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Botafogo vence o Fluminense por 4 a 2 em jogo emocionante no Maracanã

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o Flamengo conquistou o título da Taça Guanabara ao vencer o Madureira, por 3 a 0, na tarde deste sábado (2), Maracanã. Arrascaeta, Pedro e Léo Pereira marcaram os gols rubro-negros. Com o primeiro lugar já garantido, o Mengão terá a vantagem do empate tanto nas semifinais quanto numa possível final de Campeonato Carioca.

O jogo
Precisando apenas do empate para conquistar o título da Taça Guanabara, o Flamengo iniciou a partida trocando passes no campo de ataque. Enquanto isso, o Madureira se postava na defesa e tentava sair na base do contra-ataque. Aos 10’, De La Cruz cobrou falta na entrada da área, a bola desviou na barreira e passou raspando a trave.

Não demorou muito para o Mengão abrir o marcador. Luiz Araújo cruzou na área, Bruno Henrique escorou de cabeça para Arrascaeta bater de primeira no canto: 1 a 0. Após o gol, o Madureira tentou sair mais para o ataque, mas a defesa rubro-negra estava bem compactada e impedia os avanços do Tricolor Suburbano.

Aos 41’, Viña recebeu com liberdade na esquerda e cruzou na medida para Erick cabecear. A bola passou perto da trave. Na sequência, Viña apareceu bem outra vez com um chutaço da intermediária, obrigando o goleiro a espalmar para escanteio. Vale lembrar que essa é a primeira partida do lateral-esquerdo como titular. A primeira etapa terminou com vantagem para o Fla.

Com Léo Pereira no lugar de Fabrício Bruno, o Rubro-Negro voltou para a segunda etapa impondo seu ritmo e, logo aos seis minutos, ampliou o placar com o artilheiro Pedro, que fez um golaço! A defesa do Madureira saiu jogando errado, o camisa 9 interceptou o passe, deu um balão no goleiro e completou para as redes. Festa da Nação Rubro-Negra no Maraca!

Pouco depois, o Mais Querido chegou ao terceiro gol com Léo Pereira, de falta! De La Cruz e Arrascaeta se posicionaram para bater, mas foi o zagueiro que cobrou a falta com perfeição no ângulo esquerdo do goleiro: 3 a 0.

Com uma vantagem confortável, o técnico Tite promoveu mudanças na equipe para dar minutagem aos atletas que começaram no banco. Na reta final, o Mengão valorizou a posse de bola, administrou o resultado e saiu de campo com mais um título de Taça Guanabara, a 24ª de sua história!

Próximo compromisso
O Mengão aguarda os jogos deste domingo (3) da 11ª rodada da Taça Guanabara para saber seu adversário das semifinais do Carioca. O primeiro jogo será disputado no próximo fim de semana (9 ou 10), com dia e horário a serem definidos pela FFERJ.

Ficha técnica

Flamengo 3×0 Madureira

11ª Rodada da Taça Guanabara
Local: Maracanã-RJ
Data e hora: 02/03/2024 às 16h
Arbitragem: Bruno Mota Correia, Rodrigo Figueiredo Henrique Corrêa e Carlos Henrique Alves Filho
Cartões amarelos: Pedro (FLA) e Léo Pereira (FLA)
Gols: Arrascaeta (19’1ºT), Pedro (6’2ºT) e Léo Pereira (23’2ºT).

Flamengo: Rossi; Varela, Fabrício Bruno (Léo Pereira), David Luiz e Viña; Erick Pulgar, De La Cruz (Matheus Gonçalves) e Arrascaeta (Igor Jesus); Luiz Araújo (Everton Cebolinha), Bruno Henrique e Pedro (Victor Hugo).
Técnico: Tite.

Madureira: Mota (Douglas Lima); Dadinha (Cauã Coutinho), Marcão, Arthur e Evandro; Wagninho, Arthur Santos, Gustavo Coutinho (João Felipe) e Juninho (Xuxa); Arthur Martins (Antônio Carlos) e Patryck Ferreira.
Técnico: Daniel Neri.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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