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Coritiba fracassa novamente e é eliminado na Copa do Brasil após derrota para o Águia de Marabá

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Na noite desta quarta-feira (22), o Timão entrou em campo para a estreia da Copa Betano do Brasil 2024. Jogando fora de casa, Corinthians fez uma boa partida e venceu com gols de Romero e Wesley.

O Alvinegro fez um excelente jogo e dominou a partida do início ao fim e com muito volume no ataque. Com a vitória, o Time do Povo avança na competição e agora espera o próximo adversário, que sairá do confronto entre Olaria-RJ e São Bernardo-SP, que jogam na próxima semana.

No próximo domingo (25), o Corinthians retorna sua atenção para o Paulistão, onde recebe a Ponte Preta, na Neo Química Arena, pela décima rodada do estadual.

Escalação
O técnico António Oliveira escalou o Timão com: Carlos Miguel; Fagner, Félix Torres, Gustavo Henrique e Hugo; Raniele, Maycon e Rodrigo Garro; Wesley, Pedro Henrique e Romero. Entraram no decorrer do jogo: Fausto Vera, Matías Rojas, Biro, Gustavo Silva e Giovane. Ainda ficaram à disposição no banco de reservas: Matheus Donelli, Matheus França, Caetano, Arthur Sousa, Matheus Araújo, Raul Gustavo e Ryan.

Primeiro tempo
O jogo iniciou e, aos dois minutos, o Timão abriu o placar! Gustavo Henrique fez o lançamento para Wesley. O atacante alvinegro gingou na linha de fundo, se livrou da marcação e, quase sem ângulo, chutou a bola, que desviou para dentro do gol, 1 a 0.

Aos 10 minutos, nova chegada do Corinthians com muito perigo: Wesley, mais uma vez, partiu para cima da marcação, levou para linha de fundo e tocou para o meio, Maycon desviou para o gol e a bola foi na trave. Ótimo início do Time do Povo, em Maringá.

O Timão seguiu fazendo um bom volume de jogo. A equipe paranaense tentava sair para o campo de ataque, mas parava na marcação alvinegra.

O Coringão ampliou o placar aos 30 minutos: em uma saída errada do Cianorte, Rodrigo Garro roubou a bola e tocou para Romero, o camisa 11 recebeu, girou e chutou no canto direito do goleiro Vinicius, 2 a 0!

No lance seguinte, em uma cobrança de falta de Garro, o goleiro soltou errado e Gustavo Henrique empurrou para o gol. Mas, segundo o árbitro auxiliar, o zagueiro do Timão estava impedido e o gol foi anulado. É válido registrar que nas primeiras fases da Copa do Brasil 2024 não tem o auxílio do VAR para arbitragem.

O árbitro deu quatro minutos de acréscimo e finalizou a primeira etapa.

Segundo tempo
O Corinthians voltou para a segunda etapa com a mesma formação inicial.

Com a vantagem no placar, o Timão tocava bem e rodava a bola. Aos sete minutos, Garro experimentou de longe e a bola ficou nas mãos do goleiro Vinicius.

Aos 14 minutos, o Coringão chegou com perigo: Romero recebeu de Garro, invadiu a área e chutou, Vinícius espalmou. No minuto seguinte, outra boa jogada do Alvinegro: Romero cruzou na cabeça de Maycon, o meia do Timão cabeceou e a bola desviou para escanteio.

Gol do Corinthians! Aos 17 minutos, Pedro Henrique fez boa jogada pela direita, cruzou na área para Wesley, que escorou de cabeça para Romero fazer o terceiro do Timão!

Após o gol, o técnico António Oliveira mexeu no time: saíram Raniele e Pedro Henrique e entraram Fausto Vera e Matías Rojas.

O Cianorte tentou responder aos 24 minutos: Guilherme recebeu na entrada da área e chutou no gol, obrigando Caros Miguel fazer sua primeira defesa no jogo. No lance seguinte, o Timão foi novamente ao ataque. Hugo fez o cruzamento, o goleiro da equipe paranaense deu o rebote, mas Maycon não conseguiu finalizar para o gol.

Aos 28 minutos, mais uma mexida no Time do Povo: saiu Maycon e entrou Biro.

O Corinthians seguiu atrás do quarto gol: Rodrigo Garro enfiou a bola para Romero, que dominou e chutou no contrapé de Vinícius, mas o goleiro do Cianorte conseguiu a defesa e mandou para escanteio.

E mais Timão! Aos 31, Rojas arriscou de fora da área e mais uma vez o goleiro do Cianorte mandou para escanteio. Um minuto depois, foi a vez de Biro experimentar de longe e o goleiro rival novamente salvou o Cianorte.

Aos 35, mais duas alterações: saíram Wesley e Romero e entraram Gustavo Silva e Giovane.

O árbitro deu três minutos de acréscimo.

O Timão ainda teve tempo de mais uma jogada de perigo: Gustavo Henrique chutou de fora da área e a bola explodiu no ângulo da trave.

O Cianorte tentou descontar nos últimos minutos, mas o placar se manteve até o apito final.. Fim de jogo e Timão avança para a segunda fase da Copa do Brasil.





AGÊNCIA DE ESPORTES

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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