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Grêmio goleia Guarany de Bagé na Arena e encara Brasil de Pelotas na próxima fase

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O Grêmio voltou a campo na tarde deste sábado, na Arena, para o duelo diante do Guarany de Bagé, válido pela última rodada da primeira fase do Campeonato Gaúcho. O Tricolor fez bonito e goleou o time do interior do estado pelo placar de 4 a 1, com gols assinalados por Pavón (2x), Geromel e Diego Costa.

Com a vitória, a equipe gremista encerra a primeira fase na segunda colocação, com 23 pontos somados. O adversário da próxima fase será o Brasil de Pelotas, que ocupa a 7ª posição na tabela.

Os instantes iniciais do jogo foram de superioridade gremista. O Tricolor se manteve por maior tempo no campo de ataque e ameaçou por vezes. Aos 5 minutos, Diego Costa recebeu um passe em profundidade, foi à linha de fundo e tentou cruzar para o centro da área, mas a defesa do time de Bagé conseguiu o corte.  Foi no minuto seguinte que a equipe do técnico Renato Portaluppi conseguiu efetividade: Reinaldo fez um lançamento preciso para Pavón, que dominou e mandou para o fundo das redes, abrindo a contagem na Arena.

Já os adversários tentaram responder quando o relógio marcava 12 minutos: Mauri pegou a sobra de um chute de Tony Jr e mandou em direção à meta, mas Gabriel Grando segurou.

O Grêmio seguiu mantendo o controle do jogo e maior posse de bola. Em uma das novas oportunidades, João Pedro recebeu dentro da área e fez um cruzamento, mas ninguém conseguiu completar. Logo na sequência, após levantamento na área, Diego Costa subiu desviando de cabeça, mas mandou para fora. Do outro lado, o Guarany chegou algumas vezes, uma das mais perigosas com um chute de longa distância, de David, para nova defesa do arqueiro tricolor.

Os gremistas tiveram novas chances a partir dos 25’: João Pedro desceu pela direita, foi à linha de fundo, cortou a marcação e cruzou para o centro da pequena área. Cristaldo dividiu com a marcação, mas acabou caindo no gramado e a defesa adversária, afastando o perigo. Outra delas surgiu quando Pavon acionou Villasanti, que deixou para Gustavo Nunes finalizar a gol, chutando rasteiro, mas a bolsa saiu à direita da meta.

Mas aos 33’, os visitantes conseguiram empatar o jogo com um gol de Wilson Jr, que invadiu a área em velocidade e mandou a gol, deixando tudo igual na Arena.

O jogo passou a ficar mais disputado e equilibrado. Próximo da reta final do primeiro tempo, o Grêmio criou boas chances: Pepê recebeu na área, o goleiro defendeu e no rebote, Diego Costa desviou de cabeça, mas a bola passou por cima. Outro ataque saiu de um lançamento de Villasanti para Gustavo Nunes, que deixou de cabeça para Diego Costa, mas o atacante estava impedido. Nos acréscimos, em boa jogada coletiva, a bola caiu para João Pedro, que finalizou cruzado, mas passou por todo mundo e saiu.

No início da etapa complementar, o Grêmio foi superior e efetivo, conseguindo voltar a frente no marcador já aos 2 minutos. Após o cruzamento de Pavón, Geromel conseguiu desviar para o fundo das redes de cabeça, marcando o segundo gol gremista na partida. Dois minutos depois, na sobra da entrada da grande área, a bola caiu para Pavón, que encheu o pé e estufou a meta, assinalando o terceiro gol tricolor.

Já o Guarany teve uma chance aos 7’, em cobrança de falta da intermediária, mas a bola ficou na barreira gremista, que impediu o ataque.

Outras tentativas que levaram perigo aos adversários saíram ainda antes dos 15 minutos de jogo: de Pavón, que fez um cruzamento para Diego Costa, mas o atacante não conseguiu a finalização e uma do lateral Mayk, que desviou de cabeça em direção à meta, mas o goleiro segurou.

Aos 20’, o estreante da tarde, Diego Costa, cobrou uma falta próximo da meia-lua da grande área e foi certeiro, assinalando um golaço – o quarto da equipe de Renato Portaluppi.

Superior na partida, o Grêmio seguiu buscando o campo de ataque e ameaçou com boas jogadas: Gustavo Nunes pegou a sobra de bola na pequena área e mandou para o fundo das redes, mas o lance foi anulado por impedimento. Outra chegada foi de Diego Costa, que pela direita, finalizou a gol, mas a bola bateu na rede, pelo lado de fora, com 26’ jogados.

O Tricolor ainda tentou com Nathan Fernandes e Gustavo Nunes, mas os lances pararam na defesa adversária. Nos acréscimos, Pavón recebeu na área e finalizou, mas Micael cortou para escanteio. Maik também recebeu um cruzamento na medida, dominou, mas a arbitragem anulou o lance por impedimento.

Com o resultado, Grêmio soma 23 pontos, encara o Brasil de Pelotas na próxima fase da competição.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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