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Seleção Brasileira goleia o México e chega a final da Copa Ouro invicta
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A Seleção Brasileira Feminina derrotou a Argentina por 5 a 1, na madrugada deste domingo, no Estádio BMO, em Los Angeles, e garantiu vaga na semifinal da Copa Ouro. Yaya. Yasmin, Bia Zaneratto (2) e Gabi Nunes fizeram os gols da Amarelinha, que segue com 100% de aproveitamento na competição.
O próximo adversário da Seleção Brasileira sairá do confronto entre México e Paraguai, na noite deste domingo.
Foi a primeira experiência de mata-mata do time sob o comando do técnico Arthur Elias. E a estratégia dele funcionou muito bem. O domínio do Brasil foi absoluto e a goleada poderia ter sido mais elástica.
Seleção jogou muito bem e mereceu a classificação à semifinal da Copa Ouro
Créditos: Leandro Lopes / CBF
EQUILÍBRIO NO INÍCIO
O jogo começou com a Seleção Brasileira se impondo e atuando com intensidade. Logo aos 3 minutos, numa jogada com a participação de Antonia, Bia Zaneratto e Yaya, Gabi Nunes quase abriu o placar.
Mas a Argentina respondeu em seguida e por pouco não fez o gol num contra-ataque em que a goleira Luciana estava muito adiantada e foi encoberta.
VANTAGEM
O primeiro gol da Seleção surgiu aos 18 minutos, quando Duda Santos fez ótimo lançamento para Bia Zaneratto, que cruzou na medida para Yaya marcar de cabeça, antecipando-se a sua marcadora.
Vitória Yaya comemora seu gol sobre a rival Argentina
Créditos: Leandro Lopes / CBF
MAIS UM
Aos 35, Yasmin fez 2 a 0, ao aproveitar uma sobra de bola e completar de fora da área, com um chute forte de esquerda. Naquele momento, o Brasil já era bem superior e criava muitas chances.
A GOLEADA
Foi bom para a Argentina ir para o intervalo com desvantagem de dois gols. A Seleção Brasileira já tinha o controle total do jogo e encurralava o adversário. O terceiro gol era questão de tempo e veio com Bia Zaneratto aos 8 minutos do segundo tempo. Ela recebeu passe preciso de Rafaelle e tentou duas vezes antes de superar a goleira argentina.
Gabi Nunes também deixou sua marca nas quartas de final da Copa Ouro. Após cruzamento de Gabi Portilho, ela finalizou de cabeça, livre, aos 16 minutos.
BIA ZANERATTO, DE NOVO
Depois, com 4 a 0 no placar, Arthur Elias fez várias alterações. Num descuido da zaga brasileira, Dos Santos fez o gol de honra da Argentina, aos 36 minutos. Mas o Brasil manteve o ritmo e conseguiu o quinto gol, novamente com Bia Zaneratto, num chute com estilo da entrada da área. Uma vitória maiúscula da Seleção Brasileira.
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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