Contra Crime Organizado
Mauro quer intensificar operações e fechar o cerco contra facções criminosas em MT: ‘vamos sufocar’
Mauro destacou que assim como em todo o Brasil, Mato Grosso tem vivenciado o avanço do crime organizado e a guerra entre as próprias facções pelo domínio de cidades
Política
Devido a diversas operações policiais deflagradas contra facções criminosas em Mato Grosso, em oportunidades recentes, o governador Mauro Mendes (UNIÃO) afirmou nesta segunda-feira (10), que mais ações desse tipo estão previstas para ocorrer no estado. Segundo Mauro, a ordem para a alta cúpula de segurança pública é fechar o cerco com o objetivo de sufocar o crime organizado.
O governador destacou que assim como em todo o Brasil, Mato Grosso tem vivenciado o avanço do crime organizado e a guerra entre as próprias facções pelo domínio de cidades e territórios no interior. Ele diz que, por isso, tem havido um aumento das operações policiais e que mais ações coordenadas devem ocorrer como tentativa de frear a criminalidade no estado.
“Eu chamei o secretário de Segurança, César Roveri, a delegada geral da Polícia Civil, Daniela Maidel e o comandante da PM, Alexandre Mendes, e pedi o máximo de empenho: operação em cima de operação. Vamos sufocar para tentar controlar esse crescimento que ocorre no Brasil inteiro”, disse nesta segunda-feira (10), durante recente entrevista.
“Mato Grosso, por ser um estado de fronteira, eles [as facções criminosas] têm muito interesse por causa do trânsito de drogas. E pode escrever: vai ter muitas operações e ações coordenadas pela Polícia Civil e forças das seguranças”, afirmou o governador.
Na última semana, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (FICCO-MT) deflagrou a Operação Ragnatela para cumprir mandados de prisão preventiva, busca e apreensão, sequestro de bens, bloqueio de contas bancárias e afastamento de cargos públicos, para desarticular um núcleo de facção criminosa responsável pela lavagem de dinheiro em casas noturnas.
Durante as investigações, também foi identificado que os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos responsáveis pela fiscalização e concessão de licenças para a realização dos shows, sem a documentação necessária.
Segundo Mendes, o governo tem feito todos os investimentos possíveis na área de segurança
pública. Na mesma entrevista, ele citou que o estado de Mato Grosso tem o índice de elucidação de crimes que é o dobro da média nacional.
Política
Nova lei oferece R$ 15 bi em crédito para empresas afetadas por tarifaço
Empresas exportadoras e de setores industriais relevantes para o comércio exterior poderão ter acesso a linhas de financiamento para enfrentar os impactos de instabilidades internacionais, inclusive do aumento de tarifas comerciais. A medida está prevista na Lei 15.473, de 2026, sancionada pela Presidência da República e publicada na quarta-feira (22) no Diário Oficial da União.
A norma integra o Plano Brasil Soberano e é resultado da conversão da Medida Provisória (MP) 1.345/2026, cujo texto foi aprovado pelo Senado na forma do Projeto de Lei de Conversão (PLV) 7/2026. A medida dá continuidade às ações adotadas desde 2025 para enfrentar os impactos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.
A lei autoriza a utilização de até R$ 15 bilhões para as linhas de financiamento e permite ampliar esse limite em até R$ 13,5 bilhões. A ampliação considera recursos que já haviam sido transferidos durante a vigência da MP 1.345/2026 e que poderão retornar à União, provenientes das fontes usadas para financiar as medidas. Com isso, o limite autorizado poderá chegar a R$ 28,5 bilhões.
Os recursos poderão atender empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores; de produtos da agricultura, da pecuária, das florestas plantadas, da pesca e da aquicultura; de recursos minerais e seus produtos; além de empresas que atuem em setores industriais relevantes para o comércio exterior. Cooperativas, associações e outras formas associativas ou coletivas legalmente constituídas também poderão ter acesso ao financiamento, desde que atendam aos critérios de elegibilidade que ainda serão definidos em ato conjunto dos ministériosda Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
As linhas de crédito poderão ser usadas para capital de giro, aquisição de máquinas e equipamentos e investimentos para adaptar, ampliar ou modernizar a atividade produtiva. Também poderão financiar inovação tecnológica e adaptações de produtos, serviços e processos para atender a exigências do comércio internacional, como requisitos sanitários, fitossanitários, ambientais, de rastreabilidade e de conformidade.
O dinheiro para financiar as empresas poderá vir do superávit (excedente) financeiro do Fundo de Garantia à Exportação, apurado em 31 de dezembro de 2025, do superávit financeiro de fontes supervisionadas por unidades do Ministério da Fazenda, também apurado nessa data, e de outras fontes orçamentárias.
Os recursos serão repassados ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ou a instituições financeiras habilitadas pelo banco, que assumirão os riscos das operações e oferecerão o financiamento às empresas elegíveis. A lei também altera regras do sistema de apoio oficial ao crédito à exportação e prevê a cobertura, pelo sistema de seguro de crédito à exportação, de operações de crédito direto a micros, pequenas e médias empresas exportadoras.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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