Economia
Governo do Estado inicia procedimentos para retomada do Crédito Fundiário em MT
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Da Redação.
A Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SEAF) deu início aos procedimentos para a reabertura das contratações referentes ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), paralisadas desde 2012. A proposta é dar sequência ao processo de implantação do Projeto Piloto “Nossa Senhora Aparecida”, no município de Lucas do Rio Verde, que deverá marcar a retomada do programa em Mato Grosso.
O projeto piloto reúne 50 famílias que aguardam pela emissão da Declaração de Elegibilidade para dar sequência ao processo de implantação e homologação dos lotes.
O Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) é desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), e nada mais é do que uma modalidade diferenciada de acesso ao crédito para a compra do imóvel rural, garantindo acesso facilitado ao financiamento, em condições acessíveis ao produtor.
A retomada do projeto junto ao MAPA é resultado do trabalho conjunto da SEAF, com o apoio do deputado federal Neri Geller, e que deverá garantir condições de produção e renda às famílias.
“Assim como o secretário Silvano Amaral [SEAF], também fomos convocados pelas famílias à auxiliar na retomada do projeto. Lucas do Rio Verde é um mercado promissor, inauguramos no ano passado o Mercado do Produtor, estamos trabalhando com a SEAF e prefeitura municipal para a construção de uma grande central de distribuição em nível regional e, com certeza, a instalação dessas famílias contribuirá para o fortalecimento da produção”, explicou.
Neri Geller garante ainda que o município está se tornado um importante mercado consumidor e fornecedor. “Os agricultores estão conscientes sobre o papel que têm na cadeia produtiva, e com a instalação das famílias e o grande apoio que temos recebido da SEAF vamos dar robustez à produção de itens que serão comercializados em importantes frentes como a cesta básica, a merenda escolar e o PAA [Programa de Aquisição de Alimentos]”, comemorou.
A Superintendência de Crédito Fundiário (SCF) da SEAF, responsável pela condução do programa em Mato Grosso, realizou no mês de março, o levantamento socioeconômico das 50 famílias que serão beneficiadas pelo PNCF. Os procedimentos foram realizados na semana que antecedeu ao decreto do Governo do Estado, que determinou a necessidade de isolamento social para combate ao avanço do Covid-19 (coronavírus). O próximo passo será a realização de vistoria técnica e elaboração do laudo agronômico referente a área da Fazenda Fênix II, que será financiada para a implantação do projeto.
“O projeto compreende a formação de 50 lotes individuais e um lote coletivo e serão investidos recursos para a formação de infraestrutura básica de atendimento comunitário. A Empaer tem a função de auxiliar no processo de identificação e orientação das famílias, além de atuar na vistoria técnica da área e na elaboração do laudo agronômico demonstrando a capacidade produtiva do espaço. A SEAF não tem medido esforços para retomar com eficiência a execução do PNCF em Mato Grosso, e queremos fazer de Lucas do Rio Verde um projeto-modelo para as demais implantações no Estado”, definiu o Extensionista Rural da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Esmeraldo Almeida.
Como funciona o PNCF
Feita a escolha da área, o proprietário deverá manifestar interesse na venda do imóvel com valor compatível ao de mercado. A partir de então, o Estado passa a atuar na elaboração da proposta de financiamento, reunindo informações sobre o imóvel, os investimentos necessários, a aptidão da área para o plantio, entre outras informações.
O produtor poderá financiar até R$ R$ 151 mil com juros de até 2,5% ao ano, sendo: 0,5% para a linha PNCF Social, para agricultores inscritos no CAD-Único; 2,5%, para a linha PNCF Mais. O pagamento é efetuado em até 25 anos, incluídos três anos de carência. O programa também disponibiliza recursos de até R$ 7.500,00 para contratação exclusiva de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), financiado em cinco parcelas anuais de R$ 1.500,00 por beneficiário.
Os procedimentos foram acompanhados pelo prefeito de Lucas do Rio Verde, Luiz Binotti; pelo então secretário Municipal de Agricultura, Márcio Albieri; pelo presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais do município, Ademir Forlin; pelo Superintendente de Crédito Fundiário (SEAF), Marcos dos Santos, além da presença do Extensionista Rural da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), Esmeraldo Almeida, entre outros.
Foto por: SEAF/MT
Economia
Durigan defende que Brasil deve ampliar comércio exterior
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu nesta segunda-feira (17) a estratégia de abertura do comércio de produtos brasileiros para outros países. 

Segundo ele, outros governos e investidores olham para o Brasil com confiança. “Em um mundo de incertezas, temos de construir o Brasil como um porto seguro, temos de projetar segurança e previsibilidade”, disse ao participar de evento na capital paulista.
Para Durigan, essa abertura deve ser baseada em negociações e não de dependência de um parceiro exclusivo, na Ásia ou na América do Norte, por exemplo.
“[O Brasil] vai fazer o debate sabendo de suas fraquezas e fortalezas”, apontou.
A fala do ministro ocorre no momento de tensão entre Brasil e Estados Unidos. Na semana passada, o governo federal anunciou a abertura formal do processo para avaliar se a imposição unilateral de tarifas por parte dos Estados Unidos (EUA) contra exportações brasileiras será respondida com base na Lei da Reciprocidade Econômica.
Aprovada no ano passado, justamente em reação ao primeiro tarifaço do governo de Donald Trump, a Lei nº 15.122 estabelece critérios para suspensão de concessões comerciais em resposta a ações, políticas ou práticas unilaterais de outro país que impacte negativamente a competitividade econômica do Brasil.
Medidas fiscais
Durigan também argumentou sobre a adoção de medidas, como bloqueio de orçamento e limite de gastos obrigatórios, para que o país mantenha a estabilidade fiscal.
“Precisamos manter uma trajetória fiscal, sem desestabilizar”, disse.
Sobre a reforma tributária, o ministro reconhece que pode amedrontar, por impor muitas mudanças. Porém, Durigan acredita que 2027 será um importante ano para a transição, e que, ao final, resultará em um sistema melhor, a médio e longo prazo, para o país.
A questão dos juros também foi abordada. Durigan afirmou que não há condições de discutir crédito no país sem “juros civilizados”, por, conforme o ministro, serem a “milha final” dos ajustes de médio prazo necessários para o desenvolvimento do país.
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