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União de Rondonópolis vence o Mixto e conquista vaga na final do Mato-grossense
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O Cuiabá está em vantagem na disputa por uma vaga na grande final do Campeonato Mato-grossense! O Dourado superou o Luverdense por 1 a 0 na tarde deste domingo (17), em Lucas do Rio Verde, pelo jogo de ida da semifinal.
Para se classificar, o Dourado precisa empatar ou vencer o jogo da volta, na Arena. O adversário na final, em caso de classificação, será o vencedor do duelo entre União e Mixto – o time de Rondonópolis saiu vitorioso do primeiro confronto, na Arena, por 1 a 0.
O primeiro tempo foi muito truncado, de muita marcação e consequentemente muitas faltas. O Luverdense tentou pressionar o Dourado nos minutos iniciais, mas não conseguiu levar perigo ao gol defendido por Walter.
O Cuiabá também encontrou dificuldades para criar jogadas ofensivas. As melhores situações surgiram pelo lado direito, com as arrancadas em velocidade do atacante Derik Lacerda. A bola parada também foi uma arma usada pelo Dourado no primeiro tempo – Marllon, de cabeça após cobrança de escanteio de Lucas Fernandes, teve boa oportunidade.
O Dourado começou o segundo tempo marcando presença no campo ofensivo. Clayson, que entrou no intervalo, deu trabalho para a marcação do Luverdense.
Aos 8 minutos do segundo tempo, gol do Cuiabá – que contou com um pouco de sorte. Fernando Sobral lançou Clayson no campo de ataque. O zagueiro Ian tentou recuar para o goleiro do Luverdense e acabou marcando gol contra! Dourado na frente!
Aos 26 minutos, o Cuiabá chegou perto de ampliar a vantagem. Fernando Sobral cobrou falta da direita, Marllon cabeceou o goleiro do Luverdense fez grande defesa, evitando o segundo gol do Cuiabá.
Os minutos finais foram de tentativas de pressão do Luverdense, que buscava infiltrar na defesa auriverde em busca do gol do empate. As investidas, porém, foram bem bloqueadas pela zaga do Dourado, que teve uma atuação segura no Passo das Emas.
Com o resultado, o Cuiabá larga em vantagem e se classifica para a final com um empate ou qualquer vitória no segundo jogo. A partida de volta está marcada para domingo (24), às 17h30, na Arena Pantanal.
Antes, o Dourado encara o Brasiliense, pela primeira partida das quartas de final da Copa Verde. O duelo acontece na quarta-feira, às 19h (de MT), na capital federal. O embarque está programado para a tarde de terça-feira.
O Cuiabá esteve em campo com Walter; Matheus Alexandre, Marllon, Bruno Alves e Ramon (Rikelme); Lucas Mineiro, Fernando Sobral e Lucas Fernandes (Guilherme Madruga); Derik Lacerda (Eliel), Isidro Pitta (Clayson) e Deyverson (Luciano Giménez). O Dourado é comandado de forma interina pelo auxiliar-técnico Luiz Fernando Iubel.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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