Esporte
Inter e Juventude empatam no jogo de ida da semifinal do Campeonato Gaúcho
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O Grêmio arrancou em vantagem na disputa das semifinais do Campeonato Gaúcho, na tarde deste sábado. Atuando no estádio Centenário, em Caxias do Sul, o Tricolor bateu a S.E.R. Caxias pelo placar de 2 a 1. Os gols gremistas foram marcados por Franco Cristaldo e Diego Costa. O time da casa descontou em gol contra de Du Queiroz. A decisão de uma das vagas nas finais fica para terça-feira, dia 26, na Arena do Grêmio.
A partida começou com o campo pesado pela insistente chuva que caiu durante a tarde na Serra. O time da casa buscou pressionar nos primeiros movimentos do confronto. A primeira oportunidade foi em cobrança forte de falta feita por Tomas Bastos aos oito minutos. A bola caiu rápido e passou perto do ângulo esquerdo de Caíque. Dois minutos depois, a jogada rápida foi finalizada em batida firme que Caíque espalmou para dentro da área. No rebote, Geromel se jogou na frente do chute e a bola explodiu no seu corpo antes de sair para escanteio.
Aos 15 minutos, após cobrança de falta lateral da direita, Álvaro apareceu livre na primeira trave para desviar de cabeça e a bola passou perto do poste esquerdo, para fora. Aproveitando o bom momento, aos 17, Emerson Santos arriscou o arremate de fora da área. A bola foi rápida e ainda quicou à frente do arqueiro gremista. Caíque teve que se virar para espalmar a bola para fora. Na batida do escanteio, Cézar Henrique desviou de cabeça. A conclusão quicou no gramado e Caíque deu só o tapinha para a bola sair por cima da meta.
Na primeira investida gremista com maior contundência até então na partida, o Tricolor foi efetivo. Aos 20 minutos, em grande jogada coletiva, Diego Costa recebeu a escorada de cabeça de João Pedro, na direita. Logo percebeu a infiltração de Villasanti e soltou o passe no centro. O paraguaio adiantou em velocidade para rasgar a área, passar pelo segundo marcador e fazer belo cruzamento na marca do pênalti. Franco Cristaldo apareceu livre para testar firme. O goleiro defendeu no susto para frente e a bola caiu nos pés de Cristaldo novamente. Com a perna canhota ele concluiu de primeira no canto baixo do goleiro e a bola acabou entrando. 0 a 1!
Mesmo em desvantagem, o time da casa procurou reagir. Aos 24 minutos, Peu foi ao fundo para cruzar rasteiro na risca da pequena área. Caíque chegou rápido para abafar o desvio e salvar o que seria o gol de empate. A partir daí o duelo ficou mais equilibrado, com as equipes procurando atacar, porém sem maior eficiência.
O Grêmio chegou em batida de lateral de João Pedro na área, aos 34 minutos. Diego Costa escorou para Franco Cristaldo que chegou antes do volante Barba. O marcador fez o tranco nas costas do argentino dentro da área. A arbitragem de frente para a jogada não marcou a penalidade. Três minutos depois, Pepê se livrou da marcação e puxou o contra-ataque. Na intermediária, ele abriu a jogada para Gustavo Nunes, na esquerda. O extrema puxou para o bico da grande área e arriscou o chute rasante de direita, para defesa de Fabian Volpi.
Para a etapa complementar, as duas equipes voltaram para o campo sem trocas. Logo aos três minutos, Gustavo Nunes recebeu pelo corredor esquerdo e centrou o passe para Cristaldo. O argentino girou o corpo e soltou para Villasanti. Ele dominou e arriscou o chute da entrada da área, mas a bola subiu muito e passou por cima. Dois minutos depois, Cristaldo infiltrou pelo meio, buscou a tabela com Diego Costa no pivô. Quando recebeu novamente, puxou para a canhota e, na hora do chute, acabou pegando mal, sem perigo.
Dominante na partida, o Grêmio teve grande oportunidade aos 10 minutos. Mayk fez longo lançamento pelo corredor esquerdo para a velocidade de Diego Costa. Ele engatou a corrida para passar pelo zagueiro, invadir a área e enquadrar o corpo para bater de perna direita. O goleiro Volpi fechou o ângulo para defender com a perna esquerda e evitar o segundo gol gremista.
Aos 20 minutos, o Grêmio chegou em bela tabela de Cristaldo com Diego Costa. Eles trocaram passes e Cristaldo foi derrubado na meia-lua da grande área. Mesmo assim, Diego Costa teve vantagem para passar pelo lateral, invadir a área e ser derrubado. Pênalti claro! Diego Costa foi para a cobrança aos 22 minutos. Com toda a tranquilidade e categoria, ele bateu cruzado e o goleiro caiu no canto oposto. 0 a 2!
As primeiras trocas foram efetuadas pelo técnico Renato Portaluppi. Nathan Fernandes, Dodi e Du Queiroz ingressaram nos lugares de Pavón, Cristaldo e Pepê, respectivamente. O Caxias conseguiu descontar o marcador aos 30 minutos em cobrança de falta lateral, em gol contra de Du Queiroz. O lance foi revisado pelo árbitro ao ser chamado no monitor do VAR por participação do jogador do Caxias que estava impedido. Mesmo assim, o lance foi validado.
Na sequência, JP Galvão entrou na partida, para a saída de Diego Costa. Por fim, Rodrigo Ely foi para o campo na vaga de Gustavo Nunes. O Caxias tentou pressionar em investidas, mas a defesa Tricolor soube suportar as chegadas. Tomas Bastos arriscou forte chute em cobrança de falta aos 44 minutos e a bola passou perto do ângulo de Caíque, para fora.
Aos 49 minutos, após manter a posse no ataque por bastante tempo, o Grêmio pegou a sobra do escanteio e João Pedro carregou para o meio para arriscar o forte chute de canhota. Porém, a batida acabou indo por sobre a meta, na última chance do duelo.
O Tricolor leva a vantagem do empate para o jogo da volta, na Arena da Grêmio. A partida está marcada para terça-feira, dia 26, às 21h.
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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