Esporte
Cuiabá goleia o Fortaleza e deixa Z4 do Campeonato Brasileiro
Esporte
Neste domingo (16.06), o Cuiabá protagonizou uma atuação de gala ao golear o Fortaleza por 5 a 0 na Arena Pantanal, em partida válida pela nona rodada do Campeonato Brasileiro. Com essa vitória expressiva, o Dourado conseguiu sair da zona de rebaixamento e agora ocupa a 14ª posição na tabela, superando Vasco, Corinthians e Grêmio.
O Cuiabá dominou o jogo desde o início, mostrando uma postura ofensiva e eficiente. Os gols foram marcados por Clayson, Ramon, Jonathan Cafu, Isidro Pitta e Fernando Sobral, cada um contribuindo para a construção da goleada.
O primeiro gol saiu dos pés de Clayson, que abriu o placar com uma finalização precisa. Ramon ampliou a vantagem pouco depois, e Jonathan Cafu fez o terceiro, consolidando a superioridade do time da casa ainda no primeiro tempo.
Confusão e Expulsões
Nos acréscimos do primeiro tempo, o clima esquentou na Arena Pantanal. Renato Kayzer, do Fortaleza, foi expulso após empurrar o técnico do Cuiabá, Petit. A situação se agravou quando Brítez, também do Fortaleza, recebeu o cartão vermelho por reclamação. A confusão não se limitou ao campo e se estendeu até os vestiários, marcando um momento tenso na partida.
Segundo Tempo
Com dois jogadores a menos, o Fortaleza encontrou ainda mais dificuldades para reagir. O Cuiabá aproveitou a vantagem numérica e continuou pressionando. Isidro Pitta marcou o quarto gol, e Fernando Sobral fechou a goleada, garantindo os três pontos para o Dourado.
Situação na Tabela
Com esta vitória, o Cuiabá chegou aos 7 pontos, deixando a zona de rebaixamento e subindo para a 14ª posição. A equipe agora está à frente de Vasco, Corinthians e Grêmio, que continuam lutando para se afastar das últimas posições.
Próximos Confrontos
Na próxima rodada, o Cuiabá enfrentará o São Paulo fora de casa, em um desafio que promete ser difícil, mas que pode consolidar a recuperação do time no campeonato. O Fortaleza, por sua vez, precisará se reorganizar e buscar a reabilitação na competição.
A goleada do Cuiabá sobre o Fortaleza não só trouxe alívio para a equipe, que agora está fora da zona de rebaixamento, mas também mostrou a capacidade do time de se impor em momentos decisivos. A atuação coletiva foi um ponto alto, com vários jogadores se destacando e contribuindo para o resultado.
Por outro lado, o Fortaleza terá que lidar com as consequências das expulsões e da derrota pesada. A equipe precisa ajustar sua postura e buscar melhores resultados nas próximas rodadas para evitar complicações no campeonato.
Fonte: Esportes
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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