANTE DE EXECUÇÃO DE ZAMPIERI; ESPOSA FICA LIVRE

No relatório policial, o delegado responsabilizou os suspeitos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado pela traição e outras agravantes

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Polícia

Reprodução omatogrosso.com

ATUALIZADA ÀS 09h19 – A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito policial do assassinato do advogado Roberto Zampieri, 56 anos, ocorrido no dia 5 de dezembro de 2023. Conforme as investigações criteriosamente apuradas, os mandantes do crime são o produtor rural Aníbal Manoel Laurindo e o coronel do Exército Etevaldo Caçadini. As provas foram insuficientes para indiciar a esposa de Aníbal, Elenice Ballaroti Laurindo.

O delegado Nilson Farias comprovou o nexo entre Aníbal e Caçadini, e o vínculo destes com os executores, Antônio Gomes da Silva, suspeito de ter atirado contra o advogado, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, responsável por ter contratado Antônio para o assassinato.
Com os elementos de prova, então, Aníbal foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, em razão de o crime ter sido praticado com traição, emboscada, ou mediante dissimulação ou recurso que torne impossível a defesa da vítima, e sobre paga ou promessa de recompensa, ou por motivo torpe.
A DHPP conduziu várias diligência no mês de abril, no cumprimento de busca e apreensão na mansão do casal Aníbal e Elenice em Rondonópolis (212 km de Cuiabá). Durante as buscas foram apreendidos os celulares dos investigados. No entanto, devido ao vazamento da informação de que haveria uma busca e apreensão, os aparelhos já tinham sido trocados e não eram mais usados na época do homicídio.
Após a operação na mansão no Sul do estado, o casal foi conduzido à DHPP em Cuiabá para interrogatório. No entanto, ambos optaram por exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio.
No interrogatório, foi apresentado pelos advogados o aparelho celular de Elenice que era usado na época do homicídio. No entanto, o celular de Aníbal, também usado no período do homicídio, não estava mais com ele e seu paradeiro é desconhecido.
Consta que na época do crime de encomenda, surgiu a hipótese de que a motivação do crime seria uma área objeto de disputa que o casal estava perdendo para Zampieri, que representava a parte adversária, está avaliada em R$ 100 milhões.
Outro inquérito finalizado
No início de fevereiro, o delegado Nilson Farias finalizou parte do inquérito e indiciou o trio que está preso por suposto envolvimento na morte.
Foram indiciados: Antônio Gomes da Silva, suspeito de ter atirado contra o advogado, Hedilerson Fialho Martins Barbosa, 53 anos, responsável por ter contratado Antônio para executar o crime, e o coronel do Exército Brasileiro (EB) Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas, responsável por repassar os valores aos executores.
O trio permanece preso preventivamente. No relatório policial, o delegado responsabilizou os suspeitos pelos crimes de homicídio duplamente qualificado pela traição, de emboscada, ou mediante dissimulação ou outro recurso que dificulte ou torne impossível a defesa da vítima. Ainda, por ter sido praticado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por outro motivo torpe. Todos foram denunciados pelo Ministério Público.
O caso

O advogado Roberto Zampieri foi assassinado com pelo menos dez tiros enquanto saía do seu escritório, situado no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá, no dia 5 de dezembro de 2023. Antônio Gomes foi a pessoa que disparou contra ele.

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Polícia

Chico Guarnieri é o 5º candidato mais multado do país por desmatamento

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O deputado estadual Chico Guarnieri (PSDB), que busca a reeleição este ano, aparece como o quinto candidato mais multado do Brasil por infrações ambientais desde 2023, segundo levantamento realizado pela Agência Tatu em parceria com o Intercept Brasil. A pesquisa identificou 49 candidatos de 15 partidos que, juntos, acumulam R$ 15,5 milhões em multas aplicadas pelo Ibama.

De acordo com o levantamento, Guarnieri recebeu uma autuação de R$ 970 mil por suposto desmatamento de 194 hectares sem autorização em uma propriedade localizada em Barra do Bugres, na região Médio-Norte de Mato Grosso. A área está inserida no bioma Amazônia.

Com o valor, o parlamentar tucano ocupa a quinta posição no ranking nacional de candidatos com maiores autuações ambientais. O levantamento também aponta que o PL concentra o maior número de nomes na lista: 13 candidatos do partido somam aproximadamente R$ 6 milhões em multas ambientais nos últimos três anos.

Defesa contesta autuação

A defesa de Chico Guarnieri, no entanto, questiona administrativamente a autuação do Ibama e contesta a dimensão da área apontada pelo órgão ambiental.

Segundo os advogados, durante a fiscalização teriam sido identificados apenas cerca de nove hectares dentro de área de preservação, número significativamente inferior aos 194 hectares considerados na autuação.

A defesa também sustenta que, posteriormente, a propriedade teve o Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), sem registro de passivo ambiental.

O episódio ganha peso político em meio à campanha eleitoral de 2026. Guarnieri tenta renovar o mandato na Assembleia Legislativa e, no início desta semana, ganhou um importante aceno político ao receber o apoio público do senador Flávio Bolsonaro, durante visita do presidenciável a Campo Novo do Parecis.

A situação, portanto, coloca o candidato tucano em uma posição de atenção justamente em um momento de disputa eleitoral, ao mesmo tempo em que sua defesa busca reverter administrativamente a penalidade aplicada pelo órgão ambiental.

Até o momento, trata-se de uma autuação administrativa contestada pela defesa, e não de uma condenação definitiva por crime ambiental.



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