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Botafogo vence Sampaio Corrêa por 2 a 1 e sai na frente na semifinal da Taça Rio
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Em um jogo disputado, o Botafogo venceu o Sampaio Corrêa por 2 a 1 neste domingo, em Bacaxá, na primeira partida da semifinal da Taça Rio.
Apesar do baixo nível técnico na maior parte do confronto, os gols só saíram no segundo tempo, com Yarlen abrindo o placar para o Botafogo, Índio empatando para o Sampaio Corrêa e Sapata marcando o gol da vitória nos acréscimos para os alvinegros.
Com a vitória, o Botafogo agora tem a vantagem de poder perder por um gol de diferença na partida de volta, que será disputada no próximo domingo, no Nilton Santos, às 18h30 (horário de Brasília). Já o Sampaio Corrêa precisa de uma vitória por dois ou mais gols para garantir sua vaga na decisão.
O jogo começou movimentado, com ambas as equipes buscando o ataque, mas com dificuldades para criar oportunidades claras de gol. A primeira chance real surgiu apenas aos 32 minutos, com Diego Hernández finalizando para a defesa de Leandro Matheus. O cenário seguiu o mesmo até o intervalo, com as equipes abusando das faltas.
No segundo tempo, o Sampaio Corrêa começou pressionando, mas pecando nas finalizações. O Botafogo conseguiu abrir o placar aos 33 minutos, com Yarlen acertando belo chute após passar pelo marcador. O gol animou a partida, e o Sampaio Corrêa empatou aos 44 com Índio aproveitando escanteio e cabeceando para o gol.
Quando o empate parecia o desfecho do jogo, o Botafogo garantiu a vitória nos acréscimos, aos 49 minutos, com Sapata acertando um belo chute de fora da área e vencendo Leandro Matheus.
Uma vitória importante para o Botafogo, que agora tem a vantagem para o jogo de volta, enquanto o Sampaio Corrêa terá que buscar a virada se quiser chegar à final da Taça Rio. A expectativa é de uma partida emocionante e disputada no próximo confronto entre as equipes.
FICHA TÉCNICA
SAMPAIO CORRÊA 1 X 2 BOTAFOGO
Local: Estádio Elcyr Resende, em Saquarema (RJ)
Data: 10 de março de 2024 (Domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: André Rodrigo Rocha (RJ)
Assistentes: Wallace Barros Santos (RJ) e Hugo Filemon Pinto (RJ)
VAR: Paulo Renato da Silva Coelho (RJ)
Cartões amarelos: Rafael Pernão e Gabriel Agú (Sampaio Corrêa); Emerson Urso, Kauê e Raí (Botafogo)
GOLS: Índio, aos 44 minutos do segundo tempo (Sampaio Corrêa) / Yarlen, aos 33 minutos do segundo tempo; Sapata, aos 49 minutos do segundo tempo (Botafogo)
SAMPAIO CORRÊA: Leandro Matheus; Lucas Carvalho (Yago), Índio, Eduardo Thuram e Guilherme; Rodrigo Dantas (Hugo), Gabriel Agú e Marcelo (Octávio); Max, Abner (Davi) e Rafael Pernão. Técnico: Alfredo Sampaio
BOTAFOGO: Igo Gabriel; Mateo Ponte, Bastos, Kawan e Hugo (Devid); Kauê, Newton (Breno), Kauê, Raí (Sapata) e Diego Hernández (Yarlen); Emerson Urso (Matheus Nascimento) e Janderson. Técnico: Fábio Matias
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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